Diversos campeões de venda em 2014 já estão definidos

Com o fechamento dos números de novembro diversos campeões de venda no ano em seus respectivos segmentos, respeitando-se os critérios da Fenabrave, já são conhecidos: acumularam em onze meses diferença para seus concorrentes suficiente para comemorar de forma antecipada o título, vez que não mais serão alcançados faltando apenas um mês para a totalização definitiva de 2014 – mais ou menos como fez o Cruzeiro no campeonato brasileiro de futebol.

É o caso do Chevrolet Onix nos hatches pequenos, sempre respeitando o critério adotado pela Fenabrave, que divulga as estatísticas de vendas por modelo no País: até novembro soma quase 133 mil emplacamentos, folga de 26 mil para o vice-líder, Hyundai HB20, e de 31,5 mil para o terceiro colocado, Ford Fiesta. Nos últimos dois meses o Onix vendeu média de 14 mil unidades, o HB20 10,6 mil e o Fiesta 5,5 mil. A taça, portanto, já é do Chevrolet.

Quem também pode comemorar é o Fiat Punto nos hatches médios, com 22,6 mil ante 20,1 mil do Ford Focus. Como cada um tem média mensal próxima de 1,5 mil no último bimestre, uma virada neste placar tornou-se tarefa inglória.

Nos sedãs pequenos vitória certa do Fiat Siena, 97,5 mil para 79 mil do Chevrolet Prisma – cabe lembrança que seus números incluem o Grand Siena. Mas a GM pode comemorar o título um degrau acima, nos sedãs compactos, com o Cobalt, e por larga margem: 42 mil para 20 mil do vice, o Honda City, até novembro.

Nos sedãs médios, uma das categorias mais disputadas do mercado brasileiro, ninguém vai roubar a taça do Toyota Corolla, que mudou de geração neste ano: suas 55,7 mil unidades acumuladas até o mês passado já fizeram o Honda Civic, 48 mil, jogar a toalha.

Nem tudo é tristeza para a Honda, entretanto: nos monocabs mais uma vez o Fit, também renovado neste 2014, não deu chance para ninguém: 46 mil para 16 mil do vice Fiat Idea. Caso ainda mais gritante é o da Chevrolet Spin nos grandcabs, 33,5 mil para meras 862 unidades do Citroën C4 Picasso, o concorrente mais próximo. Outro modelo com vitória tranquila no seu segmento é a Fiat Palio Weekend nas SW médias, com 17 mil para 9,7 mil do VW SpaceFox.

Definida ainda está a disputa nas picapes leves, com a Fiat Strada campeã antecipada graças às 140 mil unidades acumuladas até novembro ante as 73,5 mil da VW Saveiro, bem como nas picapes grandes, onde mais uma vez reina a Chevrolet S10, com 46 mil para 38 mil da Toyota Hilux.

Nos SUVs, outra das categorias mais disputadas no mercado nacional – e que promete forte acirramento a partir de 2015 –, o ano já é do Ford EcoSport: seus 49 mil licenciamentos lhe dão folga mais do que suficiente para o Renault Duster, vice com 43 mil. E nos furgões pequenos ninguém tomará o título do Fiat Fiorino, renovado este ano, com 22 mil para 4 mil do Renault Kangoo.

Nos furgões o cenário está mais apertado, com o Renault Master liderando com 11,2 mil unidades até novembro. Será bem difícil, ainda que não impossível, o Fiat Ducato, vice com 10,2 mil, descontar a diferença de 1 mil unidades que os separa em apenas um mês, já que a média mensal de ambos no último bimestre foi de 1,2 mil.

Desta forma só há praticamente um segmento ainda em aberto no ano, justamente o de maior volume: o de veículos de entrada. O Fiat Palio tem 160,8 mil para 159,2 mil do VW Gol – os dois disputam palmo a palmo ainda a liderança no geral, recordando que os números do Fiat somam o Palio Fire ao novo Palio. Nesta categoria, de qualquer forma, o Fiat Uno já garantiu o último degrau do pódio, com 112 mil para 53 mil do VW Up!, o quarto colocado.

Metalúrgicos rejeitam proposta da Volkswagen para Anchieta

Os trabalhadores da unidade Volkswagen da Anchieta, em São Bernardo do Campo, SP, rejeitaram em assembleia geral realizada às 15h da terça-feira, 2, proposta da montadora de revisão do acordo coletivo, que seria alongado em mais três anos, ou até 2019.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC a montadora alegou que não conseguiria manter o acordo firmado em 2012 e válido até 2016, que garante estabilidade e reajustes pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor, INPC, mais 2% de aumento real todos os anos.

De acordo com o sindicato pouco mais da metade dos 13,5 mil trabalhadores da Anchieta não aceitou as mudanças propostas durante a assembleia.

Procurada, a Volkswagen optou por não se pronunciar sobre o assunto.

A proposta da montadora incluía estabilidade de emprego até 2019 e troca da reposição salarial por abonos em 2015 e 2016, o que, segundo porta-voz do sindicato, foi visto de forma impopular pelos funcionários.

Em lugar do aumento de salários haveria abono fixo de R$ 6 372 em 2015 e outra bonificação de R$ 1 643, paga junto à segunda parcela da Participação nos Lucros e Resultados, PLR, em dezembro do próximo ano. Para 2016 haveria abono de R$ 3 374 em maio e mais R$ 1,5 mil em dezembro, também complementar à PLR.

Na nova proposta a Volkswagen também se comprometia a fabricar na Anchieta dois novos modelos, produzidos sobre uma plataforma global, além de um terceiro – que poderia ser o Jetta, desde que sua produção fosse completa na unidade da Anchieta e não apenas montagem final. A introdução de uma plataforma global na fábrica já faz parte do acordo firmado em 2012.

Antes da votação da proposta a fabricante informou ao sindicato que sua produção na unidade do ABCD deve ser 25% menor em 2014, o que em volume representará cerca de 90 mil unidades a menos na comparação com 2013 – quando a unidade era responsável pela produção da Kombi e do Gol G4, substituído pelo Up!, que é fabricado em Taubaté.

O excedente de funcionários na unidade é de 2,1 mil, relatou a montadora ao sindicato. A empresa abriria um PDV a partir de janeiro, também dentro do pacote do novo acordo.

O sindicato afirmou que espera posicionamento da companhia quanto à decisão dos funcionários e que, neste momento, o acordo coletivo de 2012 a 2016 vigora normalmente.

Vendas diretas representaram 30% do mercado em novembro

As vendas concedidas a pessoas jurídicas, geralmente fechadas com grandes descontos independente do cliente ser ou não um grande frotista, representaram 30% do total de licenciamentos de novembro, de acordo com dados da Fenabrave. Foram cerca de 84,2 mil automóveis e comerciais leves vendidos no mês passado por esta modalidade, mais conhecida por venda direta.

O índice é alto se comparado à média histórica, que gira em torno de 20% a 25%. Porém foi menor do que a fatia registrada em outubro, quando 32,7% das vendas de automóveis e comerciais leves foram por esta modalidade – em unidades, 95,4 mil.

Em setembro o índice chegou a 30,6% e há um ano, fora de 26,6%.

No acumulado de janeiro a novembro a participação das vendas diretas no mercado alcançou 29,2%, em franca elevação: um mês antes, de janeiro a outubro, a fatia ficou em 29%, já 0,4 ponto porcentual acima do desempenho apurado de janeiro a setembro. Há um ano o índice apontava 25,1%.

Das seis montadoras líderes de mercado quatro registraram média de vendas diretas superior ao mercado no mês passado. Apenas a Hyundai, com menos de quatrocentas unidades licenciadas por esta modalidade, e a Ford, com 29,5% de suas vendas fechadas como diretas, ficaram abaixo da média.

Da Volkswagen, terceira marca mais vendida no mês, 51% das vendas foram diretas em novembro. O porcentual foi o maior dentre todas, seguido pela Renault, com 41,5% das vendas diretas, e da Fiat, que obteve 40,9% de seus licenciamentos decorrentes desta modalidade.

Assim a Fiat, líder geral do mercado, foi superada pela General Motors no ranking exclusivo do varejo em novembro. 31% das vendas da GM foram diretas, índice pouco acima da média mas bem inferior ao da companhia com fábrica em Betim, MG.

No ranking do varejo – ou as vendas tradicionais, concretizadas com pessoas físicas nas concessionárias –, excluindo as vendas diretas, a GM liderou novembro com 20,7% do mercado, seguida por Fiat, 16,2%, e VW, com 12,7%. A Hyundai ficou em quarto, com 10,8%, à frente da Ford, com 10,6%.

Por modelo quem liderou as vendas no varejo foi Fiat Palio, com 12 mil 464 unidades emplacadas nesta modalidade, ainda que tecnicamente empatado com o Chevrolet Onix, de apenas trinta licenciamentos a menos no mês. Nas vendas diretas a liderança foi da picape Fiat Strada, 7,9 mil unidades, seguida pelo Fiat Uno, com 6,2 mil.

Keko investe no mercado estadunidense

Presente em 35 países dos cinco continentes, a Keko quer aumentar seus negócios na América do Norte, com destaque para os Estados Unidos. Com alguns clientes já atendidos na região, a empresa de Flores da Cunha, RS, está concluindo plano de negócios para tornar-se mais agressiva no mercado original e na reposição.

A mais recente ação foi participação no Sema Show, em Las Vegas, feira em que já estivera em outras cinco oportunidades. Nesta edição a empresa ocupou estande maior e expôs, pela primeira vez, uma picape Ford Ranger equipada com os acessórios que produz. “O impacto positivo foi muito grande”, definiu Silvano Gil Oliveira, gerente comercial.

O veículo foi personalizado com santantônio e estribos coloridos customizados da linha K3, protetor frontal K3, capota marítima e engate de reboque. Outros produtos também foram expostos, como rack de teto, estribo K2 My Way, capa de estepe e engate de reboque.

O executivo não entra nos pormenores do plano de negócios, mas espera colocar em prática as primeiras ações já em 2015. Adianta, no entanto, que a Keko deverá ampliar o mix de produtos atualmente embarcados para aquela região, mas com foco nas picapes.

As exportações têm participação média anual de 15% na receita da Keko. A América Latina é o principal mercado, tendo as montadoras localizadas na Argentina como maiores consumidores. Na região ainda se destacam Paraguai e Equador. A distribuição é equilibrada pelos mercados original e de reposição. Mais recente conquista da empresa foi início das vendas para a Ford Rússia.

VW do Brasil comemora 35 anos de sua fundação

A Volkswagen do Brasil comemorou em evento realizado na noite da segunda-feira, 1º., em São Paulo, 35 anos da Fundação Volkswagen. A unidade brasileira da montadora é a única em todo o mundo a contar com um braço social e educacional neste formato independente, ainda que coligado.

O embrião da Fundação VW, uma das pioneiras no País no gênero, foi gerado em 1973, com a criação de uma escola do Senai dentro da fábrica da Anchieta, destinada a auxiliar e complementar o desenvolvimento educacional dos funcionários. Com o nascimento da Fundação, em 1979, as atividades aos poucos se expandiram para fora dos muros da fábrica.

Apenas nos últimos dez anos, pelos cálculos da VW, a entidade beneficiou quase 1,4 milhão de alunos em todo o País, além de prover serviços de formação a 18 mil educadores da rede pública em mais de quatrocentos municípios de 13 Estados. Há ainda atuação em projetos de desenvolvimento social, que envolveram 15 mil pessoas.

Para Holger Rust, presidente do Conselho Curador da Fundação Volkswagen e VP de RH da montadora, “além da sociedade nosso público interno, de mais de vinte mil empregados, também é impactado pelas ações da Fundação. Um de nossos projetos premia anualmente dez organizações sociais nas quais os empregados desenvolvam algum tipo de atividade voluntária. Assim, reconhecemos o funcionário que já faz trabalho voluntário e mobilizamos e atraímos outros para as causas sociais, atuando nas comunidades onde vivem e proporcionando transformações sociais positivas”.

Atualmente são apoiados diretamente dez projetos, sete de educação e três de desenvolvimento social, incluindo neste último o Instituto Baccarelli, de ensino e profissionalização musical, mantenedor da Orquestra Sinfônica Heliópolis, reconhecida internacionalmente. A orquestra fez apresentação no evento de comemoração dos 35 anos, no Centro de São Paulo, que serviu também como uma espécie de despedida informal de Thomas Schmall, presidente da montadora no País, que retorna à matriz neste fim de ano para ocupar cadeira no board.

Em seu discurso Schmall mais uma vez defendeu a criação de um programa nacional de renovação de frota, o que, para ele, traria grandes benefícios ao País, retirando das ruas veículos com elevados índices de emissão de poluentes e menor número de equipamentos de segurança, e afirmou que em sua nova posição continuará a ajudar a operação local da VW.

Palio lidera mercado brasileiro no geral e no varejo

Após 27 anos o mercado brasileiro poderá fechar um período anual com mudança na liderança do ranking de vendas por modelo: o Fiat Palio fechou novembro como mais vendido pelo sexto mês consecutivo, superou o Volkswagen Gol no acumulado do ano e, de quebra, consolidou a liderança também no varejo.

Com 15,4 mil unidades licenciadas o hatch da Fiat abriu diferença de mais de três mil unidades sobre o Gol, terceiro mais vendido no mês passado, com 12 mil licenciamentos. Entre eles ficou o Chevrolet Onix, 14,2 mil emplacamentos, fiel representação do ranking de marcas em novembro – Fiat líder, GM vice e VW em terceiro.

No acumulado do ano o Palio está à frente do Gol com 160,8 mil licenciamentos ante 159,2 mil. O Onix ocupa o terceiro posto com 133 mil.

Embora boa parte dos licenciamentos do Palio sejam da versão Fire, da terceira geração do veículo – que já está na quinta –, o modelo lidera também no varejo: 119 mil unidades foram licenciadas de janeiro a novembro, ante 114,1 mil do Onix e 100,2 mil do Hyundai HB20.

Dois comerciais leves ocuparam as dez primeiras posições do ranking de novembro: Fiat Strada, quarto modelo mais vendido com 11,4 mil licenciamentos, e VW Saveiro, oitavo mais emplacado com 8,6 mil unidades.

Vendas caem 2,7% em novembro

As vendas de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus recuaram 2,7% em novembro, comparado com o mesmo mês do ano passado. Segundo dados divulgados pela Fenabrave no final da tarde de segunda-feira, 1º, foram licenciados 294 mil 648 veículos – volume dentro do prognóstico dos varejistas, que estimavam fechamento do mês na faixa de 290 mil unidades.

Houve recuo também na comparação com outubro: o volume do mês passado ficou 4% abaixo do resultado do mês anterior. Porém a média diária de novembro foi 10,5% superior: 14,7 mil ante 13,3 mil licenciamentos, em média, por dia útil.

O resultado do mês poderia ser ainda superior: é importante considerar que 20 de novembro foi feriado da Consciência Negra nas principais praças de vendas do varejo, como as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro e ocorreu em uma quinta-feira, o que incentivou consumidores a emendarem a sexta-feira, 21. Foram, em tese, dois dias úteis a menos de vendas nesses mercados.

A queda no acumulado do ano ficou menor no comparativo de janeiro a novembro de 2014 com o mesmo período de 2013: 8,4% de retração, com 3,1 milhões de veículos comercializados. No comparativo dos dez primeiros meses a queda chegou a 8,9%.

O índice, porém, ainda está bem distante do prognóstico de 5,4% de redução nas vendas no mercado domestico divulgado pela Anfavea. Para alcançar o volume de 3,5 milhões de veículos estimado pela associação são necessários 437 mil licenciamentos em dezembro, volume que colocaria o mês como o melhor da história da indústria, superior a agosto de 2012 que registrou 420 mil emplacamentos.

Na comparação de novembro com outubro apresentaram retração os segmentos de automóveis e comerciais leves, 4%, e de chassis de ônibus, 18,9% de queda. As vendas de caminhões ficaram estáveis, com apenas 20 licenciamentos a menos em novembro – 12 mil 167 unidades.

Com relação a novembro de 2013 as vendas do mês passado cresceram 5% no segmento de caminhões, porém recuaram 2,9% em automóveis e comerciais leves e 15,6% em chassis de ônibus.

No acumulado do ano os emplacamentos de automóveis e comerciais leves caíram 8,2%, os de caminhões recuaram 12% e os de ônibus 11,7%.

As vendas de motocicletas chegaram a 112 mil unidades em novembro, queda de 8,4% com relação ao mesmo mês do ano passado e de 7% na comparação com outubro. No acumulado do ano o setor registra retração de 5,3%, com 1,3 milhão de unidades comercializadas.

Ranking – Novamente a General Motors superou a Volkswagen no ranking de marcas. Em novembro a marca estadunidense ficou com 18,3% das vendas, enquanto a alemã fechou com 15,7% do mercado. A líder Fiat teve 19,6% das vendas.

Por modelos a liderança ficou com o Fiat Palio, que também se tornou como o automóvel mais vendido em 2014, ao menos até novembro: 160,8 mil licenciamentos, ante 159,7 do ex-líder Volkswagen Gol.

Dürr cresce com a instalação de novas montadoras no País

Com participação de mercado que chega a 80% no segmento de robôs de pintura de veículos a Dürr comemora cinquenta anos no Brasil. A companhia alemã se instalou no País para atender a Volkswagen na década de 60 do século passado e viu seus negócios prosperarem – especialmente nos últimos três anos, com a instalação de novas fábricas no País.

Segundo Ralf W. Dieter, CEO global da Dürr, a receita da companhia cresceu 30% desde 2010 e chegou a € 200 milhões em 2013. “Foi o melhor desempenho dentre os Brics. O Brasil responde por cerca de 8% do faturamento global”.

De acordo com dados da Anfavea os investimentos do setor automotivo deverão ficar em cerca de R$ 75 bilhões no período de 2013 até 2018. A Dürr quer garantir uma fatia desse valor e, apesar de apostar em estabilidade nos negócios em 2014, prevê retomada a partir do próximo ano.

“Além da chegada de novos fabricantes como Chery, Audi, Mercedes-Benz, BMW e Jaguar Land Rover esperamos que haja renovação das linhas de pinturas em montadoras que já estão no País há bastante tempo”.

Para atender a esta demanda a Dürr iniciou um plano de expansão da filial brasileira há dois anos. Até 2017 serão investidos € 3 milhões no País e a meta é crescer de 5% a 6% por ano. Para isso o número de funcionários passou de 120 para 300 desde 2012. A maioria são engenheiros que trabalham em cerca 200 de projetos.

Apesar de o Brasil ser a primeira subsidiária da Dürr fora da Alemanha e ter posição de destaque, poucas operações são realizadas localmente. “O foco aqui é engenharia. Também fazemos a montagem de maquinário importado de outras fábricas da empresa, principalmente do México e da Alemanha. Nosso índice de nacionalização é de cerca de 10%”.

Além do mercado de robôs para pintura automotiva, a Dürr detém uma participação de 80% do segmento de máquinas de balanceamento de rodas e fornece outros equipamentos utilizados na fabricação de veículos, como testadores de limpeza de peças e transportadores rotativos.

O mercado automotivo responde por 80% do faturamento global da companhia, que em 2013 chegou a € 2,4 bilhões com 54 fábricas em 26 países e 8,9 mil funcionários. A outra fatia da receita vem das indústrias aeronáutica, mecânica, química e farmacêutica.

Jaguar Land Rover assenta pedra fundamental na terça-feira, 2

A terça-feira, 2, marcará realização de cerimônia de assentamento de pedra fundamental da primeira fábrica 100% Jaguar Land Rover fora do Reino Unido, em Itatiaia, RJ – o Grupo inaugurou recentemente unidade na China, porém construída em parceria com a Chery. O evento ocorre cerca de um ano após o anúncio do investimento no Brasil, orçado em R$ 750 milhões.

Segundo o CEO da Jaguar Land Rover, Ralf Speth, em visita ao País para participar da cerimônia, o período gasto do anuncio até o início oficial da construção foi maior do que o previsto. “Esta é a primeira vez que fazemos isso [construir uma fábrica fora do país de origem, sem parceiros]. Somos um time pequeno e queríamos ter a certeza de que tudo sairia de forma perfeita. Não podemos nos dar o luxo de aprender com erros.”

A unidade fluminense começará a produzir o SUV Discovery Sport no primeiro trimestre de 2016. A montadora afirma ainda avaliar produção de outros modelos na futura fábrica, que terá capacidade para 24 mil unidades/ano.

Em junho a Agência AutoData revelou com exclusividade os planos da montadora, que incluem a produção local de sedã médio da Jaguar no Brasil, o novo XE. O executivo, entretanto, limitou-se a dizer que “nada está descartado”.

O Discovery Sport será lançado no Brasil em março de 2015 e custará R$ 180 mil, inicialmente importado da Europa para gradual substituição pela versão nacional. O sedã Jaguar XE será o segundo da lista, em processo idêntico.

A princípio a unidade de Itatiaia atenderá apenas aos consumidores brasileiros. “Não temos planos de exportar os veículos produzidos no Brasil, pois a prioridade é o mercado local.” Para garantir que os planos corram bem já há uma equipe alocada no Rio de Janeiro, negociando com possíveis fornecedores. O CEO garante que o plano é “atingir o maior índice de nacionalização possível”.

Outro ponto que será reforçado é a área de vendas: até o início da fabricação local a Jaguar Land Rover terá dez novas concessionárias – passando assim das atuais 36 para 46 casas até março de 2016. Todas serão adaptadas para comercializar as duas marcas.

“O Nordeste ganhará parte importante desta expansão da rede de concessionárias, pois é uma região promissora e que atualmente representa cerca de 10% das nossas vendas no País.”

JLR projeta mercado nacional de 5 milhões de veículos em 2020

A Jaguar Land Rover, que dará início à fabricação local nos primeiros meses de 2016, prevê mercado brasileiro de cinco milhões de unidades em mais seis anos, ou 2020.

Em visita ao País o CEO global da montadora, Ralf Speth, afirmou que o segmento de luxo acompanhará esta evolução e se tornará “ainda mais interessante nos próximos seis anos”.

Speth afirmou que nos mercados consolidados o segmento premium responde por cerca de 10% das vendas totais, enquanto no Brasil esse índice é próximo aos 2%. “Isso demonstra o tamanho do potencial brasileiro. Não acreditamos que o País chegue aos 10% no curto prazo, mas é empolgante pensar no quanto ele pode crescer.”

Em 2010 foram vendidos 24 mil veículos do segmento de luxo no País, patamar que em 2014 deve ultrapassar 47 mil. Segundo Speth as vendas da Jaguar Land Rover acompanharam essa tendência: a Jaguar comercializou 88 unidades em 2010 e neste ano, até novembro, foram 351. Já a Land Rover viu suas vendas saltarem de 4,2 mil em 2010 para 8 mil 245 no acumulado deste ano.

“Não estamos no mercado de grande volume, mas é animador perceber como as oportunidades estão crescendo. Mesmo com a retração das vendas gerais neste ano sabemos que esse ciclo será passageiro, e acreditamos que na ocasião da abertura de nossa fábrica a curva já terá retomado o crescimento.”