Balança comercial de autopeças fecha 2014 em déficit de US$ 9 bilhões

A balança comercial do setor de autopeças fechou o ano passado com déficit de US$ 9 bilhões, redução de 9% no saldo negativo ante 2013, quando as perdas chegaram a US$ 9,9 bilhões. Os dados foram divulgados na quinta-feira, 22, em relatório elaborado pelo Sindipeças com base nas estatísticas do MDIC, Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Tanto as exportações quanto as importações recuaram em 2014. As vendas externas para 18 países caíram 15,4%, para US$ 8,3 bilhões, enquanto as compras em 163 países reduziram-se em 12,2%, somando US$ 17,3 bilhões.

As principais origem de importações foram os Estados Unidos, com US$ 2 bilhões 47 milhões e 11,8% do total, Alemanha, com US$ 2 bilhões 7 milhões e 11,6% e China, com US$ 1,6 bilhão e 9,4% de participação. As compras de peças nos três países também recuaram no ano passado: 8,6%, 8,3% e 3,9%, respectivamente.

Os principais clientes das autopeças brasileiras foram, pela ordem, Argentina, com US$ 2,7 bilhões, Estados Unidos, com US$ 1,2 bilhão, e México, com US$ 753 milhões. Compradora de 33% das peças exportadas pela indústria brasileira, a Argentina reduziu em 25,8% o valor gasto no ano passado.

O Sindipeças divulgou também na quinta-feira, 22, a pesquisa conjuntural do setor, com base nas informações de seus associados. Os resultados, porém, só vão até novembro.

O faturamento real acumulado dos onze primeiros meses de 2014 caiu 12,4%, com queda maior nas vendas para as montadoras, de 15,8%. A receita com as vendas para a reposição cedeu 3,4%, das exportações 5,5% e das vendas intrassetoriais 9,6%.

Segundo o Sindipeças a produção industrial de autopeças apresentou recuo de 16,4% no período, enquanto a produção industrial de veículos caiu 17,3%. Ao fim de novembro as fabricantes de autopeças registravam 32% de capacidade ociosa e reduziram os empregos em 12,3% com relação ao nível de um ano antes.

Fornecimento de combustíveis avançou 6% em 2014

A distribuição de combustíveis e lubrificantes aos postos em todo o País alcançou 105 bilhões de litros em 2014, alta de 6,1% segundo números das associadas ao Sindicom, que representa as principais companhias do segmento no País.

O etanol hidratado impulsionou a alta: o fornecimento do biocombustível chegou a 7,9 bilhões de litros, avanço de 11% na comparação com 2013. A desoneração do PIS/Cofins e a ampliação da frota bicombustível justificam o incremento.

Outros 33 bilhões de litros de gasolina foram distribuídos às bombas em todo o País pelas filiadas ao Sindicom, o que representa crescimento de 7,7% frente a 2013.

No ciclo Otto apenas o GNV caiu: passou de 0,8 bilhão de m³ para 0,7 bilhão de m³, baixa de 6,6%.

O diesel respondeu pelo maior fornecimento das distribuidoras, 49,3 bilhões de litros, aumento de 2,9%.

Já a distribuição de lubrificantes recuou 2% na comparação com 2013, com 1,3 bilhão de litros. Fora do segmento automotivo o querosene de aviação representou 5,7% e os óleos combustíveis para usinas termelétricas, 4,8%.

Procurado pela reportagem, o sindicato evitou traçar estimativas para 2015 ou comentar os possíveis impactos das recentes medidas do governo.

O Sindicom revelará nos próximos dias quanto o mercado total – incluindo as empresas não filiadas à associação – movimentou em 2014. A estimativa, por ora, é de 133 bilhões de litros, ampliação de 5,6% ante 2013.

Ainda segundo as projeções o diesel representará a maior fatia do mercado, com 45,1% das vendas totais. A gasolina vem em seguida, com 33,4%, o etanol responde por 9,8% e o GNV por 1,4%.

Número de concessionárias cresceu 28% no País em quatro anos

Se os consumidores brasileiros de veículos podem se queixar de dificuldades de acesso ao crédito e até mesmo do preço dos veículos, o mesmo não se pode dizer da rede de revendas instaladas no País. Levantamento realizado pela Fenabrave a pedido da Agência AutoData revelou que o número de concessionárias cresceu 28,2% no País no período de 2010 a 2014, quando foram abertas 1 mil 748 lojas.

No total são atualmente 7 mil 943 pontos de vendas de automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, implementos rodoviários, motocicletas e máquinas agrícolas espalhados pelas cinco regiões do País. Comparada com o número de municípios do Brasil, a média chega a 1,4 concessionária para cada cidade.

Neste mesmo período o mercado como um todo encolheu 5,5%, de 5 milhões 444 mil unidades vendidas em 2010 para 5 milhões 161 mil unidades no ano passado, segundo dados da Fenabrave – que incluem automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, implementos rodoviários, motocicletas e máquinas agrícolas.

O movimento de abertura de concessionárias é parcialmente explicado pela chegada de novas marcas. Em 1990 eram apenas oito fabricantes vendendo veículos no País. O número de competidores passou a 21 em 2010 e a 26 no ano passado.

A maior concentração de abertura de concessionárias nos últimos anos aconteceu em 2011, quando foram inauguradas 897 revendas em doze meses. Neste mesmo ano o mercado total avançou 5%, para 5 milhões 715 mil unidades, o maior volume do período em questão.

Somente no ano passado foram inauguradas 472 concessionárias, o segundo maior volume depois de 2011. Os dados da Fenabrave, entretanto, não especificam o número de casas fechadas nos últimos anos.

As revendas que comercializam automóveis e comerciais leves são maioria: atualmente há 4 mil 408 casas do segmento. As lojas que vendem motocicletas respondem por 1 mil 551 pontos. Já as que comercializam tratores e máquinas agrícolas somam 1 mil 28 enquanto as revendas de caminhões e ônibus são 814 e as de implementos rodoviários, 142.

Por regiões do País a maior concentração de concessionárias está no Sudeste, maior mercado do Brasil, que abriga 3 mil 439 pontos de venda, 31% do total. De 2010 a 2014 foram abertas 683 revendas na região – somente no último ano foram 111.

Na sequência aparece a região Sul, com 1 mil 895 concessionárias. Do total 177 foram inauguradas apenas em 2014, o maior volume das regiões do País no ano passado.

O Nordeste conta com 1 mil 322 pontos de vendas, crescimento de 26,2% nos últimos quatro anos. O Centro-Oeste possui 805 concessionárias e o Norte 482 casas, respondendo pelo menor volume do País, mesmo com crescimento de 25,2% nos últimos anos.

BYD testa elétrico E6 em parceria com rádio paulistana

Desde dezembro a rádio paulistana SulAmerica Trânsito, do Grupo Bandeirantes, circula pela Capital monitorando as condições de tráfego a bordo de um BYD E6, veículo 100% elétrico da montadora chinesa. A iniciativa, conjunta, visa ao mesmo tempo divulgar o modelo e testar sua utilização prática no País, em ação que envolve altas quilometragens diárias.

De acordo com Adalberto Maluf, diretor de relações governamentais e marketing da BYD, em entrevista à Agência AutoData, a montadora foi responsável por montar um posto de recarga na sede da rádio. “Não foram necessárias grandes adaptações, apenas o uso de uma tomada de 220V e um transformador. O custo da energia é por conta da emissora.” Segundo o executivo o veículo, cedido em comodato, passará por análises de desempenho, adaptação às condições brasileiras e de custo de operação em cerca de dois meses.

A BYD importou, para fase de testes, dez unidades do E6, mas devido aos processos de homologação apenas duas estão emplacadas – uma delas em uso pela rádio. O plano é iniciar comercialização do modelo em primeira fase no País no segundo semestre de 2015, para montagem de rede de concessionárias e vendas em maior volume em 2016: a meta é chegar ao fim do ano que vem com cerca de quinhentas unidades do E6 vendidas ao todo.

Maluf, entretanto, salienta que o plano depende da confirmação de incentivos para elétricos via governo federal – por enquanto apenas os híbridos sem sistema plug-in têm algum benefício, considerados temporariamente pela Camex como ex-tarifários e, assim, com alíquotas de importação diferenciadas, menores que as normais.

A proposta da BYD é, segundo o executivo, produzir localmente o E6, em fábrica a ser construída – a empresa já possui unidade para montagem de ônibus elétricos em Campinas, SP. “Por enquanto estamos negociando com diversas regiões e a previsão de produção local do modelo é para 2017 ou 2018”.

O executivo revela que, antes, o cronograma da empresa prevê construção de outra unidade, esta para produção de chassis de ônibus elétricos. “Neste caso o prazo previsto é começo de 2016, e temos tratativas avançadas com os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.”

Kathrein: R$ 10 milhões para elevar produção de antenas automotivas.

Após investir R$ 10 milhões em nova fábrica em Jacutinga, MG, ampliando em 30% a sua capacidade de produção de antenas automotivas no País, a Kathrein Automotive aposta que a alta do dólar favorecerá as compras locais do produto.

De acordo com Marco Antônio Folegatti, diretor da Kathrein Automotive no Brasil, cerca de 20% a 30% das compras das montadoras nessa área são de produtos importados e com o câmbio atual o produto nacional ganha força:

“Somos a maior fabricante de antenas automotivas do País, com participação superior a 60% no mercado OEM. Com exceção da Chery e da Hyundai, com as quais estamos negociando, atendemos todas as demais montadoras de automóveis e comerciais leves e em alguns casos, como o da Honda, somos responsáveis por 100% das entregas”.

Folegatti entende que diante da previsão de um mercado automotivo estável este ano a única forma de a empresa crescer é ganhar participação de mercado. “Com o dólar no patamar atual podemos crescer. Estamos negociando com os fabricantes de veículos tanto em aumento de volume quanto em fornecimento de tecnologias mais avançadas.”

O Grupo Kathrein, de acordo com o executivo, é o maior produtor de tecnologia para sistemas de antenas do mundo. A Kathrein Automotive, que no Brasil é líder de mercado, adquiriu em 2010 a Blaupunkt Antenna Systems e a Olimpus Automotive, ampliando, com isso, a atuação do grupo no mercado de antenas automotivas.

Em dezembro de 2013 o grupo decidiu adotar novos caminhos no Brasil, aprovando investimento em nova fábrica. Dentro do planejamento estratégico de ganhar força no País a Kathrein contratou Folegatti há três meses para assumir a direção geral.

“Nossa fábrica era na Capital paulista e, diante de incentivos oferecidos, decidimos ir para Jacutinga, cidade tradicional na área têxtil. Em agosto inauguramos a nova fábrica e hoje temos capacidade para atender todas as montadoras locais em 100% e ainda exportar para o Mercosul.”

Também como parte da estratégia de fortalecer relacionamento com as montadoras a Kathrein Automotive vendeu em abril passado a sua divisão de reposição para a Quantum. “Ainda fornecemos para eles, mas não atuamos diretamente na reposição. O Brasil é um dos poucos países do mundo que tem este segmento na área de antenas, pois no Exterior praticamente 100% dos veículos já saem equipados com sistema de rádio e a respectiva antena.”

MCTI simplifica comitê gestor do CT-InovarAuto

O MCTI, Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, decidiu simplificar o comitê gestor de recursos do programa CT-Inovar-Auto, gerido pelo FNDCT, o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

O repasse de recursos ao fundo está previsto nas regras do regime automotivo e serve como alternativa às empresas habilitadas que não investirem o valor mínimo necessário sobre seu faturamento em pesquisa e desenvolvimento. É uma boa opção para as montadoras de nicho ou exclusivamente importadoras, em especial aquelas de alto luxo e baixo volume: em lugar de construírem laboratórios e contratarem engenheiros, por exemplo, podem apenas repassar o valor equivalente ao FNDCT e assim também cumprirão automaticamente as exigências da legislação específica do Inovar-Auto.

De acordo com informações da Anpei, Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras, em 2014 o CT-Inovar-Auto administrou recursos de R$ 49,1 milhões – o orçamento para 2015 ainda não foi fechado. Estes devem ser destinados para programas e projetos de pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico, de inovação e de capacitação de recursos humanos exclusivamente no âmbito da indústria automotiva nacional.

Quem faz as escolhas pelos programas e respectivos recursos liberados é o comitê gestor do fundo, que a partir de agora conta com onze membros em lugar de treze até então. A Portaria 5 do MCTI, de 20/1/15, publicada no Diário Oficial da União de quinta-feira, 22 de janeiro, estabelece que apenas um membro do ministério fará parte do comitê – e o presidirá, assim como acontecia antes – em lugar de três, como estabelecido originalmente, em abril de 2013.

O restante permanece inalterado: há ainda no comitê dois membros da Anfavea e um de Sindipeças, BNDES, Finep, CNPq, Ministério da Fazenda, MDIC, Academia Brasileira de Ciências, a ABC, e Anpei. Em abril do ano passado foram indicados como representantes do setor produtivo Luiz Moan e Henry Joseph Jr. pela Anfavea e Sérgio Pin pelo Sindipeças.

O mandato de cada um dos membros do comitê gestor do fundo do Inovar-Auto também não sofreu mudanças: foi mantido o prazo de dois anos, com uma renovação possível pelo mesmo período.

Inmetro classifica eficiência de veículos de 36 fabricantes

Trinta e seis fabricantes participam da 7ª edição do PEBV, Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular, 2015, coordenado pelo Inmetro. No total 587 modelos/versões poderão exibir a etiqueta nacional de conservação de energia afixada em seus vidros. O volume é 18,4% maior frente ao ciclo anterior.

De acordo com o Inmetro o programa de etiquetagem classifica os modelos quanto à eficiência energética na sua categoria e traz informações sobre a autonomia do veículo em quilômetro por litro de combustível, tanto na cidade quanto na estrada, além de medir a emissão de gás efeito estufa e gases poluentes.

O destaque da edição foi a categoria dos subcompactos. Na avaliação do Inmetro o segmento teve 10% mais modelos com consumo de combustível nota A do que no ciclo 2014.

Segundo a classificação do instituto são onze os modelos de subcompactos: Fiat 500, Fiat Uno, novo Fiat Uno, Fiat Palio, Chery QQ, Renault Clio, Nissan March, Jac J2, Volkswagen up!, Kia Picanto e Mercedes-Benz Smart.

Os modelos listados que não alcançaram nota A na comparação absoluta geral foram Renault Clio versão Authentique, Kia Picanto, Jac J2, quatro versões do novo Fiat Uno e quatro versões do Fiat 500. Todos estes receberam nota B. Apenas duas versões do modelo Fiat 500 tiveram nota C dentre os subcompactos.

A exemplo do que já ocorre para eletrodomésticos e eletrônicos, desde 2008 os veículos também são avaliados e recebem etiqueta com faixas coloridas de A, mais eficiente, até E, menos eficiente. Já a emissão de gases é classificada por estrelas, variando de uma a três conforme a eficiência, em uma parceria do Inmetro com o Proconve, do Ibama.
Dentre os subcompactos listados apenas o Mercedes-Benz Smart, Renault Clio e duas versões do Fiat 500 receberam as três estrelas, sinalizando que os veículos emitem menos C02 do que o estabelecido.

Em comunicado Alfredo Lobo, diretor de avaliação da conformidade do Inmetro, afirmou que o consumidor pode visualizar na etiqueta todas estas informações e escolher não só o carro mais eficiente, mas também o menos poluente. “Cada vez mais modelos estão sendo incorporados voluntariamente ao programa, o que revela a sua credibilidade”.

Atualmente os fabricantes colocam a etiqueta nos vidros de 80% dos veículos inscritos. Segundo Lobo até 2017 o alcance chegará a 100%.

Para exemplificar a relevância da medição o Inmetro baseou-se em um carro subcompacto classificado como A, que faz em média 14,9 km com um litro de gasolina na estrada e 12,2 km na cidade, contra 10,9 km e 9,6 km respectivamente para um subcompacto classificado como E. Em percurso diário de 40 km, quem opta por um veículo classe A pode ter economia de cerca de R$ 1 mil no período de um ano.

Funcionários da Mercedes-Benz interrompem produção no ABC

Trabalhadores da Mercedes-Benz de São Bernardo do Campo, SP, interromperam parcialmente a produção na quarta-feira, 21. Em uma assembleia realizada na porta da fábrica no início da tarde o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC orientou que os funcionários do segundo turno não trabalhassem em represália às recentes dispensas realizadas pela montadora.

Houve produção apenas no primeiro turno: o segundo e o terceiro período paralisaram as atividades. O ato foi motivado pela suspensão do contrato de 160 trabalhadores da unidade. Outros cem aderiram ao programa de demissão voluntária, PDV, totalizando o grupo de 260 funcionários que deixaram a empresa. Segundo porta-voz do sindicato serão organizadas manifestações até que a montadora reveja as dispensas.

A esperança do sindicato é que se repita a situação da Volkswagen, que readmitiu 800 trabalhadores após renegociar com o sindicato. De acordo com porta-voz da Mercedes-Benz as dispensas foram acordadas previamente com o sindicato e os trabalhadores tiveram chance de aderir ao PDV e ganharem um bônus de até sete salários.

Pieter Klinkers promovido a CEO da Maxion Wheels

O holandês Pieter Klinkers foi promovido ao cargo de CEO da fabricante de rodas Maxion Wheels, subsidiaria da Iochpe Maxion. Nomeado por Marcos de Oliveira, presidente e CEO da companhia, o executivo tem mais de vinte anos de experiência nos segmentos de rodas e pneus e assumirá o cargo a partir de 1º de março.

Antes de ingressar na Maxion Wheels, em 2005, Klinkers trabalhou na Michelin. Na atual companhia o executivo entrou no cargo de vice-presidente de vendas para Europa, África e Ásia-Pacífico, sendo promovido a presidente da região em 2009. Segundo a empresa, em nota, o executivo “aumentou, com sucesso, as vendas e a rentabilidade da Maxion Wheels na região”.

Klinkers liderará sua equipe a partir da holding da empresa em Konigswinter, na Alemanha.

Chamorro: medidas do governo já eram esperadas.

Os ajustes anunciados pelo governo nas últimas semanas não pegaram a diretoria da General Motors do Brasil de surpresa. Seu presidente, Santiago Chamorro, afirmou ter plena consciência da necessidade dessas medidas que, segundo ele, ajudarão a colocar o País nos trilhos para a retomada do crescimento.

“Não estamos vendo um cenário calamitoso. Sabíamos que o IPI subiria, que haveria ajustes nas taxas de juros e que viriam outras medidas macroeconômicas para equilibrar as contas do governo. É bom ver anúncios com a intenção de colocar a ordem na casa. A confiança do brasileiro está baixa e só voltará com a retomada do crescimento”.

As medidas não mexeram nos planos estratégicos da companhia. Chamorro manteve inalteradas as projeções da GMB para o mercado local: estabilidade com relação a 2014, com cerca de 3,5 milhões de veículos comercializados. O executivo acredita em primeiro semestre mais difícil, com melhora a partir da segunda metade do ano, quando a confiança do consumidor deverá melhorar.

Tanto que o orçamento da empresa foi dividido em 47% para o primeiro semestre e 53% para o segundo. O grande foco da montadora será, novamente, as campanhas de varejo. A estratégia deu certo no ano passado:

“A Breca Varejo, Preço de Funcionário e Devolução do Carro foram verdadeiras bombas mercadológicas. Já começamos o ano com outra, oferecendo financiamentos com parcelas a R$ 90 nos primeiros doze meses e o resultado foi bom, vendemos 10 mil 600 carros de quinta a domingo. Nossa intenção é soltar uma bomba mercadológica por trimestre”.

O bom resultado das vendas nas primeiras duas semanas do ano, aliado às paradas nas fábricas para férias coletivas, ajudou a reduzir o alto estoque com o qual a GM terminou o ano. Segundo Chamorro o ano começou com quase 70 mil unidades nos pátios, volume que já caiu para 50 mil.

A GM almeja, com sua marca Chevrolet, repetir o desempenho de 2014 e alcançar a liderança nas vendas para o varejo. “As vendas ao atacado são importantes, mas as limitamos a 25% do nosso volume para oferecer mais produtos ao consumidor comum. Ele é o nosso alvo”.