Vendas de pneus acumulam queda de 6% até setembro

São Paulo – As vendas de pneus nacionais recuaram 5,8% de janeiro a setembro comparadas com as dos primeiros nove meses de 2023, informou a Anip em comunicado na sexta-feira, 25. O volume caiu de 40,5 milhões para 38,2 milhões de unidades. Em setembro a queda foi de 7,5% com relação a agosto e de 2,7% comparada com o mesmo mês do ano passado, somando 4,3 milhões de pneus.

Os pneus de veículos de passeio registraram recuo de 8,9% de janeiro a setembro, enquanto pneus para veículos de carga subiram 4,3%. Pneus para motocicletas registraram crescimento de 2,9%.

No ano a venda para montadoras caiu 7,4%, para 9,6 milhões de unidades, e para a reposição cedeu 5,3%, somando 28,5 milhões de pneus.

As importações registraram crescimento de 23% no acumulado do ano, somando 42,7 milhões de pneus. As exportações caíram 6,6%, para 8,4 milhões de unidades.

Mercedes-Benz Sprinter ganha mais itens de série na linha 2025

São Paulo – A Mercedes-Benz lançou a linha 2025 da Sprinter com mais equipamentos de série. O assistente ativo de frenagem foi aprimorado e entra em ação para evitar uma colisão em um veículo parado à frente em velocidades de até 80 km/h e, no caso de um cruzamento, de até 60 km/h, incluindo outras situações em que o sistema também auxilia o motorista para evitar um acidente.

O quadro de instrumentos é digital, incluindo o tacógrafo, e agora possui tela colorida de 5,5 polegadas. O volante multifuncional que inclui a função de piloto automático também passou a ser item de série, assim como o sensor de chuva que regula automaticamente a velocidade dos limpadores de acordo com o volume de água que cai no para-brisa.

O kit multimídia com sistema MBUX, que permite controlar funções do veículo por comandos de voz, também é item de série da Sprinter a partir da linha 2025, com tela sensível ao toque de 10,2 polegadas.

Cantu e GP Pneus assinam acordo de fusão

São Paulo – A Cantu formalizou acordo de fusão com a GP Pneus, em transação que totaliza R$ 1 bilhão 80 milhões. Somados os faturamentos das empresas superam R$ 5 bilhões e a participação conjunta no setor de reposição de pneus alcança 12%.

A Cantu, que hoje opera seis centros de distribuição e 56 filiais no Brasil, passará a contar com 117 lojas da GP Pneus para atender o varejo e quarenta filiais de atendimento ao atacado. Ao portfólio, que conta com as marcas próprias fabricadas fora do País Speedmax, Itaro e Gripmaster, a GP Pneus agregará a distribuição para o atacado dos pneus da marca argentina Fate e pontos de vendas no varejo das tradicionais marcas Pirelli, Bridgestone e Continental, além de dois centros de distribuição.

Desta forma, segundo a Cantu, quando concluída a integração as colocará no primeiro lugar do mercado latino-americano. A operação ainda aguarda a conclusão dos trâmites regulatórios e societários, incluindo a aprovação pelo Cade, Conselho Administrativo de Defesa Econômica. Enquanto isto as empresas seguem operando de forma independente.

Randoncorp premia os melhores projetos de seus fornecedores

São Paulo – A Randoncorp, em encontro com seus fornecedores, premiou os vencedores do Supplier Awards Randoncorp 2024, que incentiva o desenvolvimento de projetos nas categorias competitividade, inovação e tecnologia, e ESG. Foram inscritos 85 projetos nesta edição.

Na categoria competitividade a empresa vencedora foi a Arvedi Metalfer do Brasil, instalada em Salto, SP, com novo projeto de bucha externa, componente usado na suspensão, que teve sua matéria-prima alterada, assim como o processo da fabricação, resultando em custos mais competitivos.

A PPG Industrial do Brasil ganhou na categoria inovação e tecnologia, com uma nova formulação de tintas que trouxe ganhos em produtividade e no menor tempo de processamento e redução do consumo de gás, nas estufas de cura da tinta, com o uso de um porcentual de matéria-prima reciclada.

Na categoria ESG a vencedora foi a ArcelorMittal com o projeto XCarb Steel Certificates, focado na redução de emissões de gases poluentes em siderúrgicas, substituindo a injeção de carvão pulverizado por alternativas mais limpas, como gás natural e carvão vegetal.

Scout Motors, nova marca da Volkswagen, ignora rede concessionária nos Estados Unidos

São Paulo – Concessionários Volkswagen dos Estados Unidos que aguardavam a chegada da Scout Motors, focada em SUVs e picapes elétricas, ficaram frustrados: segundo reportagem da Automotive News nenhum revendedor receberá a picape Terra ou o SUV Traveler, já anunciados a partir de 2027 na faixa dos US$ 60 mil. A marca, criada pela International Harvester nos anos 1960 e adquirida da Navistar pelo Grupo VW em 2020, pretende estabelecer um modelo de venda direta ao consumidor.

Em declaração obtida pelo portal a Scout Motors se autodenomina “uma empresa estadunidense independente” e disse estar começando tudo do zero, incluindo a experiência com o cliente. Planeja “espaços de varejo dedicados” e estabelecerá relacionamentos individuais com os clientes por meio de aplicativo, que cuidará de todo o processo de venda, entrega e serviços. Haverá rede nacional de parceiros para o processo pós-venda.

Os veículos podem até já ser reservados no site da Scout Motors, ainda que sua produção na Carolina do Norte sequer tenha começado.

A rede Volkswagen dos Estados Unidos promete reagir, considerando inclusive ações na justiça. Eles desejam vender os modelos da Scout e dizem não terem sido informados do planejamento da nova marca, que foi criada como uma empresa independente da VW no país. 

O próprio presidente da VW na América do Norte, Pablo Di Si, não comenta a respeito da Scout: diz ser uma entidade separada, com outro CEO – Scott Keough, justamente o antecessor de Di Si no cargo.

Rio investe e amplia portfólio para crescer dois dígitos

São Paulo – Com a premissa de até 2025 fornecer peças para todos os motores a combustão fabricados no Brasil a Rio-Riosulense, do alto de seus 78 anos, mantém rotina de investimentos anuais para melhorar sua produtividade, renovar maquinário, injetar tecnologia em seus processos, expandir volumes, ampliar portfólio para, então, crescer dois dígitos.

“É quase que proibido expandir o faturamento em menos de dois dígitos aqui na Rio”, falou de forma descontraída, mas com fundo de seriedade, seu CEO, Ornelio Kleber, em entrevista a Agência AutoData, ao sustentar que este objetivo vem sendo alcançado desde 2021. Este ano a lição de casa está sendo concluída com sucesso: mesmo com ano tido como desafiador pela empresa, devido a incertezas por parte das montadoras, que contribuem significativamente com a receita, a empresa injetou R$ 20 milhões até o momento e vai encerrar o ano com R$ 30 milhões investidos.

O aporte se dá essencialmente para a aquisição de máquinas mais modernas e para a construção de novos galpões para abrigar estoques dentro do terreno de 1 milhão de m² em Rio do Sul, SC, que tem apenas 20% do total ocupado.

“A meta é investir, de forma contínua, em torno de 10% do nosso faturamento. Este ano ficará um pouco abaixo, nem sempre o que está aprovado a gente executa, pois também temos de ter o cuidado de manter o caixa saudável”, disse Kleber. “A maior parte dos aportes é feita com capital próprio, o que nos permite ter mais os pés no chão, com a certeza do que estamos fazendo.”

Nos próximos três anos a Rio investirá R$ 8 milhões apenas em pesquisa e desenvolvimento, sendo R$ 1 milhão já no ano que vem. De olho também em uma eventual nova janela do Mover, Programa Mobilidade Verde e Inovação, a empresa planeja pleitear incentivos para reforçar a inovação em sua linha de produção e, em paralelo, está em conversas com a Finep.

“Até pouco tempo atrás se falava muito em eletrificação, mas notamos que no Brasil a maior demanda virá dos híbridos, com umas seis ou sete configurações diferentes, e nós já estamos começando a buscar parceiros de desenvolvimentos para estarmos preparados para esta nova geração de motores também, além de nos mantermos presentes nos motores a combustão.”

Embora a projeção de alta na produção do setor automotivo seja de 4,9%, de acordo com a Anfavea, a expectativa da companhia é alcançar incremento de 15% a 20% sobre o faturamento de R$ 420 milhões, aproximando-se dos R$ 500 milhões até dezembro. Segundo Kleber o desempenho já está muito próximo do planejado.

“Esperamos expandir além porque temos novos projetos com clientes, então não dependemos só de pedidos correntes para alavancar as vendas. Estamos ingressando em novos negócios, por exemplo, desenvolvendo novas famílias produtos para a reposição e apostando fichas no segmento agrícola.”

O CEO da Rio, Ornélio Kleber, planeja dobrar a participação do setor de agronegócio no faturamento da empresa de Rio do Sul, SC. Foto: Divulgação.

Esta diversificação se faz importante para manter o ritmo de crescimento de dois dígitos para a companhia. E também porque os projetos com montadoras possuem tempo maior de maturação, de doze a dezoito meses: parcerias firmadas no ano passado, então, refletirão no faturamento a partir de 2025 – o lado bom é que já eleva a régua para o ano que vem.

No aftermarket um dos focos da Rio é ampliar linha de componentes para motores de três cilindros turbo, já presente no portfólio, e em novos segmentos identificados após a realização de pesquisas de mercado para entender o panorama e desenvolver itens demandados.

Metade dos investimentos de 2024 foi para desenvolver peças para o setor agrícola

No caso das máquinas agrícolas a perspectiva é que o segmento dobre sua participação de 7% para 14% no faturamento da empresa até 2026. Somente este ano 50% do que foi desenvolvido pela Rio em termos de novos itens para montadoras foi para este segmento. Ou seja: metade do investimento de R$ 30 milhões está indo para o desenvolvimento de peças para o setor agrícola.

“Acreditamos muito no crescimento deste setor. Começamos com uma montadora, o que desperta a atenção de outra. Porque quando se fornece para montadora é preciso ter qualidade. E isso nós temos. Temos usinagem, fundição, laboratórios de ponta, excelente equipe de engenharia, e quando um comprador vem até nós ele puxa outros. É algo que acontece mais no boca a boca. Isso porque não estamos em São Paulo: se estivéssemos, teria acontecido antes.”

Na esteira das máquinas agrícolas a empresa tem notado também procura por produtos da linha amarela, uma vez que maioria dessas fabricantes também fornece para construção civil e mineração.

Parte do investimento injetado na fábrica este ano foi para a aquisição de novos e mais modernos maquinários. Foto: Divulgação.

Aos 78 anos Rio ainda tem muito fôlego – e espaço para crescer

A Rio possui capacidade instalada para processar 3 mil toneladas de metal por mês e, deste total, de 70% a 80% estão ocupados.  Para o ano que vem a projeção é ficar de 80% a 85%. Além de peças para motor a Rio fabrica componentes estruturais, o que inclui desde peças de suspensão, freios, chassi, longarina de pequeno tamanho até peças em ferro fundido, aço e ligas especiais.

Gerente técnico da Rio, Clebson Ferreira, contou que como o sistema é modular o maquinário pode fazer qualquer tipo de componente, seja para uma moto até para um caminhão: o que importa é estar dentro das dimensões dos limites do processo. Então não necessariamente os novos equipamentos, por exemplo, trabalharão as três linhas de produção para um segmento.

“E se houver uma necessidade extra estas três facilmente poderão chegar a mais. Se preciso ter capacidade de fusão eu troco um forno, por exemplo, aumento o cadinho dele, e já ganho de 20% a 30% de capacidade de produção de metal líquido. Aqui conseguimos fundir qualquer geometria, qualquer volume, qualquer liga. O grande diferencial da Rio é a flexibilidade.”

O portfólio da companhia reúne 8 mil códigos de peças, ou seja, desenhos de itens que já foram produzidos em algum momento. Não necessariamente todo mês acontece este giro, mas se o cliente requerer está disponível, assegurou Ferreira: “Em tonelada consigo por no estoque 2,2 toneladas de peças produzidas por mês”.

Ao estimar que um motor dure trinta anos lembrou que a empresa se preocupa em fabricar componentes para carros que nem são mais fabricados, como Opala e Fusca.

Não à toa em torno de 65% do faturamento da Rio vêm da reposição, que atende todo tipo de veículo com foco nos leves e motos. Outros 30% são gerados pelo segmento original, dedicado a caminhões, ônibus e máquinas agrícolas. O restante cabe ao ferroviário, mineração e até elevadores.

Presente em mais de 25 países a fatia das exportações deverá representar, este ano, 7,9% das receitas. E o plano é elevar o porcentual de participação a 10% no ano que vem. Quase 90% do volume é dirigido ao mercado de reposição e, o restante, a montadoras. Importantes clientes são Argentina, Paraguai e Uruguai, Peru, Chile, Bolívia, Estados Unidos, Alemanha e Oriente Médio.

Anfir confirma 58 associadas na Fenatran, novo recorde

São Paulo – O setor de implementos rodoviários terá forte participação na Fenatran 2024, com 58 empresas associadas da Anfir confirmadas, o maior número já registrado em uma edição da feira. Na última edição, em 2022, participaram 46 associadas.

Assim como ocorreu em 2022 este ano será realizada rodada de negócios com as 58 empresas e importadores de treze países da América Latina, que visitarão o evento em busca de novos negócios. Na última edição da Fenatran as associadas à Anfir fecharam R$ 3,5 bilhões em negócios.

As 58 empresas confirmadas são AlKo, Allison Transmission, Aspock do Brasil, Binotto, Brasfit, Braslux, Brex, Carrier, Dhollandia, Engatcar, Frigo King, Facchini, Fix Implementos, Fluair, Forbal Automotive, Frota Brasil, Germani, Grimaldi, Guerra, HC Hornburg, Hallco, Hidromas, Hyva, Ibero, Ibiporã, Jowei, Labor, Librelato, Marrucci, Metalesp, Metanox, MGN, Next Implementos, Niju, Olivo, Pastre, PCP Steel, Planalto, Pradolux, Prometeon, Randon, RAV Componentes, Recrusul, RGR Pneumáticos, Rodofrio, Rossetti, SAF Holland, São Pedro, Sergomel, Silpa, Suspensys, Tecnnic, Thermo Star, Thermo King, TKA, Truckvan, Unylaser, Usimeca e Zurlo.

Odair Dedicação Júnior assume área de OEM e mídia da Webmotors

São Paulo – Odair Dedicação Júnior é o novo responsável pela área de OEM e mídia da Webmotors, que atende montadoras e agências de publicidade de todo o País. O executivo chega com a missão de ampliar a presença publicitária da empresa no mercado, reforçando o posicionamento da marca de estar presente em toda a jornada de compra dos clientes.

Júnior tem 22 anos de experiência e já trabalhou na Honda Motos e na Honda Automóveis. É formado em propaganda e marketing, com pós-graduação em gestão de negócios pela ESPM, Escola Superior de Propaganda e Marketing.

Volvo Cars Brasil nomeia Rodrigo Mantovani seu novo diretor de vendas

São Paulo – A Volvo Cars Brasil anunciou Rodrigo Mantovani como seu novo diretor de vendas para o mercado nacional. Ele acumula 25 anos de experiência na indústria automotiva, incluindo passagem pela Volkswagen. Junto com a experiência na área comercial o executivo agrega conhecimento de veículos elétricos, segmento no qual trabalhou alguns anos fora do Brasil.

Mantovani é formado em administração pela Califórnia State University East Bay, nos Estados Unidos, com especialização em inovação e mobilidade elétrica pela Unicamp. O novo diretor chega na reta final de vendas em 2024, ano que tem sido positivo para a Volvo no Brasil: registrou em junho o seu recorde mensal de emplacamentos, com 1 mil 148 unidades.

Iveco Bus vende 82 ônibus do Caminho da Escola na Bahia

São Paulo – A Iveco Bus fechou um novo contrato de venda com a Secretaria de Educação da Bahia, que receberá 82 veículos por meio do programa Caminho da Escola do governo federal.

É a segunda negociação com a Iveco Bus, que já forneceu 83 unidades do BUS 10-190 da categoria ORE 2, ônibus rural escolar 2, para o Estado.

A entrega das 82 unidades está prevista ainda para 2024 e todas são do modelo BUS 10-190 ORE 2. A Iveco Bus também está atendendo demandas relevantes do programa Caminho da Escola em Pernambuco, Ceará e Mato Grosso, segundo comunicado divulgado pela montadora.