Estados Unidos: Black Friday impulsiona vendas em novembro.

As vendas de veículos no mercado estadunidense avançaram 4,6% em novembro para 1,3 milhão de unidades, segundo dados divulgados por agências internacionais.

A taxa anualizada de vendas ficou em 17,2 milhões de veículos e atingiu o melhor resultado desde 2003.

General Motors, Chrysler Group, Toyota e Honda registraram avanço nas vendas em novembro, enquanto Ford e Nissan fecharam com declínios modestos.

De acordo com o vice-presidente de vendas da GM nos Estados Unidos, Kurt McNeil, as transações de novembro foram impulsionadas pela Black Friday, tradicional dia de grandes descontos naquele país, realizado depois do feriado de Ações de Graças. Porém, segundo ele, os resultados também revelam uma melhoria na situação econômica das famílias estadunidenses.

“Há mais pessoas empregadas e os salários estão aumentando. Acreditamos que o valor do combustível continuará a cair em 2015 e essas previsões ajudaram a fechar um mês de vendas excepcionais.”

A GM teve seu melhor desempenho mensal em 11 anos com 225,8 mil veículos vendidos, alta de 6,5% ante o mesmo período de 2013. Três das quatro marcas do Grupo conseguiram avançar no último mês, com exceção da Cadillac, que comercializou 13,1 mil veículos, queda de 18,7%.

O Grupo Chrysler também registrou crescimento no período. Com 170,8 mil unidades a alta foi de 20% na comparação anual – melhor mês de novembro desde 2001. Na Toyota as vendas subiram 3% em novembro, para 183,3 mil, enquanto a Honda registrou aumento de 9%, para 121,8 mil.

Já a Nissan teve vendas 3% menores, para 103,1 mil unidades no último mês. A Ford reportou um ligeiro declínio de 1,2% nas vendas e comercializou 186,3 mil veículos. Isso porque as vendas da picape F-150 caíram 10% no período, para 59 mil unidades, devido à transição para o modelo 2015, redesenhado.

Abbruzzesi: retomada do mercado apenas após 2016.

O diretor-geral da Citroën, Francesco Abbruzzesi, acredita que o mercado brasileiro de veículos voltará a crescer apenas em 2016. Pelos cálculos do executivo os resultados de venda do ano que vem deverão ficar muito próximos aos previstos para este ano, em torno de 3,3 milhões de veículos leves.

“Nossa visão para 2015 é de mercado em linha com 2014, ou seja, volumes inferiores aos de 2013. Talvez em 2016 possamos retomar os níveis anteriores.”

A Citroën fechará o ano com cerca de 52 mil unidades comercializadas, queda de 21% com relação ao volume do ano passado. A baixa da marca será, assim, mais acentuada que a do mercado, fato que para o diretor-geral “está alinhado à gama que oferecemos atualmente”.

Abbruzzesi não espera grandes saltos para a Citroën em 2015, embora afirme trabalhar em ações para incrementar as vendas, como ofensivas na linha DS e séries especiais desenvolvidas em conjunto com outras empresas – um exemplo é o Aircross Salomon, apresentado no Salão do Automóvel de São Paulo em parceria com marca francesa de roupas e acessórios esportivos.

“Fecharemos o ano com 1,7% de participação do mercado e queremos manter essa fatia em 2015.”

Metalúrgicos rejeitam proposta da MAN em Resende

Os funcionários da MAN Latin América realizaram assembleia na tarde de segunda-feira, 8, em Resende, RJ, quando rejeitaram proposta apresentada pela montadora de redução de jornada e substituição de reajuste de salários por abono no ano que vem.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Volta Redonda e Região os trabalhadores, a proposta da fabricante eliminava o reajuste salarial em 2015 em troca de abono de R$ 2 mil.

Além disso a companhia previa iniciar programa de demissão voluntária, PDV, nos próximos dias. O sindicato informou que, diante da rejeição do plano pelos trabalhadores, se reunirá novamente com a montadora na tentativa de elaborar outra proposta. O encontro ainda não foi agendado, mas deverá ocorrer nos próximos dias.

Procurada, a MAN afirmou por meio de porta-voz que não se pronunciaria sobre o assunto.

Em entrevista à Agência AutoData na semana passada o presidente da montadora, Roberto Cortes, previu que o mercado de caminhões fechará 2014 em baixa de 10% ante 2013, na casa de 133 mil unidades vendidas, e o de ônibus em queda de 15%. “O ano não foi como esperado, mesmo com o Finame PSI com taxas de 6% ao ano. É preciso equacionar a baixa de mercado e o quadro de funcionários. O esforço é para não demitir.”

Na semana passada os trabalhadores da unidade Anchieta da Volkswagen igualmente rejeitaram proposta apresentada pela montadora, semelhante à da MAN.

Mercedes-Benz – Enquanto isso na Mercedes-Benz o lay off que seria encerrado em 1º de dezembro, depois de cinco meses, será estendido até 30 de abril de 2015. O presidente da montadora, Philipp Schiemer, confirmou à reportagem na segunda-feira, 8, que a companhia irá arcar com as despesas integrais do novo período de afastamento dos funcionários – o intervalo máximo para o subsídio do Fundo de Amparo ao Trabalhador, o FAT, é de cinco meses.

“Vamos manter os trabalhadores afastados, fazendo cursos de capacitação, porque o mercado não reagiu como esperado nos últimos meses. Decidimos arcar com as despesas por acreditarmos em retomada a partir do segundo trimestre de 2015 e por queremos reter nossa mão-de-obra qualificada.”

Schiemer não informou quantos funcionários ficarão afastados até abril, pois aguarda os números da adesão A PDV encerrado na sexta-feira, 5. Segundo o executivo além dos cerca de 1 mil trabalhadores que ficaram em lay off até novembro há excedente na fábrica de São Bernardo do Campo, SP, que varia de 300 a 700 pessoas conforme o mês. “Em alguns períodos há mais ociosidade e esse número aumenta.”

Nas últimas semanas a montadora enviou cartas aos funcionários afastados para que comparecessem à montadora para conhecer os termos do PDV. A M-B negou que a iniciativa represente forma de coação, como afirmou o Sindicato dos Metalúrgicos do Grande ABC. Segundo o diretor de Comunicação e Relações Institucionais da Mercedes-Benz, Luiz Carlos de Moraes, o procedimento é padrão. “Eles estavam fora da empresa e tinham de ser informados, mas não forçamos ninguém a aceitar o PDV.”

De acordo com Schiemer atualmente a unidade do ABCD trabalha com capacidade ociosa próxima de 35%. “Temos capacidade para fabricar oitenta mil veículos por ano e em 2014 só deveremos usar 65% desse montante”. A montadora concedeu férias coletivas ao quadro completo de funcionários do chão-de-fábrica durante todo o mês de dezembro – os administrativos continuam trabalhando normalmente no período. “Queremos começar o ano com um nível de estoque mais baixo para que não soframos tanto quanto em 2014. Esperamos a definição do Finame PSI para nos programarmos de forma equilibrada.”

Motor flex fuel turbo chega ao Citroën C4 Lounge

Quando lançou a versão THP, de Turbo High Pressure, do C4 Lounge, em maio, a Citroën esperava que a versão respondesse por 30% do mix de vendas do modelo, estimadas, no total, em novecentas unidades por mês. A projeção, entretanto, mostrou-se modesta: as unidades equipadas com o turbocompressor representam hoje em torno de 60% dos volumes de comercialização do sedã, produzido na fábrica de El Palomar, na Argentina – e o porcentual deverá subir ainda mais agora, com a chegada do THP flex.

Desenvolvido pelas engenharias do Brasil, Argentina e França com base no modelo movido exclusivamente a gasolina – uma parceria da PSA Peugeot Citroën com a BMW – o THP Flex 1,6 litro 16V gera até 173 cv quando abastecido com etanol e 166 cv com o tanque cheio de gasolina, neste caso 1 cv a mais perante a versão anterior.

A Bosch fornece o controle do motor, parceria presente também no primeiro motor sem tanquinho do Brasil, inaugurado com o Peugeot 308, enquanto os turbocompressores são da BorgWarner. Do THP gasolina para o flex foram alterados sistema de injeção, cabeçote, pistões, anéis, bronzinas, mancais, velas e bomba de combustível.

Pioneiro com a tecnologia turboflex na PSA Peugeot Citroën, bem como a injeção direta em motores bicombustível, o C4 Lounge THP Flex trouxe, além das mudanças do motor, nova calibração da transmissão Aisin AT6, com relação de marchas alongada em até 11%. Aliados, proporcionam economia de até 7,5% na comparação com a versão anterior, de acordo com cálculos dos engenheiros da Citroën.

A versão de entrada, Tendance, teve preço de tabela definido em R$ 78,8 mil. A topo de gama, com teto solar panorâmico, câmera de ré, soleiras cromadas e rodas exclusivas, R$ 85,5 mil.

A Citroën espera aumentar a demanda do modelo para até 1 mil unidades por mês, com 70% do mix composto pela THP flex.

Acav e Abracaf elegem novas diretorias para mandato 2015-2016

Duas associações de distribuidores de veículos elegeram na sexta-feira, 5, novas diretorias: a Acav, Associação Brasileira dos Concessionários MAN Latin America, e a Abracaf, Associação Brasileira dos concessionários de Automóveis Fiat.

A Acav será presidida por Rui Denardin no biênio 2015-2016. Diretor do Grupo Mônaco, sediado em Belém, PA, e que conta com casas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do País, o executivo assumirá em 1º. de janeiro de 2015, sucedendo Diego Comolatti, que presidiu a associação no mandato 2013-2014.

Como primeiro vice-presidente foi eleito José Carlos Chinaglia e como segundo VP André Gama. A nova diretoria é formada ainda por Clóvis Müller, Luiz Lopes Mendonça Filho, Renato Tarraf Rubio e Solange Perdoncini. O presidente da comissão de ética é Guilherme Silva Castilho Avellar.

A Abracaf, por sua vez, reelegeu Guido Viviani como seu presidente para o mandato 2015-2016. O dirigente é titular da Viviani Veículos, de Rio Claro, SP, e no mandato 2013-2014 sucedera Luiz Romero Farias, titular da Blumare, de Maceió, AL, que também ocupou o cargo por dois mandatos.

O primeiro vice-presidente será Hélcio Cardoso de Matos Sobrinho, da Capeve Cardoso, de Senhor do Bonfim, BA, e o segundo vice-presidente Paulo Fernando Figueiredo Jr., da Via Sul, de Jaboatão dos Guararapes, PE. Completam o quadro de vice-presidentes da nova diretoria da Abracaf Jayme Batista Gonçalves Filho, da Venture, de Ituiutaba, MG, José Carlos Dourado Azevedo Jr., da Primavia, de Unaí, MG, e Maurício de Souza Queiroz, da Tempo, de Campinas, SP.

SAE Brasil – Quem também terá nova diretoria para o biênio 2015-2016 é a SAE Brasil. Frank Sowade, diretor de Operações da Volkswagen Anchieta, será o novo presidente da associação a partir de 1º. de janeiro, sucedendo Ricardo Reimer, presidente do Grupo Schaeffler. O vice-presidente será William Bertagni, VP de Engenharia da General Motors do Brasil.

O Conselho Superior será formado por Ricardo Reimer, do Grupo Schaeffler, Norberto Klein, da Fiat Chrysler, João Carlos Pimentel, da Ford, Francisco Nigro, da Secretaria de Desenvolvimento do Estado de São Paulo, Reinaldo Muratori, da Mitsubishi, Mauro Ekman Simões, da MAN Latin America, Horacio Forjaz, Mário Guitti, do IQA, Vicente Abate, da Abifer, Antonio João Carmesini, da Embraer, Ricardo Gomes, da GKN Driveline, Ricardo Martins, da Hyundai, Gerson Fini, da Bosch, Celso Simomura, da Toyota, Luis Pasquotto, da Cummins, Paulo Alleo, da MAN Latin America, e Amaury Rossi, da Eaton.

A nova diretoria da associação é formada ainda, em Gestão Operacional e Associação, por Gábor Deák, do Sindipeças, no Financeiro por Flávia Piovacari, do Dante Alighieri, em Tecnologia por Luso Ventura, da Mobilidade Engenharia, em Programas Estudantis por Robson Galvão, da Global Usinagem, em Atividades Regionais por Renato Mastrobuono, da Volare, em Educação por Fernando Herrera Neto, da Olsa Brasil, em Eventos por Roberto Bastian, da Mercedes-Benz e em Ingressos por Lourenço Oricchio, da Sabó.

Carraro instala fábrica no Brasil

A italiana Carraro Drive Tech do Brasil escolheu Caxias do Sul, RS, para instalar sua primeira planta industrial no Brasil. O investimento de € 7,5 milhões, algo como R$ 24 milhões, vai gerar 60 empregos. A unidade já opera de forma provisória na cidade, à espera das máquinas que chegarão ao longo de 2015.

Antônio Belatto, representante da empresa no País, explicou que a proximidade com os principais clientes da marca pesou na escolha do local. A Carraro é fornecedora de empresas globais como John Deere e AGCO, além de Randon e Agrale. Além dos eixos para tratores, foco inicial da planta brasileira, a empresa atenderá demandas para equipamentos usados na construção civil e na movimentação de cargas, como retroescavadeiras e empilhadeiras.

A Carraro Drive Tech faz parte do Grupo Carraro, que tem sede em Padova e instalações produtivas em quase vinte países. No ano passado o Grupo obteve faturamento próximo a € 872 milhões, sendo 88,5% provenientes de exportações. O principal mercado é a América do Norte, com 13%, seguido pela América do Sul com 12%. Até setembro deste ano o Grupo faturou € 556 milhões, em baixa de 16% sobre igual período de 2013.

Além da unidade Drive Tech o grupo tem mais duas divisões: Agritalia, divisão com foco no projeto e fabricação de tratores especiais, e Elettronica Santerno, que atua no setor de conversores eletrônicos, principalmente para a indústria fotovoltaica. Esta última já possuía fábrica no Brasil, na cidade de Santa Rita do Sapucaí, MG.

MAN e Mercedes-Benz, separadas por seiscentos caminhões

A diferença das vendas da MAN Latin America e da Mercedes-Benz, que já chegou a cerca de duzentas unidades neste ano, teve um salto considerável em novembro e chegou a 583 caminhões. Desta forma a MAN garantiu a liderança mais uma vez e abriu caminho para fechar o ano à frente.

No acumulado de 2014 a montadora comercializou 32 mil 778 unidades e, mesmo com baixa de 12% na comparação anual, conseguiu manter sua posição de líder com participação de mercado de 26,6%.

De janeiro a novembro a Mercedes-Benz contabiliza vendas de 32 mil 195 caminhões, em baixa de 6,6%. A montadora alemã segue na segunda posição do ranking com fatia de 26,1% do mercado, apenas 0,5 ponto porcentual atrás.

A Volvo segue na terceira posição, com a menor queda de vendas das montadoras com grandes volumes. A companhia de origem sueca registra recuo de 5,9% no montante vendido de janeiro a novembro, para 17 mil 677 unidades, participação de 14,3%.

A Ford, entretanto, promete acirrar a briga pela terceira colocação: comercializou 17 mil 213 unidades no acumulado do ano, ajudada pela volta da Série F. Apesar da queda anual de 6,7% a diferença para a Volvo é de apenas 464 unidades, ou 0,3 ponto porcentual.

A Scania aparece na sequência, com a maior retração no segmento de caminhões. Com 12 mil 851 unidades vendidas no acumulado do ano a montadora registra queda de 27,7%. A Iveco também vê baixa de dois dígitos, 23%, ao vender 7 mil 964 unidades de janeiro a novembro.

Na parte de baixo do ranking a International apresenta crescimento de 104,3%, via base de comparação baixa, com 946 caminhões emplacados neste ano. É seguida por Hyundai, 406 e alta de 44%, Agrale, 398 e queda de 3,4%, e DAF na décima posição com 223 unidades.

Ônibus – Nos chassis de ônibus é a vez da Mercedes-Benz assegurar sua liderança na disputa com a MAN. Com a queda do mercado em 15,2% no acumulado do ano a M-B apresentou retração de apenas 4% e garantiu 46,6% do mercado, ao vender 11 mil 759 unidades de janeiro a novembro.

Na segunda posição a MAN registra queda de 25,7% nas vendas ao comercializar 6 mil 102 chassis até novembro. A Agrale aparece na sequência com baixa de 22% e 4 mil 127 unidades vendidas nos onze meses.

A Volvo é a única fabricante com resultados positivos neste ano, com vendas 4% maiores na comparação anual. Foram 1 mil 568 chassis, o que dá direito ao quarto lugar e participação de 6,2%.

A Scania ultrapassou a Iveco em novembro e arrematou a quinta posição com 984 chassis, apesar de recuo de 4,6%. A Iveco, por sua vez, amarga a maior queda do segmento, de 56,2%, com 615 unidades vendidas.

GM e VW brigarão até dezembro pela vice-liderança

Nova alteração no ranking de automóveis e comerciais leves registrou o fechamento das vendas de novembro: a General Motors superou a Volkswagen e assumiu a vice-liderança, abrindo cinco mil unidades de vantagem no acumulado do ano – as duas, portanto, disputarão palmo a palmo o posto de segunda colocada do ranking no último mês do ano. De janeiro a novembro foram licenciados 520,6 unidades Chevrolet ante 515,5 mil VW: participação de 17,5% e 17,3%, respectivamente.

No entanto o resultado das duas marcas é inferior ao registrado no mesmo período de 2013. As vendas da GM caíram 11,6% e as da VW 14,8%: ambas, assim, além da média do mercado de leves, que cedeu 8,2% nos onze primeiros meses do ano.

O mesmo ocorreu com a líder de mercado, Fiat, que viu suas vendas recuarem 9,5% no período, para 631,2 mil veículos. Ainda assim a marca possui 21,2% do mercado, o que lhe dá margem tranquila para comemorar mais um ano à frente.

A Ford, quarta colocada no ranking, caiu 13%, para 272,2 mil veículos, e ficou com 9% das vendas.

Hyundai, Toyota e Mitsubishi seguem trajetória oposta à do mercado: as vendas destas três montadoras cresceram 10,7%, 7,9% e 1%, respectivamente. A Hyundai ocupa a quinta colocação do mercado, à frente da Renault, a Toyota a sétima e a Mitsubishi a décima – deixando assim as duas marcas da PSA, Peugeot e Citroën, novamente fora do top-10.

Vendas de importados caem mais do que as de nacionais

Enquanto o mercado de veículos nacionais registra queda de 8,4% nas vendas de janeiro a novembro o segmento de importados acumula números mais negativos. Segundo dados divulgados pela Abeifa na sexta-feira, 5, a retração no acumulado do ano chega a 15,6%.

Os emplacamentos das associadas Abeifa somaram 86 mil 648 unidades ante 102 mil 719 no mesmo período de 2013.

Em comunicado o presidente da Abeifa, Marcel Visconde, considerou que 2014 será um ano de resultados negativos porque a recuperação esperada no segundo semestre não ocorreu. “Ressaltamos que há necessidade de ações concretas e mais efetivas por parte do governo para 2015. É necessário recuperar a confiança dos distintos agentes que movem a economia, como investidores estrangeiros, indústrias, setor de serviços e, também, dos consumidores.”

As 28 marcas representadas pela Abeifa emplacaram 7 mil 603 veículos em novembro, volume 14% menor na comparação anual.

Por marcas a Kia obteve o melhor resultado em novembro, com 1 mil 827 unidades licenciadas, queda de 19% ante o mesmo mês de 2013. A BMW foi a segunda com 1 mil 244 veículos, em alta de 2%. A Chery aparece na terceira posição com 853 unidades e retração de 15,4%.

Implementos registram leve melhora nas vendas em novembro

As vendas de implementos rodoviários acumuladas de janeiro a novembro apresentaram recuo de 10,2%, segundo dados divulgados pela Anfir na quinta-feira, 4. As empresas do setor comercializaram 144 mil 722 unidades nos onze meses de 2014 ante 161 mil 286 um ano antes.

Na relação com o resultado anterior, de janeiro a outubro, houve uma ligeira melhora: o último acumulado contabilizava queda de 10,9% nas vendas. Porém, em comunicado, o presidente da Anfir, Alcides Braga, considerou que a redução no porcentual de queda é muito pequena para indicar alguma reação do mercado.

Para ele, “estatisticamente essa alteração não representa melhora no desempenho dos negócios do setor”.

O segmento de reboques e semirreboques, a chamada linha pesada, teve queda de 18,4% de janeiro a novembro. Foram entregues 51 mil 445 unidades neste ano ante 63 mil 038 no mesmo período de 2013. Na linha leve, de carrocerias sobre chassis, a queda foi de 5% na comparação anual, com 93 mil 277 produtos comercializados.

Em nota a Anfir defendeu rápida definição da política de juros e da parcela financiável de implementos rodoviários para PSI Finame, de preferência ainda em 2014.

Braga admitiu, na nota, adoção de política de financiamento intermediária: “Poderia ser adotada a extensão do atual programa até 31 de março, por exemplo, de maneira a dar mais tempo à nova equipe para analisar o programa e seus efeitos no mercado. Dessa forma os negócios não sofreriam paralisia”.