Brasil se mantém como segundo maior mercado global Renault

O mercado brasileiro seguiu em 2014 como o segundo principal para o Grupo Renault no mundo, posto que ocupa desde 2011. A participação de mercado recorde alcançada no ano passado, com 7,1% das vendas locais de automóveis e comerciais leves, representou aumento de 0,5 ponto porcentual na comparação com 2013, apesar da estabilidade no volume de vendas da fabricante aqui – 237,2 mil unidades.

Muito forte na Europa, mas sem operações na China e Estados Unidos, os dois maiores mercados do mundo, a Renault – incluindo Dacia – registrou no ano passado vendas globais de 2,7 milhões de unidades, avanço de 3,2% com relação a 2013. A França teve o maior volume de compras de modelos da marca, com 577,6 mil unidades, ou 26,6% do total.

O Brasil foi seguido pela Rússia, com 194,5 mil unidades vendidas, comercializados, e Alemanha, com 173,5 mil veículos. A Argentina foi apenas o décimo principal mercado da marca francesa, com 85 mil veículos comercializados – retração de 40% com relação ao ano anterior.

Em comunicado a Renault afirmou que o mercado argentino passou por dificuldades em 2014. “A Renault escolheu limitar ao máximo sua exposição ao peso e, consequentemente, à quantidade de importações. Por isso perdeu volume e participação de mercado, que caiu 2,5 pontos porcentuais”.

A situação na Argentina refletiu no desempenho da marca na América Latina, onde as vendas caíram 10,7%, para 416,9 mil unidades. A queda foi compensada pelo crescimento de 12,5% na Europa e de 23% na região da Ásia-Pacífico.

O Duster foi o modelo mais vendido da Renault/Dacia no ano, com 395 mil unidades em todo o mundo. O Clio registrou 378,5 mil unidades vendidas, enquanto o Logan teve 234,7 mil unidades comercializadas.

Em comunicado o vice-presidente de vendas e marketing da empresa, Jerôme Stoll, projetou crescimento de 2% para o mercado global em 2015. “Embora o contexto siga incerto, continuaremos a tocar nosso plano Renault Drive the Change. Projetamos um aumento no volume de vendas globais, reforçando nossa posição na Europa e melhorando o desempenho nos mercados emergentes. O crescimento será sustentado com a aceleração de nosso plano de produtos, com cinco novos modelos.”

Nissan inicia produção do New Versa em Resende, RJ

A Nissan do Brasil iniciou na segunda-feira, 19, a fabricação do sedã New Versa na fábrica de Resende, RJ. Segundo a montadora o modelo, que será equipado com motores 1.0 12V de três cilindros e 1.6 16V, começará a ser vendido ainda no primeiro semestre deste ano.

Os motores também serão fabricados na unidade, que tem capacidade produtiva anual de 200 mil unidades. No início desse mês o CEO da Aliança Renault-Nissan, Carlos Ghosn, esteve no Brasil para anunciar a chegada do motor 1.0 de três cilindros para equipar o New Versa. O investimento foi de cerca de R$ 100 milhões, com a contratação de 25 funcionários.

O New Versa foi revelado mundialmente durante o Salão Internacional de Nova York, em abril de 2014, e apresentado ao público brasileiro no Salão de São Paulo, em outubro.

Segundo a montadora o Nissan New Versa apresenta um novo design externo que remete aos sedãs de segmento superior da marca, como o novo Sentra e o Altima. O interior também foi renovado e o modelo ganhou itens como volante multifuncional, bluetooth e o sistema de conectividade NissanConnect.

Além do New Versa a fábrica fluminense da Nissan também produz o New March e o March Active, este de geração anterior. Neste mês a unidade atingiu a marca de 20 mil unidades dos modelos produzidas desde abril de 2014, quando a fábrica foi inaugurada graças a investimento de R$ 2,6 bilhões.

Em setembro de 2014, apenas cinco meses depois da inauguração da fábrica, a Nissan colocou um grupo de 259 trabalhadores em regime de lay-off alegando necessidade de ajuste de estoques frente a retração do mercado. Segundo porta-voz da companhia o grupo ficou afastado por cerca de três meses e retornou ao trabalho em dezembro. Não há novos afastamentos programados na unidade fluminense, que emprega cerca de 1,8 mil funcionários.

Em entrevista recente à Agência AutoData o presidente da Nissan no Brasil, François Dossa, ressaltou que a participação de mercado da montadora fechou 2014 com 2,2% e que almeja pelo menos mais 1 ponto porcentual até o fim de 2015, com meta de atingir 5% no fim de 2016.

M-B assenta pedra fundamental em Iracemápolis em 5 de fevereiro

A Mercedes-Benz agendou oficialmente a data da cerimônia de assentamento de pedra fundamental de sua nova unidade de Iracemápolis, no Interior de São Paulo: será em 5 de fevereiro, uma quinta-feira.

O evento, assim, ocorrerá um ano e quatro meses depois do anúncio da construção da fábrica, acontecida em 1º. de outubro de 2013 em encontros com a presidente Dilma Rousseff em Brasília, DF, e o governador Geraldo Alckmin no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

A fábrica da Mercedes-Benz era a última das fabricantes de luxo anunciadas recentemente a ainda não contar com assentamento de pedra fundamental. A Jaguar Land Rover realizou cerimônia relativa ao marco em Itatiaia, RJ, em 2 de dezembro, com a presença de seu CEO global, o alemão Ralf Speth. A BMW já produz em Araquari, Santa Catarina, enquanto a Audi utilizará o mesmo complexo de quando produziu no País o A3, de 1999 a 2006, compartilhado com a VW em São José dos Pinhais, PR – o que, naturalmente, dispensa cerimônia de pedra fundamental vez que a fábrica já está erguida.

Na unidade serão fabricados os modelos Classe C e GLA – ambos já à venda no País como importados –, com motor flex fuel, a partir dos primeiros meses do ano que vem, quando a Mercedes-Benz comemorará 60 anos de produção no País. O investimento é de € 170 milhões.

Na prática, entretanto, a cerimônia de assentamento de pedra fundamental não significará marco de início das obras, vez que estas já estão em andamento: a terraplanagem, por exemplo, começou no fim de agosto do ano passado, após cerca de cinco meses de processo de limpeza do terreno de 2,6 milhões de metros quadrados, que anteriormente abrigava um canavial.

Além disso a Mercedes-Benz já possui em pleno funcionamento em Iracemápolis um Centro de Distribuição de veículos importados, que recebe modelos com a marca da estrela trazidos da Alemanha, Estados Unidos e Hungria, além dos Smart, da França. O complexo opera desde junho de 2014 e recentemente recebeu visita do prefeito local, Valmir Gonçalves, que foi apresentado ao GLA.

O modelo, um SUV compacto, foi apresentado à imprensa em meados de setembro na própria Iracemápolis, incluindo apresentação do veículo no Centro de Distribuição e test-drive no terreno que receberá a fábrica.

Vendas da quinzena chegam a 105 mil unidades

Fevereiro está se desenhando um mês com ritmo fraco de vendas. Segundo dados preliminares do Renavam obtidos pela Agência AutoData foram licenciados 105 mil 460 automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus até a segunda-feira, 16, quando completaram-se onze dias úteis de vendas.

Em média, neste período, foram emplacados 9,6 mil veículos por dia, volume bem inferior às pouco mais de 12 mil unidades de média licenciadas registradas no total de janeiro. Mas o ponto facultativo da segunda-feira de carnaval, 16, prejudica essa equação, vez que nem todos os Detrans operaram a todo o vapor – muitos aderiram à folga permitida. O mesmo ocorreu na quarta-feira de cinzas, 18.

Ou seja: na prática, há praticamente uma semana de negócios a menos este mês.

Comparadas as médias diárias de janeiro com a apurada até o momento em fevereiro, o mercado sofre queda de 20,6%.

Uma fonte ligada ao varejo afirmou à reportagem que as vendas deverão fechar o mês com volume em torno de 200 mil a 210 mil unidades. No ano passado fevereiro registrou 260 mil emplacamentos, sem o carnaval, vez que em 2014 o feriado ocorreu em março.

Segundo a fonte, inicialmente os varejistas trabalhavam com projeções otimistas que chegavam até a 250 mil unidades, mas o desempenho nas primeiras semanas, além do próprio carnaval, jogou para baixo as estimativas.

Caso a média diária de 9,6 mil veículos seja mantida até o fim do mês – o que usualmente não ocorre, vez que o ritmo costuma se acelerar na última semana – o mercado chegaria a apenas 182,4 mil veículos neste mês, queda de 29% na análise anual. Se calculada com a projeção de 210 mil unidades dos varejistas, a retração chegaria a 19,2%.

Com relação a janeiro, quando 253,8 mil veículos foram licenciados, o mercado deverá apresentar igualmente retração na faixa dos dois dígitos.

Projeto de melhoria contínua reduz em 40% tempo de produção na Pastre

A Pastre, fabricante de implementos rodoviários com sede em Quatro Barras, PR, desenvolveu e colocou em prática projeto de melhoria contínua na linha do semirreboque de transporte de pás eólicas que gerou redução de 40% no tempo de produção de cada unidade.

Por quase quarenta dias, em novembro e dezembro do ano passado, grupo de dez pessoas das áreas de engenharia de processos, controle da qualidade, segurança do trabalho, logística, manutenção industrial e produção da empresa trabalhou em readequações de processos e leiaute. Vinte dispositivos e gabaritos foram construídos até alcançar o melhor resultado possível – a metodologia usada foi a Gemba Kaizen, desenvolvida no Japão e adotada por diversas empresas ao redor do mundo.

As metas estabelecidas foram melhoria na produtividade e no ambiente de trabalho e redução de desperdícios e de custo. O prazo foi curto e o investimento baixo, segundo a Pastre.

Segundo Moisés Santos, um dos colaboradores participantes do projeto, em nota, “nada foi inventado: apenas ajustamos a metodologia já existente para os padrões da Pastre. Mostramos que a melhoria continua é necessária e pode funcionar em qualquer departamento da empresa”.

Ele ressaltou que o desenvolvimento foi baseado em ferramentas usadas em multinacionais e testadas na linha de produção. “O desafio agora é expandir [o projeto] para os demais setores.”

O ganho de 40% no tempo de produção de cada semirreboque possibilita à fabricante elevar sua produção e, por consequência, sua participação de mercado em um segmento que já lidera no Brasil, o de produtos para transporte de pás eólicas.

Iveco Bus quer 2015 como ano de sua consolidação no País

Humberto Marchioni Spinetti, há pouco mais de três meses no comando da operação de Ônibus e Veículos de Defesa da Iveco para a América Latina, terá muitos desafios em 2015. O executivo, que já trabalhou em outras empresas do setor automotivo como Mercedes-Benz e Polaris, destaca o principal: consolidar a Iveco Bus para retomar o crescimento da divisão.

A marca, mais conhecida na Europa, foi oficialmente apresentada no País durante a Fetransrio, em novembro. O primeiro lançamento no mercado nacional foi o chassi 170S28 de 17 toneladas, segmento de maior representatividade com cerca de 60% nas vendas totais de ônibus.

Segundo Spinetti, o veículo foi desenvolvido tomando-se por base um modelo comercializado na Europa. “Todo o processo de desenvolvimento foi realizado no Brasil e o chassis passou por mais de seiscentos mil quilômetros de testes antes de seu início de comercialização aqui.”

Para tal a montadora desembolsou parte não revelada de investimento de € 1 bilhão, em ciclo encerrado no ano passado, incluindo adaptações na fábrica de Sete Lagoas, MG, onde o modelo é fabricado. Na ocasião da Fetransrio a Iveco afirmou que pretende alcançar participação de 5% do segmento de chassis de 17 toneladas em 2015.

Mas, de acordo com Spinetti, este é apenas o primeiro passo para consolidar a Iveco Bus por aqui. Além de abocanhar parte do mercado nacional o executivo tem como missão ampliar a atuação da companhia na América Latina: “Temos subsidiárias na região, mas a coordenação das operações é do Brasil e a meta é aumentar as exportações”.

A Iveco Bus terá seu primeiro ano cheio no Brasil depois de resultados no mínimo desafiadores em 2014. Segundo dados da Anfavea a companhia encerrou o ano passado com participação de mercado de 2,7%, depois de verificar queda expressiva nas vendas, de 53,6%, para 731 unidades. Enquanto isso o mercado total do segmento recuou 16,3%.

Segundo Spinetti a redução do volume de vendas pode ser atribuída à redução do volume do Programa Caminho da Escola. Em 2013 o governo federal comprou cerca de dez mil ônibus e em 2014 o número caiu para aproximadamente 3,5 mil unidades. “Grande parte dos nossos emplacamentos estava atrelado ao programa e, por uma questão de prazos, uma fatia das nossas entregas será realizada somente neste ano. Além disso o contexto econômico de incertezas colaborou para a queda.”

Pelas contas da companhia aproximadamente 1,2 mil unidades foram vendidas ao programa federal em 2014, mas nem todas foram emplacadas dentro do ano.

Segundo o executivo está nos planos buscar maior participação em outros segmentos, como turismo e transporte urbano de passageiros. “Queremos diminuir a relação de importância do Caminho da Escola nas vendas.” Ainda assim Spinetti acredita que em 2015 o programa deva representar fatia relevante do mercado, pois “o número de unidades compradas pelo governo deve fechar em um meio termo de 2013 e 2014”.

Sobre o tamanho do mercado projetado para 2015 ele acompanha o coro de executivos da maioria das montadoras: “Acredito em estabilidade ou um pequeno crescimento”.

Na avaliação do executivo as novas condições de financiamento do Finame PSI não vão impactar o segmento de chassis de ônibus de forma significativa: “Há demanda reprimida dos dois últimos anos e necessidade de renovação de frota estipulada por contratos. Muitos empresários estavam esperando os desdobramentos da economia para comprar. Agora, passada a eleição, acredito que este movimento deva acontecer”.

Ritmo de vendas desacelera no começo do ano

O ritmo do mercado desacelerou no começo do ano quando comparado com os volumes de vendas registrados em dezembro. De acordo com dados preliminares do Renavam obtidos pela Agência AutoData foram licenciados 123 mil 308 automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus até a quinta-feira, 15.

A média diária dos primeiros dez dias úteis de janeiro chegou a 12,3 mil emplacamentos, bem abaixo do ritmo registrado no mês passado, quando mais de 16 mil unidades foram licenciadas, em média, por dia útil. O volume é inferior também a período semelhante de 2014: na primeira quinzena de janeiro, com onze dias úteis, esta média superara as 14 mil unidades.

Segundo fonte ligada ao varejo consultada pela reportagem os estoques de veículos com IPI reduzido, produzidos e faturados ainda no ano passado, estão mantendo o volume das vendas nas concessionárias. O fluxo nas lojas está se mantendo graças, em boa parte, aos modelos ainda com imposto mais baixo em oferta, segundo a fonte.

A partir de segunda-feira, 19, começará boa parte da produção dos veículos ano-modelo 2015, que trarão reajuste de preço, recordou a fonte, vez que muitas montadoras retornam atividades e encerram as férias coletivas na data. As novas tabelas divulgadas pelas fábricas trazem majoração média de preço que varia de 3% a 5%, ressaltou.

Para o total de janeiro os varejistas projetam vendas de 270 mil a 280 mil unidades, volume inferior ao registrado no primeiro mês do ano passado, quando os emplacamentos chegaram a 312,6 mil veículos – melhor janeiro da história da indústria, puxado pela oferta de modelos mais baratos sem air bags e freios ABS. A retração, assim, pode chegar à casa dos dois dígitos.

Mantida a média apurada no começo do mês, porém, os emplacamentos alcançariam 258,3 mil veículos. Seria o mês com volume de vendas mais baixo desde março do ano passado, quando foram comercializadas 240,8 mil unidades.

A Anfavea projetou para 2015 manutenção dos volumes de venda de 2014, ou 3,5 milhões de unidades. Segundo o presidente Luiz Moan este ano não verá concentração de feriados e tampouco grandes eventos, como Copa do Mundo e as eleições, que afetaram a venda de veículos no ano passado. O executivo destacou também maior apetite dos bancos por liberação de crédito.

Já a Fenabrave apresentou projeção ligeiramente mais pessimista, de redução de 0,5% no total comercializado no País em 2015.

Vendas de veículos pesados caem 24% na Argentina

A queda dos segmentos de caminhões e chassis de ônibus no mercado argentino em 2014 foi inferior à retração geral das vendas. Segundo informações do Tiempo Motor, parceiro da Agência AutoData naquele país, com base nos dados da Acara, associação dos distribuidores de veículos da Argentina, foram licenciados 19 mil 920 veículos pesados ali no ano passado, recuo de 24% comparado com 2013.

Na mesma base de comparação os emplacamentos totais de veículos no país vizinho cederam 28,6%.

A Mercedes-Benz liderou o mercado de pesados na Argentina, tanto em caminhões quanto em chassis de ônibus. A participação de mercado da líder subiu de 33,2% em 2013 para 35% no ano passado, com 6,9 mil unidades somados os dois segmentos, queda de 20% com relação ao ano anterior.

A Iveco, vice-líder, registrou recuo de 32,2% e licenciou 4 mil 40 caminhões e ônibus na Argentina em 2014. Na terceira posição ficou a Ford, com 3,2 mil unidades emplacadas e queda de 9%.

A Man Latin America, com sua marca Volkswagen, líder no mercado brasileiro, conquistou a quarta posição na Argentina, com 1,8 mil unidades vendidas, em recuo de 20,7%.

O modelo mais vendido no mercado vizinho no ano passado foi um Iveco: o semipesado 170E, vendido no Brasil como Tector 170E. O modelo registrou mais de duas mil unidades comercializadas, queda de 34,3% com relação ao ano passado, mas suficiente para mantê-lo na primeira posição.

O também semipesado Ford Cargo 1722 foi o segundo modelo mais vendido no país vizinho, com 1,6 mil unidades licenciadas, seguido pelo Mercedes-Benz BMO 695, no Brasil comercializado como Atron 1634. Foram registradas 954 unidades.

Foi Mercedes-Benz também o chassi de ônibus mais comercializado no mercado argentino no ano passado: o OF 1418, com 871 unidades vendidas.

Truckvan quer aumentar produção de baús em 200% em 2015

Em março a Truckvan inaugurará sua quarta fábrica no Brasil. A fabricante de implementos rodoviários investe mais de R$ 10 milhões na expansão de seus negócios, com a construção de uma nova unidade produtiva de 5,7 mil m2 em Guarulhos, SP, próxima ao Aeroporto Internacional de Cumbica.

Em nota seu sócio-diretor, Alcides Braga, afirmou que a nova fábrica fará da empresa a maior fabricante de baús de alumínio do Brasil. “Aumentaremos nossa produção em 200%. Sairemos dos atuais trezentos baús por mês, a nossa capacidade limite atual, para 1 mil unidades.”

Para colocar esse aumento esperado de produção no mercado, Braga busca por novas oportunidades, tanto no mercado externo quanto no doméstico. Segundo ele a produção de cozinhas móveis ou food trucks, que invadem as cidades brasileiras, além de veículos de luxo para o setor de eventos, são segmentos que poderão demandar mais produtos.

A Truckvan completará este ano 23 anos de fundação. A empresa começou em como reformadora de baús de alumínio em um contêiner na Vila Guilherme, Zona Norte de São Paulo, em 1992.

“Éramos o Flavio Santini [outro sócio da empresa], um funcionário e eu no escritório e três pessoas na oficina. Em um ano já ampliamos para quinze os funcionários na oficina e seis no escritório.”

Além da unidade de Guarulhos que será inaugurada a Truckvan possui três outras fábricas: uma de 12 mil m2 no Parque Novo Mundo, Zona Norte de São Paulo, uma de 5,5 mil m2 na Rodovia Fernão Dias, que liga São Paulo a Belo Horizonte, e uma de 800 m2 em Guarulhos. Emprega 350 funcionários e faturou R$ 139 milhões em 2013.

GM concede lay-off para mais cem funcionários em São Caetano

A General Motors suspenderá temporariamente o contrato de mais cem trabalhadores da unidade de São Caetano do Sul, SP. O grupo ficará em regime de lay-off no período de 19 de janeiro a 9 de abril.

Os cem metalúrgicos se juntarão a outros 850 funcionários da montadora, que já estão afastados desde 10 de novembro e devem voltar ao trabalho em 11 de maio. Com o novo lay-off cerca de 9% da força de trabalho da unidade do ABC Paulista, que empresa cerca de 11 mil metalúrgicos, está afastada.

Em nota a GM informou que “está notificando os cem empregados da unidade de São Caetano do Sul que estarão em lay-off de 19 de janeiro a 9 de abril de 2015, conforme acordo firmado com o sindicato desde outubro do ano passado, com o intuito de ajustar a produção à demanda do mercado”.

Durante o período de afastamento os trabalhadores terão parte dos salários custeados pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador, o FAT, e o restante será pago pela própria montadora. No decorrer do lay-off os funcionários farão curso de qualificação profissional no Senai.

Segundo porta-voz do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano do Sul a adoção da suspensão temporária de contrato de trabalho “mostra o compromisso da empresa em não realizar demissões apesar do período turbulento na indústria automotiva”.

Durante as negociações do afastamento do novo grupo também foi acordado o valor da segunda parcela da PLR, Participação nos Lucros e Resultados. As metas de 2014 foram reduzidas em 24 mil veículos, praticamente um mês de produção. Segundo o sindicato as férias coletivas e o lay-off justificam a produção menor.

Com o novo acordo os trabalhadores da unidade atingiram as metas estabelecidas pela montadora e receberão neste mês a segunda parcela do benefício, no valor de R$ 5,8 mil. Somada à primeira, de R$ 7,5 mil, paga em junho, a PLR chega a R$ 13,3 mil. Na unidade são produzidos os modelos Cruze, Spin, Montana e Cobalt.

Além do lay-off em São Caetano a GM também usa o mecanismo na unidade de São José dos Campos, SP. No interior paulista 930 empregados estão afastados desde 8 de setembro de 2014, com previsão de retorno ao trabalho apenas em 7 de fevereiro.

Volkswagen – Por sua vez a greve na Volkswagen chegou ao décimo dia na quinta-feira, 15, sem nenhum avanço concreto nas negociações. O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC se reuniu com a montadora na tarde de quarta-feira, 14, com o objetivo de tentar reverter as oitocentas demissões anunciadas no início do mês.

Este foi o segundo encontro da semana que terminou sem acordo.

Terceira reunião foi agendada para a tarde de quinta-feira, 15, e os trabalhadores serão informados sobre eventuais avanços em uma assembleia na entrada do primeiro turno da sexta-feira, 16, às 6h. A reunião das duas partes com o Ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, agendada para quarta-feira, 14, em São Paulo, foi cancelada e ainda não tem nova data. O ministro se dispôs a mediar as negociações.

Na manhã de quinta-feira, 15, houve princípio de tumulto na unidade Anchieta. Segundo o sindicato cerca de sete mil trabalhadores em greve se deslocaram até o prédio da presidência, onde funcionários do setor administrativo trabalhavam normalmente, e tentaram adentrar o recinto. Dezenas de seguranças tentaram impedir a ação, mas depois de alguns minutos os trabalhadores entraram e convenceram os demais a aderir à paralisação. Ainda de acordo com o sindicato a adesão ao movimento foi de 100% na quinta-feira.

Procurada, a Volkswagen optou por não comentar o episódio.