Honda, Nissan e Toyota nada têm a reclamar do primeiro trimestre. O desempenho das três marcas de origem japonesa foi oposto ao do mercado geral de automóveis e comerciais leves, que teve queda de 17% nos licenciamentos no período.
A Toyota, sétima marca mais vendida no mercado, apresentou avanço de 12,4% nos emplacamentos, para 41,1 mil unidades. Logo abaixo veio a Honda, com crescimento de 12,5% e 32,9 mil licenciamentos. A Nissan ficou na nona posição, com 3,4% de aumento nas vendas e 15 mil veículos comercializados nos primeiros três meses do ano.
Com isso as três ganharam participação de mercado na comparação com o mesmo período de 2014. Embora tenham mantido a mesma posição do ranking, Toyota e Honda acrescentaram 1,6 e 1,3 ponto porcentual, respectivamente, à sua fatia, ou 6,3% e 5,1% das vendas do trimestre.
A Nissan subiu um degrau, passando de décima para a nona marca mais vendida no mercado, com 2,3% do total – ou 0,4 p.p. mais do que há um ano.
A quarta japonesa do ranking, Mitsubishi, também subiu um degrau e assumiu a décima posição, mesmo com queda de 16,2% nas suas vendas, em linha com o mercado.
Já as lideres enfrentaram dificuldades. As vendas de Fiat, General Motors e Volkswagen caíram acima da média do mercado e, assim, estas marcas perderam participação. Há um ano as três registraram, somadas, 57,4% dos licenciamentos do mercado brasileiro, fatia que caiu para 52,8% no primeiro trimestre.
A Fiat perdeu 3,1 p.p com queda de 27,9% nas vendas, embora permaneça na liderança. GM, vice-líder, registrou queda de 18,2% nos licenciamentos e perdeu 0,5 p.p. Já a VW, terceira, perdeu 1,3 p.p devido ao recuo de 22,3% no volume de veículos comercializados.
As vendas da Ford, quarta do ranking, caíram 4,3%, portanto abaixo da média do mercado, o suficiente para crescer 1,3 p.p. Hyundai e Renault inverteram posições: a coreana subiu para o quinto degrau, com 7,5% das vendas, e a francesa caiu para o sexto, com 6,8% de participação.

Agora é oficial: de acordo com as novas projeções da Anfavea, as vendas de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus vão registrar queda neste ano. Queda considerável. Na casa dos dois dígitos. E a produção vai desabar junto, levando consigo alguns milhares de empregos ao longo de toda a cadeira automotiva.
Exceções ficam para o teto solar, disponível somente a partir da versão Griffe 1.6 manual, a R$ 71,3 mil, e o denominado Grip Control, presente apenas no topo da gama, a R$ 79,6 mil – o equipamento, espécie de controle de tração mais sofisticado, permite ao motorista selecionar modos de condução de acordo com as condições de aderência do piso como lama, areia, e pista molhada. O dispositivo entra em ação automaticamente a partir de 50 km/h e abaixo disso pode ser desligado.
Para manter-se em posição de destaque no mercado nacional a Sabó, uma das maiores fabricantes de autopeças de origem genuinamente brasileira, precisou recorrer a medidas não muito populares: a companhia reduziu a força de trabalho em 33% e precisou se desfazer de algumas áreas.


Cumprindo o prometido a Anfavea apresentou na terça-feira, 7, durante divulgação dos resultados de março e do primeiro trimestre, novas projeções para a indústria automotiva nacional em 2015, que substituem as apresentadas no começo de janeiro.











