Iveco em nova opção: Tector Economy.

A Iveco aumentou a família de caminhões Tector com o lançamento do 150E21 Economy 4×2 na terça-feira, 18. O veículo, destinado às operações urbanas e interurbanas de curtas e médias distâncias, chega para disputar o segmento de 15 toneladas, no limite da categoria de médios. De acordo com a fabricante, esta representa fatia de 15% do mercado, ou quatro mil unidades por ano. Com a novidade a Iveco espera alcançar participação de 10% já no fim do próximo ano, com quatrocentas unidades vendidas.

“Os caminhões médios respondem muito às demandas do varejo e não enxergamos muito crescimento na categoria”, observa Christian Gonzalez, diretor de marketing da Iveco. “Mas se trata de um caminhão versátil, completo e projetado para realmente entregar o melhor desempenho do segmento.”

Com o caminhão a fabricante busca pequenos e médios frotistas, autônomos em geral que frequentemente também trabalham como operadores do veículo. “É um público mais exigente, muito dependente da disponibilidade do veículo. Precisa de um caminhão resistente, econômico e de baixo custo de manutenção.”

Segundo a fabricante o projeto buscou equilíbrio de custo e conforto, mas com muita atenção à economia de combustível. Na prática significa que o Tector 150E21 Economy traz um conjunto intermediário, com suspensão na cabine, volante regulável, banco bipartido, revestimentos internos mais agradáveis ao toque e o ar-condicionado – este, opcional. A Iveco, baseada em testes em aplicações urbanas com o veículo totalmente carregado, garante que a novidade proporciona 10% de redução de combustível se comparada ao líder do segmento de 15 toneladas.

Para alcançar o resultado anunciado o Tector Economy ganhou novo motor da FPT, o N45, desenvolvido especialmente para o projeto, com 206 cv e 720 Nm de torque. O que a engenharia fez foi aumentar a capacidade volumétrica do motor de quatro cilindros da geração anterior, de 3,9 litros para 4,9 litros. “Mesmo que tenhamos elevado potência e força, conseguimos preservar o consumo”, assegura Alexandre Xavier, diretor de engenharia da FPT. “O projeto teve como norte garantir rentabilidade em curtas e médias distâncias.”

O novo Tector já se encontra na rede da Iveco e em operação, caso do Atacadista Martins. O preço varia de acordo com a configuração escolhida, em torno de R$ 155 mil.

Gol e Palio empatam em vendas no acumulado do ano

A sexta-feira, 14, marcou um empate técnico na acirrada disputa pela liderança do ranking dos modelos mais vendido no País. O VW Gol e o Fiat Palio fecharam a semana passada com praticamente o mesmo número de licenciamentos, somados todos os seus resultados de janeiro até a segunda semana de novembro, de forma impressionante.

De acordo com dados preliminares do Renavam obtidos pela Agência AutoData, somados aos índices até outubro da Fenabrave, o Gol acumula 152 mil 887 unidades e o Palio 152 mil 875 até a sexta-feira, 14 – diferença, portanto, de apenas doze unidades a separá-los.

Até o fechamento de outubro a diferença a favor do Gol era de 1,8 mil unidades, consumida com o término das duas primeiras semanas de novembro, quando o Palio chegou a 7 mil 489 emplacamentos e o Gol a 5 mil 703.

A tendência é a de que o Palio ultrapasse o Gol com os resultados da segunda-feira, 17, vez que apresenta trajetória ascendente. Enquanto neste mês o Fiat emplacou quase 750 unidades por dia o Gol fez pouco mais de 570/dia.

É preciso considerar, entretanto, que os resultados do Palio levam em conta a soma da oferta de duas carrocerias à venda no mercado, o novo Palio e o Palio Fire, de duas gerações antes, enquanto o Gol conta apenas com a atual, vez que o G4, que também se somava a seus números, foi descontinuado no fim do ano passado, abrindo espaço para o Up!.

O quadro geral de rigoroso empate se deve a um primeiro semestre bom para o Gol, que liderou em janeiro, fevereiro, abril e maio – em março a vitória mensal foi da Strada – e uma segunda metade de ano melhor para o Palio, que aparece à frente de junho a outubro. Os números do Fiat ainda foram ajudados pelo lançamento da versão Way para o Fire, com suspensão elevada, que substituiu no mercado o Mille Way, também descontinuado no fim do ano passado.

O Fiat, em sua versão Fire, tem ainda o apelo de ser o modelo nacional mais barato em oferta no País, com tabela a partir de R$ 25,5 mil em carroceria duas portas. Já o Gol recebeu no mês passado nova versão de entrada, a Special, desde então a mais barata da linha, a R$ 28 mil, também em duas portas.

Nova lei para retomada de veículos entra em vigor

A alteração na regra para retomada de veículos de consumidores inadimplentes passou a vigorar na sexta-feira, 14, depois de sanção presidencial e publicação no Diário Oficial da União. Para Flávio Meneghetti, presidente da Fenabrave – mentora da iniciativa –, a iniciativa impulsionará os resultados do último mês do ano: “Dezembro deverá registrar as melhores vendas de 2014”.

Com a entrada em vigor da nova legislação a segurança jurídica para os bancos cresce, avalia o dirigente, que estima redução de um ano para três meses no tempo necessário para retomada do veículo em caso de falta de pagamento do financiamento. Para Meneghetti a medida se somará a outros fatores, como antecipação das compras em decorrência da recomposição do IPI em janeiro, os lançamentos do Salão do Automóvel de São Paulo e a sazonalidade do mês deverão fazer com que o ano se encerre em seu melhor patamar.

“Em 2015 a taxa de aprovação das fichas de financiamentos deve avançar e chegar a seis para cada dez pedidos. Atualmente este índice está em quatro.”

O executivo afirmou que nos próximos dias os bancos realizarão as alterações necessárias aos novos contratos de financiamento, a fim de inserir as cláusulas de alerta aos consumidores inadimplentes. “As instituições devem ampliar o volume de crédito em cerca de 20% motivadas pela garantia da retomada.”

Na avaliação de Luiz Moan, presidente da Anfavea, em comunicado, “a lei é um instrumento fundamental para o setor automotivo ao premiar o cliente adimplente, possibilitando o fortalecimento do setor financeiro na concessão de crédito com a redução do custo e maior segurança jurídica”.

Para Décio Carbonari, presidente da Anef, a nova lei desburocratiza o processo e pode culminar na redução dos juros dos financiamentos. Segundo o dirigente a questão é estatística: quanto menos consumidores forem inadimplentes, menor será a taxa.

“A política de crédito é baseada no provisionamento de perdas e isso tem impacto direto na taxa de juros. É difícil mensurar quando os efeitos começarão a aparecer, mas é fato que com a inadimplência menor os juros tendem a cair.”

Carbonari ressalta que além do aumento de confiança dos bancos a nova lei serve para alertar o consumidor inadimplente. “Os compradores vão pensar mais antes de assumir uma dívida que talvez não possam arcar, porque sabem que o banco pode reaver o bem com maior facilidade.”

A aprovação da lei era aguardada com ansiedade pelos varejistas. Durante o Salão do Automóvel de São Paulo o presidente da Jac Motors do Brasil, Sérgio Habib, afirmou que a iniciativa representaria uma “injeção direta na veia” no mercado. Na ocasião o executivo considerou, ainda, que o efeito seria imediato. “As condições dos financiamentos não deverão mudar muito, com no máximo uma pequena redução nas parcelas, mas o fundamental será que os bancos passarão a aprovar número muito maior de fichas.”

Riosulense eleva faturamento graças às exportações

Ao contrário da maioria das empresas do setor automotivo, com seguidos resultados negativos, a Riosulense acumula alta de 3,5% nos primeiros nove meses do ano na comparação com o mesmo período de 2013. A empresa de Rio do Sul, SC, registrou faturamento líquido de R$ 106,8 milhões, com destaque para as exportações.

De acordo com o relatório da diretoria as vendas externas avançaram 21%, para perto de R$ 12,9 milhões, representando 12% do total, crescimento de dois pontos na participação. No mercado de montadoras a expansão foi de 2,5%, para R$ 56,1 milhões, enquanto que na reposição o crescimento não foi além de 0,5%, com R$ 37,9 milhões.

Dedicada à produção de peças fundidas e usinadas para as principais marcas de veículos leves e pesados, além de atender ao transporte ferroviário e naval, a Riosulense também melhorou o resultado final, com lucro líquido de R$ 11,6 milhões e margem de 11%, ante um prejuízo de R$ 5,2 milhões no período de janeiro a setembro de 2013. A alteração se deu em função de redução de quase dois pontos nos custos de produção mas, principalmente, por melhorias no resultado financeiro.

Em razão de adesão ao Refis a empresa obteve redução de multas e juros dos impostos parcelados. Por decorrência as despesas financeiras líquidas acumuladas até setembro somaram R$ 4,7 milhões contra R$ 18,6 milhões do mesmo período do ano passado.

Até setembro a Riosulense acumula investimentos de quase R$ 5 milhões, recursos aplicados na compra de máquinas e ferramentais. O quadro funcional teve de recuo de 2% na relação do terceiro para o segundo trimestre, totalizando 1 mil 138 pessoas.

Quinzena deve fechar acima de 160 mil unidades

A primeira quinzena de novembro deverá fechar com números mais animadores de venda de veículos no País. Dados preliminares do Renavam obtidos pela Agência AutoData indicam que até a sexta-feira, 14, foram licenciados ao todo 146,2 mil autoveículos – automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus.

Este prazo representa dez dias úteis. Os onze dias úteis, padrão para cálculo dos resultados da quinzena, serão portanto completados na segunda-feira, 17. Como a média diária até agora é de 14,6 mil unidades, o índice final ficará acima de 160 mil unidades.

Fonte do varejo afirmou à reportagem que a rede estima novembro com volume total pouco acima de 290 mil unidades comercializadas, com possibilidade, ainda que remota, do número aproximar-se de 300 mil licenciamentos.

As 290 mil unidades emplacadas representariam apenas a manutenção de volume diário na casa de 14,5 mil unidades, desprezando o tradicional aumento registrado próximo ao término do mês, em especial nos últimos dois dias úteis. Entretanto em novembro esse fenômeno deverá ser compensado pelo feriado do Dia da Consciência Negra, na quinta-feira, 20, que ocorrerá em cerca de 1 mil municípios brasileiros, inclusive São Paulo, maior mercado do País – no qual muitos consumidores deverão ainda emendar a sexta-feira, 21.

Se desconsiderado o feriado, que é facultativo, ao todo o mês terá 20 dias úteis.

Em novembro de 2013 o resultado foi de 303 mil emplacamentos, com média diária pouco acima de 15 mil unidades e os mesmos 20 dias úteis. A comparação anual, portanto, não deverá ser muito desfavorável para 2014 ao fim deste mês e, em hipótese otimista, poderia até mesmo representar estabilidade. Quadro semelhante ocorrerá perante outubro, de 307 mil – porém no mês passado foram 23 dias úteis e média diária de 13,3 mil.

Ainda de acordo com dados preliminares do Renavam colhidos pela reportagem os caminhões e ônibus também registram, isoladamente, números um pouco mais interessantes em novembro. Até a quarta-feira, 12, foram emplacados 4,6 mil caminhões e 1,1 mil ônibus. No acumulado do ano até esta data os caminhões registram 115 mil licenciamentos e os ônibus 24 mil.

Linha PSI para caminhões e ônibus ganha reforço de R$ 3 bilhões

O segmento de caminhões, ônibus e outros bens de capital, tais como implementos rodoviários e máquinas agrícolas, ganharam importante reforço para as vendas nas últimas semanas do ano e, assim, poderão reverter um pouco a queda nos índices de comercialização registrados até outubro: o CMN, Conselho Monetário Nacional, reuniu-se de forma extraordinária e elevou o montante de recursos destinados à linha de crédito do BNDES PSI para estes segmentos.

Esta foi a segunda iniciativa recente do governo federal a beneficiar diretamente o segmento de veículos comerciais: a primeira foi a extensão do prazo para protocolo de fichas de financiamento via PSI neste ano, que passou de 21 de novembro para 5 de dezembro – ou seja, duas semanas a mais.

Já na sexta-feira, 14, o CMN decidiu remanejar os limites de cada linha, sem, entretanto, alterar o valor total disponível do PSI. “A razão dessa alteração é haver alguns programas com menor disponibilidade orçamentária e outros com maior”, afirmou o órgão em comunicado, dando a entender que o limite para caminhões e ônibus estava perto do fim. No ano passado os recursos da linha esgotaram-se durante a Fenatran, principal mostra do segmento de comerciais no País, no fim de outubro.

Para caminhões e ônibus o montante disponível no PSI ainda neste ano saltou de R$ 119,6 bilhões para R$ 122,6 bilhões, ou seja, reforço de R$ 3 bilhões. No caso dos demais itens considerados bens de capital a verba disponível cresceu de R$ 122,9 bilhões para R$ 125,4 bilhões, acréscimo de R$ 2,5 bilhões.

A modalidade Rural do PSI também ganhou R$ 3 bilhões extras, de R$ 24,9 bilhões para R$ 27,9 bilhões.

Estes R$ 8,5 bilhões adicionais foram retirados de outras quatro linhas do PSI: Inovação caiu de R$ 8,8 bilhões para R$ 4,8 bilhões, Transformadores de R$ 5,3 bilhões para R$ 2,7 bilhões, Proengenharia de R$ 5,3 bilhões para R$ 3,7 bilhões e Demais Bens de Capital – Micro, Pequenas e Médias Empresas de R$ 42,1 bilhões para R$ 41,8 bilhões.

Uma fonte do segmento afirmou à Agência AutoData que “o número de processos [de pedidos de financiamento para caminhões e ônibus via PSI] está francamente mais elevado. Os clientes estão indo às compras devido ao desconhecimento quanto às novas condições do programa para 2015 e, assim, nota-se um claro processo de antecipação”.

Argentina: montadoras investirão US$ 2 bi nos próximos anos.

Nesta semana o ministro da Economia da Argentina, Axel Kicillof, e a ministra da Indústria daquele país, Debora Giorgi, receberam representantes de Toyota, General Motors, Honda, Mercedes-Benz e Ford para discutir o andamento dos investimentos locais das companhias.

Segundo comunicado do Ministério da Indústria há US$ 1,9 bilhão de investimentos de montadoras em andamento naquele país e o montante será destinado para ampliar as exportações, renovar modelos e elevar a escala de produção com objetivo de aumentar a competitividade local.

A General Motors, relata o governo local, tem plano de investimentos de US$ 740 milhões e está preparando um novo modelo – parte do Projeto Fênix – que começará a ser produzido em 2015 e deve atingir nível de US$ 1,2 bilhão de exportações por ano. O projeto também inclui a instalação de uma fábrica de motores.

Já a Toyota está ampliando sua fábrica na cidade de Zárate para a produção da nova Hilux. A unidade atenderá a demanda da Argentina e de toda América Latina.

A Honda, por sua vez, produzirá o SUV compacto HR-V no país vizinho, enquanto a Mercedes Benz se prepara para fabricar a van Vito. Ainda segundo o comunicado do ministério a Ford pretende desenvolver a cadeia de fornecedores naquele país e a promover a reestilização para os modelos Focus e Ranger, já fabricados localmente.

Segundo a ministra Giorgi o governo continuará a acompanhar os investimentos e tem o dever de colaborar para o crescimento da indústria automotiva buscando maiores integração, tecnologia e geração de emprego. “A Argentina é um país com grande potencial de investimento.”

De 2005 a 2013 a indústria automotiva argentina recebeu investimentos de US$ 5,2 bilhões. No entanto Giorgi disse que, em termos relativos, o aporte é pequeno em comparação ao giro comercial das montadoras instaladas no país, que foi de aproximadamente US$ 154 bilhões nos últimos oito anos.

“Isso resultou em queda na escala de produção e na falta de modernização em algumas plantas industriais.”

Por isso ela defendeu política de proteção à indústria nacional, cujos pontos principais são atualização constante de modelos, lançamentos globais simultâneos, desenvolvimento de fornecedores locais e nacionalização de ao menos 50% dos componentes, políticas de reinvestimento permanente, transferência de tecnologia para permitir desenvolvimentos de engenharia locais e diversificação de mercados de exportação.

Segundo a ministra as montadoras que seguiram as orientações oficiais registraram aumento da produção neste ano na comparação com o mesmo período de 2013. “Investir em quantidade com a qualidade adequada garante bons resultados.”

Como um espacate mudou a publicidade de caminhões

A câmera mostra em close o ator Jean-Claude Van Damme de olhos cerrados. Com os braços cruzados, o astro de O Grande Dragão Branco e Soldado Universal, dentre outros filmes de ação, levanta as pálpebras e fixa o olhar à sua frente, ao passo que a imagem começa a abrir, revelando o que há no plano aberto: o ator equilibra um pé em cada retrovisor de dois caminhões Volvo, que percorrem o trajeto em marcha a ré. Os veículos se afastam aos poucos, até que…

Lançado há um ano, o vídeo The Epic Split, o Espacate Épico na tradução para português, acumula mais de 76 milhões de visualizações no YouTube, números que o tornam simplesmente o vídeo de propaganda mais visto na história da rede social.

Este foi o nada menos que o sexto filme da coleção de vídeos Live Test Series, produzidos pela Volvo para o lançamento da nova linha F, que chegou ao mercado brasileiro em outubro.

O primeiro deles, divulgado um ano antes, já havia provocado forte repercussão nas redes sociais: Faith Dickey, recordista mundial de slackline – modalidade esportiva em que o objetivo é caminhar sobre uma corda esticada – foi desafiada a realizar a manobra entre dois caminhões em movimento. Um túnel definia o tempo máximo para alcançar a meta.

Em poucos dias mais de três milhões de pessoas assistiram o vídeo, que atualmente soma quase dez milhões de visualizações. A recepção superou fronteiras e chegou a telejornais de diversos países e línguas, que noticiaram o desafio. O curioso é que este era só um chamado para divulgar o hotsite criado pela Volvo para o FH16, Dez Histórias Que Vão Mudar o Mundo – Pelo Menos Para Os Motoristas de Caminhão.

Os criadores da campanha, que recebeu vinte Leões e dois Grand Prix no Festival de Cannes de 2014, o maior evento de propaganda do mundo, estiveram no Brasil esta semana para palestrar para estudantes. Olle Victorin, sócio e diretor de conta, e Tobias Nordstrom, diretor de planjamento da Forman & Bodenfors, agência de propaganda sueca responsável pela Live Test Series, revelaram que a oferta para realizar o trabalho foi recusada no primeiro contato.

“Em 2010 o Lars [Terling, vice-presidente de marketing da Volvo Trucks, presente na caravana que visitou o Brasil] foi até a agência encomendar a campanha e dissemos não. Entendíamos não ser interessante produzir campanha publicitária de lançamento de caminhões”, disse Victorin. “Mas ele insistiu e voltou a nos procurar. Fomos convencidos de que não seria uma campanha convencional e aí então aceitamos o trabalho.”

Por meses toda a equipe estudou a fundo diversos pontos do mercado, da Volvo, das concorrentes e o histórico de campanhas de caminhões no mundo. Essa necessidade de aprendizado foi um ponto positivo no desenvolvimento dos vídeos, de acordo com o diretor, pois puderam partir do zero.

O resultado está disponível no YouTube: além do desafio do Slackline e do espacate do Van Damme, respectivamente o primeiro e último divulgados, fazem parte da campanha os vídeos The Hamster Stunt, A Façanha do Hamster em português, em que um pequeno roedor conduz um caminhão por uma estrada cheia de curvas, e The Chase, A Caçada em português, em que um caminhão é perseguido por touros em uma pequena cidade espanhola.

Foram produzidos também dois vídeos que tiveram participação direta de executivos da Volvo. Em The Hook, O Gancho em português, o à época presidente da Volvo Trucks, Claes Nilsson – que assume a Volvo América Latina em 1º de janeiro – ficou pendurado em um cabo a dezenas de metro de altura, por cima de um FMX. Já em The Technician, O Técnico na tradução para português, o engenheiro Roland Svensson, da equipe que participou do projeto de desenvolvimento do FMX, tem o corpo todo enterrado, apenas com a cabeça para fora, e então um caminhão passa em alta velocidade com os eixos por cima dele.

Nordstrom assegura que os vídeos não são montagens. “Jamais consideramos usar computação gráfica. Tudo o que aparece nos vídeos é real.”

Assim como é real o retorno para a marca: seus seguidores no YouTube cresceram mais de 2 mil 300% após a campanha, acumulando mais de 100 mil no total. No Facebook o efeito foi semelhante, com 1 mil 700% de aumento, atualmente com mais de 500 mil fãs. Somente o vídeo do Van Damme, o mais popular da série, gerou oito milhões de compartilhamentos e quinze milhões de paródias e homenagens na rede social.

“O engajamento superou as expectativas. O retorno de mídia, com mais de vinte milhões de publicações, ficou em torno de R$ 430 milhões.”

Indiretamente os chineses da Volvo Cars também foram beneficiados, garantiu Terling, VP da Volvo Trucks. E ainda Jean-Claude Van Damme: “Ele voltou à mídia e ganhou seguidores nas redes sociais graças ao vídeo”.

Para Victorin e Nordstrom a campanha rompeu barreiras no segmento de caminhões. O desafio, agora, é prosseguir na mesma linha: “Talvez tenhamos que mandar um caminhão para o espaço”, brinca Victorin, exibindo uma montagem com um caminhão Volvo em pé, com fumaça ao redor e fogo embaixo, como que imitando o lançamento de um foguete.

Todos os vídeos, bem como os bastidores de suas produções, podem ser acessados em http://bit.ly/VolvoTrucksLiveTests.

Proma inaugura fábrica em Goiana em janeiro

Há um ano e meio com produção no Brasil, em Contagem, MG, a Proma, fabricante de peças estampadas, conjuntos soldados e estrutura de bancos, inaugura em janeiro sua segunda unidade industrial no País, desta vez em Goiana, PE.

A fábrica pernambucana, que integra o parque de fornecedores da FCA, Fiat Chrysler Automobiles, naquele município, recebe investimento de R$ 200 milhões e empregará quinhentos funcionários quando estiver a plena carga.

O diretor-presidente da Proma Brasil, Fabio Sacioto, revela que a nova unidade, cuja razão social é PMC Automotive, já conta com oitenta funcionários que participam de produção pré-série para atender à linha do Jeep Renegade:

“Nossa operação pernambucana será maior do que a de Contagem. Serão apenas dois fornecedores no segmento no qual atuamos, nós e a também italiana Tiberina, o que significará maiores volumes de entrega do que os realizados para a Fiat em Betim”.

Grande parceira da Fiat na Itália, a Proma investiu na fábrica de Contagem, inaugurada no ano passado, cerca de R$ 50 milhões. Além da Fiat também atende Iveco, Magneti Marelli, Bosch e Lear.

“Estamos prospectando novos clientes para crescer no Brasil”, destaca Sacioto, admitindo que o Inovar-Auto foi fator importante na decisão da Proma de vir ao Brasil. “E agora, com a rastreabilidade, a tendência é de que as montadoras ampliem as compras locais, gerando novos negócios para a base fornecedora aqui instalada.”

Gefco terá plataforma logística em Guaíba

A Gefco Logística do Brasil confirmou, na quinta-feira, 13, aporte de R$ 33 milhões na localização de uma plataforma em Guaíba, RS. O centro logístico atenderá fluxo de veículos trazidos da Argentina pela PSA Peugeot Citröen, com potencial de expansão para as demais fabricantes que importam ou exportam no âmbito do Mercosul.

No ano passado 259 mil veículos ingressaram no mercado brasileiro pela região.

Além do transporte e estocagem de veículos e dos serviços logísticos de exportação e importação a empresa introduzirá na região a inteligência 4PL – de Fourth-Party Logistics –, que permite o gerenciamento completo da cadeia logística e entrega melhores resultados e reduz prazos e custos das operações. A plataforma será localizada próxima à fábrica da chinesa Foton, que produzirá caminhões em Guaíba, em fase de instalação.

Para Mauro Knijnik, secretário de desenvolvimento e promoção do investimento do governo gaúcho, o novo projeto é mais um passo na consolidação de um polo automotivo na Zona Mista de Guaíba. Na região já está localizado o Centro de Distribuição da Toyota. Patrick Bonaly, diretor geral da Gefco, disse que o projeto permitirá o fornecimento de soluções às indústrias locais e ampliará a distribuição dos produtos manufaturados brasileiros pelo mundo.

Nas duas primeiras fases serão aplicados R$ 12 milhões, com geração direta de 126 empregos. Quando consolidada a plataforma terá cerca de 360 trabalhadores diretos. Recebido pelo governo do Estado em agosto de 2013 o projeto foi contemplado com aquisição subsidiada do terreno e diferimento nas importações. O início da operação está programado para 2016.

A Gefco está presente em 150 países e tem plataformas próprias na América Latina, Ásia e Europa. É considerada um dos dez maiores operadores logísticos europeus. Alcançou faturamento de € 4 bilhões em 2013 e emprega 11,5 mil colaboradores.