Mercedes-Benz amplia parceria com Hydro na Amazônia

São Paulo – A Mercedes-Benz ampliou sua parceria com a norueguesa Hydro na Amazônia, onde visam a desenvolver a população local ao longo do mineroduto de 244 quilômetros de polpa de bauxita, que atravessa sete municípios paraenses, de Paragominas, onde está a mina, a Bacarena, onde fica a refinaria de alumínio.

Um memorando de entendimento foi assinado pelas empresas para colaborar com ONGs locais e parceiros do governo do Estado do Pará. A intenção é gerar renda para as comunidades locais e desenvolver cadeias de valor de alta biodiversidade e baixo teor de carbono, sempre respeitando os direitos humanos.

“O objetivo principal é envolver as comunidades locais na cadeia de fornecimento de alumínio e capacitá-las para melhorar o seu bem-estar econômico, ecológico e social”, disse em comunicado a Mercedes-Benz, que integrará o programa de governança “ajudando a estabelecer as estruturas necessárias e a construir conhecimento para a gestão sustentável do risco nas cadeias de fornecimento de matérias-primas.”

FPT lança no Brasil o motor gerador de energia G-Drive R24

São Paulo – A FPT Industrial iniciou as vendas do motor G-Drive R24 no Brasil e na Argentina por meio de sua rede de distribuidores regional. Disponível em versões aspirada e turboalimentada o motor de 2,4 litros, diesel, oferece geração de energia de até 40kW e completa a linha de geração de energia de motores de baixa cilindrada.

Uma de suas características, de acordo com a FPT, é a possibilidade de fazer a manutenção em apenas um lado, o que simplifica e agiliza tarefas, reduzindo o tempo de inatividade.

Venda de novas cotas de consórcios chega a 3 milhões no ano

São Paulo – A venda de novas cotas do sistema de consórcios cresceu 6,8% de janeiro a agosto na comparação com iguais meses do ano passado, chegando a 3 milhões, de acordo com dados divulgados pela Abac, Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios. O volume de negócios no período chegou a R$ 251,8 bilhões, incremento de 21,9% na mesma base comparativa.

No ano os automóveis leves representaram a maior parte das vendas de novas cotas, com 1,2 milhão de adesões, e as motocicletas ficaram em segundo lugar com 878,5 mil vendas. Os veículos pesados representaram a quarta maior demanda, com 79,3 mil novas cotas comercializadas.

O bom resultado do ano foi impulsionado por agosto, que registrou o maior volume mensal de vendas dos últimos vinte anos, somando 481,8 mil adesões.

99 passa a oferecer categoria apenas para eletrificados em São Paulo

São Paulo – A empresa de mobilidade 99 criou uma nova categoria de corridas: a 99electric-Pro, exclusiva para carros elétricos e híbridos. Está disponível a partir da terça-feira, 24, apenas na cidade de São Paulo, em bairros como Perdizes, Higienópolis, Sumaré, Pinheiros, Jardins, Itaim Bibi, Vila Olímpia, Vila Mariana, Brooklin, Campo Belo e no Aeroporto de Congonhas.

A intenção é que no próximo ano o serviço seja expandido para outras cidades brasileiras.

É a primeira plataforma, no Brasil, a oferecer opção de viagens apenas com veículos eletrificados. A 99 integra a chinesa DiDi, que, na China, oferece mais de 3,5 milhões de veículos elétricos em sua plataforma.

Stellantis inicia a busca por um novo CEO

São Paulo – A Stellantis deu início à busca pelo sucessor de seu CEO, Carlos Tavares, cujo contrato termina no início de 2026. Segundo reportagem da agência Bloomberg o próprio Tavares participará das buscas. À agência a Stellantis informou que a busca pelo substituto é um movimento natural porque seu contrato termina no início de 2026 e que sua permanência não está descartada.

O presidente da Stellantis, John Elkann, que é o maior acionista da da empresa por meio da Exor, holding da família Agnelli, não tem planos para mudança imediata, embora esteja insatisfeito com o desempenho na América do Norte, onde as vendas estão em queda e muitos executivos estão deixando a empresa. É dos Estados Unidos que se espera a maior fatia de lucro da companhia.

Tavares, que veio da PSA na fusão com a FCA que criou a Stellantis, é o CEO desde a criação, no início de 2021. Recentemente, dentre medidas de corte de custos, levantou a possibilidade de vender uma ou mais marcas do grupo para proteger os lucros.

RAV Componentes expande portfólio com boca de graneleira em ferro

São Paulo – A RAV Componentes iniciou a produção da boca de graneleira em ferro na fábrica de São Marcos, RS, para atender demanda dos seus clientes. O item é usado para escoar a carga a granel do implemento de carga.

A peça é instalada no assoalho da área de carga de implementos rodoviários graneleiros, que transportam grãos e minérios.

Hyundai abre pré-venda do 100% elétrico Ioniq 5

São Paulo – A Hyundai iniciou a pré-venda do modelo 100% elétrico Ioniq 5 no mercado brasileiro. Por meio de seu site oficial os interessados podem garantir a prioridade de compra das primeiras unidades, que serão entregues a partir de novembro, com um depósito de R$ 5 mil. O preço final do veículo é R$ 395 mil.

O modelo elétrico foi atualizado globalmente em março e ganhou uma bateria maior, de 84 kWh, que permite autonomia de 374 quilômetros, de acordo com as medições do Inmetro.

Sua bateria pode ser carregada em eletropostos ultrarrápidos de até 350 kW, permitindo uma recarga de 10% a 80% em 18 minutos, segundo a Hyundai. Os dois motores elétricos, posicionados um em cada eixo, geram 325 cv de potência. O Ioniq oferece tração integral. 

Com a chegada do novo modelo elétrico a Hyundai rebatizou seus projetos de reflorestamento para Floresta Ioniq, em linha com outros seus projetos globais de meio ambiente.

Pirelli exporta pneus para Estados Unidos e Europa a partir do Brasil

São Paulo – As duas fábricas brasileiras da Pirelli, em Campinas, SP, e Feira de Santana, BA, tornaram-se base exportadora de pneus, atendendo a demandas de Estados Unidos, Europa e a América Latina. Alguns são produzidos apenas por aqui, sendo que existem casos de desenvolvimento pela equipe de engenharia local, como contou Roni Viana, diretor de pesquisa e desenvolvimento para a região em entrevista à Agência AutoData:

“Temos competência para desenvolver e produzir localmente pneus para o Exterior. Os pneus que equipam a Ford F-150 nos Estados Unidos, por exemplo, foram desenvolvidos e são feitos aqui”.

A decisão da matriz de tornar o Brasil base de fornecimento de alguns produtos, segundo o diretor, se deu pelo alto nível de qualidade das fábricas nacionais, que produzem pneus do mesmo nível dos fabricados na Europa e nos Estados Unidos. Outro ponto que pesou a favor da operação brasileira é o laboratório da unidade de Campinas, SP: é novo e pode realizar uma série de testes e validações internas, em conjunto com o Circuito Panamericano, pista da Pirelli localizada em Elias Fausto, SP, que serve de laboratório a céu aberto.

Os pneus produzidos no Brasil e dedicados somente ao mercado externo atendem demandas de montadoras instaladas nos Estados Unidos e do mercado de reposição. A linha de pneus de faixa branca, muito usada em picapes e veículos off-road, tem a sua produção global concentrada no Brasil: “Também temos esse tipo de pneu para motocicletas e todos eles são produzidos aqui. Apenas duas fábricas no mundo produzem este tipo de produto, e são as duas unidades brasileiras”.

As linhas de produtos dedicadas à exportação envolvem os pneus P4 Four Seasons Plus, Cinturato Weatheractive, Scorpion Weatheractive e Pzero All Seasons e os produtos de faixa branca citados pelo diretor. 

Também existe a linha de pneus que é dedicada a Fórmula 4, exportados para diversos países e que atendem demandas de outras competições na América Latina. Para produzir localmente estes produtos a Pirelli promoveu investimentos em sua operação local por causa da alta complexidade que envolve a fabricação deste tipo de pneu.

Os pneus da Fórmula 4 são embarcados para Reino Unido, Alemanha, Estados Unidos, China e México a partir do Brasil e de uma segunda unidade global da Pirelli.

Programa de renovação de frota ainda esbarra na falta de recursos

São Paulo – Tema recorrentemente questionado à Anfavea, a renovação da frota de veículos voltou à pauta, desta vez durante a apresentação do vice-presidente da entidade, Luiz Carlos Moraes, durante o Fórum AutoData Perspectivas de Ônibus 2024, realizado e na segunda-feira, 23. Para o dirigente o desafio principal agora está em como viabilizar fundos suficientes para que a iniciativa não seja um projeto temporário, mas um programa permanente.

“A MP 1 175 ficou em vigor por pouco tempo no ano passado, mas foi experiência concreta sobre como operacionalizar a renovação da frota, até porque envolve o direcionamento de veículo velho à reciclagem, e isto tem um custo”, afirmou, referindo-se a programa que concedia descontos de até R$ 99,4 mil para estimular o mercado de novos e a retirada de veículos com mais de vinte anos de idade.

Moraes contou que, na empresa em que trabalha, a Mercedes-Benz, onde ocupa a cadeira de diretor de comunicação corporativa e relações institucionais, foi apresentado ao vice-presidente da República e ministro do MDIC, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, um veículo com 44 anos de uso que seria endereçado à reciclagem.

“Ele estava com o pneu todo careca, sem parafuso nas rodas e sem porta. Quantos como ele estão rodando nas estradas brasileiras todos os dias? Mas, tirá-lo de circulação custou R$ 40 mil.”

O vice-presidente da Anfavea assegurou que Alckmin entendeu a importância da renovação da frota, e prova disso foi que realizou visitas às fabricantes para buscar mais elementos sobre como viabilizar a iniciativa. “Trata-se de uma longa jornada, que pode promover, na esteira, inclusive, o desenvolvimento de outras indústrias ao redor da nossa, como a economia circular. Mas tudo tem um custo, e o desafio do governo está em como obter recursos para tal.”

Ainda no tema da descarbonização, que será ajudada com a melhora na qualidade do transporte e da redução da emissão de CO2, Moraes defendeu que o processo pode ser potencializado com a eletrificação, no caso dos ônibus, somada ao uso de biocombustível e HVO, para caminhões.

Fabricantes discutem com governo prorrogação das entregas do Caminho da Escola para 2026

São Paulo – Dos cerca de 7 mil ônibus do programa Caminho da Escola que deveriam ser entregues às prefeituras em 2024, para transportar estudantes em áreas rurais e de difícil acesso, foram emplacadas 2,6 mil unidades até agosto. Foi o que apontou o vice-presidente de vendas e marketing de ônibus da Mercedes-Benz, Walter Barbosa, durante o Fórum AutoData Perspectivas de Ônibus 2024, realizado na segunda-feira, 23.

Embora a Mercedes-Benz não tenha conseguido se enquadrar na última licitação da iniciativa, realizada em outubro do ano passado, Barbosa utilizou o dado para justificar o desempenho das vendas do setor, que nos oito primeiros meses somam 13,7 mil emplacamentos, 3% abaixo do mesmo intervalo de 2023.

“Vejo o mercado aquecido e todos os segmentos, rodoviário, fretamento, micro e mesmo o urbano, apesar de ser ano eleitoral, estão com melhor desempenho do que no ano passado. Apenas o escolar, com as vendas para o Caminho da Escola, estão abaixo do esperado”, disse Barbosa, ao citar que, apesar das adesões, os emplacamentos não estão sendo feitos. “Entendo que não tem a ver com falta de recursos, mas, provavelmente, com a prioridade do uso desses recursos, que devem estar sendo aplicados em outras áreas. Ainda assim o ano deve terminar bem parecido com 2023, com cerca de 20 mil unidades vendidas.”

Diretor de vendas de ônibus da Volkswagen Caminhões e Ônibus, Jorge Carrer ponderou que a ata da licitação possui validade de doze meses, portanto, em teoria, poderiam ser assinados contratos até o fim de 2024 com prazo de entrega de mais quatro meses, até abril do ano que vem:

“Estamos conversando com o FNDE [Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, vinculado ao Ministério da Educação, e que opera o Caminho da Escola] para discutir a possibilidade de prorrogação em mais doze meses, para que as entregas possam ocorrer até o início de 2026. Senão será preciso fazer uma nova licitação para validar a compra de mais ônibus escolares a partir do programa”.

Danilo Fetzner, vice-presidente da Iveco Bus, dona da maior fatia de ônibus dentro do Caminho da Escola, lembrou que esta é a primeira vez que a ata da licitação traz dispositivo que permite postergar a entrega dos veículos ao emendar que, por ora, não há nada confirmado quanto a isso.

“Já foi desenhado volume bastante elevado considerando que haveria possível prorrogação. E o edital prevê também que, nesta situação, haja rediscussão em torno dos preços, uma vez que a licitação ocorreu em outubro de 2023, um período muito longo para se ignorar a inflação e a variação do dólar que refletem na linha de produção”.

Das 15 mil 320 unidades a serem obtidas pelo programa, para serem entregues até o ano que vem, a Iveco conquistou 7,1 mil unidades e, Volkswagen Caminhões e Ônibus, 5,6 mil. As demais ficarão a cargo de Volare, com 2,2 mil e Agrale, com 400.

Maior presença de ônibus elétricos nas ruas brasileiras ainda esbarra em dificuldades

Paulo Arabian, diretor comercial de ônibus da Volvo, disse que o BRT da marca está em circulação em cidades como Curitiba, PR, onde é fabricado, Belo Horizonte, MG, e São Paulo. Ressaltou que a empresa preparou-se ao adequar as linhas produtivas e garantir a oferta do veículo. No entanto, os desafios são muitos para ampliar a presença de ônibus a bateria nas ruas.

“Estamos prontos, assim como outras fabricantes, para fazer a virada de chave, mas também estamos muito atentos às volatilidades que estão travando o avanço da eletromobilidade. Isto não ocorre de um ano para o outro e nem conseguimos fazer sozinhos. As políticas de governo têm de acompanhar o processo, principalmente quanto ao acesso a crédito, e não falo de subsídio, mas de apoio para concretizar casamento que passa de dez anos, chega a quinze anos, e de um veículo que pode custar até quatro vezes mais que um similar a diesel.”

Walter Barbosa, da Mercedes-Benz, chamou atenção a dois pontos que limitam a maior presença de veículos a bateria nas ruas. Um deles é a existência de política pública para o preço das passagens. “Por exemplo, se o passageiro pode pagar R$ 5, mas o bilhete custa R$ 15, alguém precisa pagar essa diferença. São Paulo e Curitiba já resolveram esta questão.”

Outro ponto é a potência da rede elétrica. As garagens necessitam ser abastecidas com alta tensão para dar conta de uma frota de cinquenta veículos a bateria, o que requer investimento de R$ 100 milhões a R$ 120 milhões para construir esta infraestrutura, hoje, predominantemente, de baixa tensão.

“São Paulo agora migrou para média tensão, o que permite rodar, em dois anos, de 400 a 450 ônibus elétricos. Um avanço, mas ainda distante dos 3 mil veículos pretendidos inicialmente neste mesmo intervalo”.