Os bancos de montadoras colocaram no mercado ofertas próprias de parcelamento para o porcentual variável do Finame PSI, ainda sem operação plena devido à necessidade de adaptação nos sistemas deles e do BNDES. A alternativa consiste em financiar os 50% ou 70% pelo banco de fomento, a juros pré-fixados definidos ainda no ano passado pelo governo, e o restante com recursos próprios, com base no seu capital de giro.
Como a Agência AutoData informou na sua edição de quarta-feira, 28, a linha de financiamento do BNDES ainda não está em operação para financiar até 90% do valor dos caminhões e ônibus. Os sistemas bancários precisam se adequar às novas regras para a chamada participação ampliada, com taxas de juros atreladas à Selic e à Cesta Moeda.
Porém a parte fixa, para 70% do valor para as pequenas empresas com taxas de 9,5% ao ano, e 50% para as grandes, a 10% ao ano, já pode ser contratada. Como alternativa para tentar movimentar o mercado neste difícil início de ano os bancos de montadoras decidiram investir em ofertas que mesclam o financiamento do BNDES com os seus recursos.
A Volvo chega a oferecer planos de financiamento de até 100% do valor – o BNDES, com a participação ampliada, exige 10% de entrada.
Segundo Valter Viapiana, diretor comercial e de marketing do Banco Volvo Financial Services, as taxas fixas do BNDES são combinadas a planos pré-fixados calculados conforme o perfil do cliente. “Os prazos de pagamento vão de seis a sessenta meses e o maior diferencial é que o comprador saberá quanto vai pagar até o fim do empréstimo. Os juros não estão atrelados à Selic ou ao dólar.”
A Iveco anunciou quarta-feira, 28, um plano com entrada de 10% do valor total do veículo e prazo de financiamento em seis anos, como explicou Jucivaldo Feitosa, diretor comercial de marketing e de seguros do Banco CNH Industrial:
“A linha de crédito complementa a parte não coberta pelo PSI, com a mesma taxa da operação feita pelo BNDES e no mesmo prazo, de 60 meses. Para os clientes que quiserem uma vantagem ainda maior há a opção de financiar esse complemento de 20% ou 40% do caminhão em 12 meses sem juros.”
Feitosa acredita que os financiamentos via banco da montadora deverão crescer: “O consumidor brasileiro não está acostumado com o Finame PSI atrelado à Selic e isso gera incertezas na compra”.
A MAN Latin America também entrou na disputa, com uma linha de financiamento de 100% do bem via Banco Volkswagen, taxas a partir de 0,93% ao mês, prazos de pagamento de até 60 meses e parcelas fixas.
A Ford divulgou seu plano na sexta-feira, 23: 10% de entrada e taxa de 0,76% ao mês, com seis meses de carência e pagamento em até 72 meses. A ação, parceria da Ford Credit com o Bradesco, vale para os caminhões leves, médios, pesados e extrapesados da linha Cargo, bem como para os semileves e leves da nova Série F.
A Mercedes-Benz, conforme divulgado pela Agência AutoData, também oferece planos que mesclam os recursos do BNDES com os do Banco M-B. Procurada pela reportagem, a instituição financeira não passou as condições oferecidas até o fechamento desta edição.


A partir de março os clientes de caminhões Mercedes-Benz poderão contratar a segunda geração do FleetBoard, o sistema de gestão de frotas da montadora. Expandido para toda a linha de caminhões e com possibilidade de instalação já na fábrica para alguns modelos, o sistema traz como principal novidade pacote de segurança que permite bloquear remotamente o caminhão caso alguma anomalia na operação seja detectada.

A Anfavea levou a Brasília a proposta de criação de uma zona industrial de autopeças para o Mercosul, batizado Projeto Tríplice Fronteira. A informação foi revelada com exclusividade por Luiz Moan, presidente da associação, durante o Workshop Tendências Setoriais – Máquinas Agrícolas e de Construção, realizado por AutoData no Milenium Centro de Convenções em São Paulo.