O pragmatismo do doutor Rupert Stadler, chairman da Audi AG, é enternecedor e reflete o andamento dos negócios da companhia e sua promessa de investir 24 bilhões de euro até 2019: “Tenho profundo orgulho pelo fato de o nosso perfil de capacitações e de competências mudar dia a dia”. Isso reflete nos resultados, anunciados na terça-feira, 10, em Ingolstadt, Alemanha, pertinho de Munique, e revelam os esforços desenvolvidos pelas equipes no ano passado:
• lucro operacional de 5 bilhões 150 milhões de euro;
• retorno operacional sobre as vendas de 9,6%;
• lucro antes dos impostos de 6 bilhões de euro.
Stadler declarou aos 350 jornalistas de todo o mundo presentes que “em 2014 entregamos mais do que prometemos um ano antes”, desvelando o recorde de vendas que alcançou – exatas 1 milhão 741 mil 129 unidades. E prometeu repetir o desempenho este ano: ele quer bater logo o recorde histórico de 2 milhões de unidades vendidas.
O doutor Ulrich Hackenberg, também integrante do board, responsável pelo desenvolvimento técnico, indicou que, de acordo com suas perspectivas, os destaques Audi deste ano serão Q7, R8 e A4.
E o responsável no board por recursos humanos, Thomas Sigi, festejou a criação, em todo o mundo, durante este ano, de novos 6 mil postos de trabalho, coisa de 4 mil dos quais na Alemanha. Em 31 de dezembro a empresa dispunha de 79 mil 483 funcionários.
E boa nova brasileira foi igualmente comemorada, a assunção da Audi como a melhor vendedora de veículos premium em fevereiro – isto depois de obter, no conjunto do resultado do ano passado, crescimento de 86,1%, para 12 mil 488 unidades vendidas.
Luca de Meo, o chefão de vendas e marketing no board, disse que é “impressionante o crescimento Audi no mercado brasileiro nos últimos dois anos”.
Lamborghini e Ducati, marcas que integram o mundo do Grupo Audi, foram também lembradas por seus muito bons resultados.
O doutor Stadler reconheceu que 2014 foi pleno de exigências e de emoções e dificuldades foram enfrentadas para manter os objetivos traçados, “mas conseguimos melhoras para a nossa marca em todos os continentes. Na América do Norte, por exemplo, vendemos 182 mil unidades e pretendemos chegar às 200 mil este ano”.
Segundo ele a fábrica estabelecida no Máxico, que estará plenamente operativa em 2016, terá tarefas francamente exportadoras, para qualquer país à exceção da China: “A garantia da qualidade será realizada por meio de nossas boas relações com os fornecedores locais e de seus esforços”.
Fazem fila – O vice-presidente de vendas da Audi para as Américas, Martin Sander, é tão otimista como o seu chefe De Meo e com seu chefão Stadler a respeito do bom desenvolvimento dos negócios da companhia ao longo dos anos e do futuro. Uma das suas razoes é o fato de que “concessionários fazem fila para trabalhar conosco, inclusive no Brasil”.
De acordo com ele a rede Audi no Brasil é particularmente motivada, vibrante, apaixonada, “o sonho de todo fabricante de veículos”. Ele provavelmente tem toda a razão até porque a empresa ganhou, em 2014, prêmio da Fenabrave por ser aquela mais desejada pela constelação dos revendedores de veículos, deixando para trás antigas unanimidades como Toyota e Volkswagen.
“A verdade é que nossos concessionários fazem contas e sabem que o atual volume de veículos premium no Brasil é muito pequeno, subdesenvolvido mesmo, e só tende a crescer. Isso significa bons negócios e nós, Audi, somos um excelente negócio, sólido.”
O desempenho bem abaixo das expectativas do primeiro bimestre fará os fabricantes de implementos rodoviários revisarem suas estimativas para o ano. Inicialmente a Anfir, associação que representa o setor, projetava queda na ordem de 5% a 10% com relação ao ano passado, mas o presidente Alcides Braga já admite retração mais acentuada.






