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02/03/2015

Redução de investimento da Petrobras afeta indústria de máquinas

Por Michele Loureiro

- 02/03/2015

O setor de máquinas e equipamentos sofrerá impacto com a redução do volume de investimentos da Petrobras este ano. A avaliação foi feita pelo presidente da Abimaq, Carlos Pastorizza, durante a divulgação dos resultados de 2014 na quarta-feira, 28.

“O setor de óleo e gás representa fatia significativa da indústria de máquinas e equipamentos e está basicamente atrelado às demandas da Petrobras.”

A petroleira indicou que reduzirá o volume de investimento este ano como resposta às preocupações sobre uma possível necessidade de captação de recursos, no momento em que é penalizada no mercado financeiro pelos desdobramentos da Operação Lava Jato.

Segundo o presidente executivo da Abimaq, José Velloso, além da possível redução do volume de pedidos o setor tem sido prejudicado pela falta de pagamento das empresas contratadas pela Petrobras por causa, principalmente, de impasses sobre aditivos de contratos.

“Estamos finalizando um levantamento com as associadas e até agora sabemos que 120 fabricantes de máquinas estão com problemas de inadimplência nesse contexto. Trinta dessas empresas relataram dívidas que somam R$ 200 milhões e esse volume aumentará ao passo que outras associadas repassarem os dados.”

A Abimaq tem reunião agendada com a presidente da Petrobras, Graça Foster, na quarta-feira, 4 de fevereiro: “Esperamos que haja uma solução breve, pois para muitas dessas empresas o negócio depende desse recebimento”.

Governo federal — A Abimaq recebeu com decepção a lista de medidas anunciadas recentemente pelo governo federal, que inclui o aumento de impostos, a elevação da TJLP e também das taxas do BNDES PSI.

O presidente da entidade classificou o conjunto de medidas como “pacote de maldades” e afirmou estar decepcionado com a falta de “mudanças estruturais que ajudem a retomar a competitividade da indústria”.

Para discutir possíveis alternativas a Abimaq se encontrará com o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, na quinta-feira, 29, e com o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, na sexta-feira, 30.

A associação já se reuniu com Nélson Barbosa, ministro do Planejamento, mas Pastorizza revelou certa decepção com o encontro: “O ministro não deu muitos indicativos de que o programa de renovação do parque industrial, o Modermaq, que daria incentivos fiscais para a troca de equipamentos, sairá do papel. A prioridade do governo parece ser o cumprimento da meta de superávit primário de 1,2% do PIB”.


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