FPT será fornecedora de motor híbrido para o catamarã WiderCat 92

São Paulo – A fabricante de motores FPT, junto com seu distribuidor AS Labruna, foram selecionados como fornecedores preferenciais do novo catamarã híbrido WiderCat 92, cujo terceiro casco foi lançado recentemente em Fano, Itália.

O barco será equipado com sistema híbrido da FPT, composto por dois motores a combustão de velocidade variável N67 570 de 349 kW, que trabalham junto com outros dois motores elétricos, de 500 kW cada um. As baterias que armazenam energia são de LFP, fosfato de ferro e lítio.

Brasil triplica número de eletropostos em 2024 e agora investimentos são em recarga rápida

São Paulo – O Brasil quase triplicou o número de eletropostos públicos instalados em 2024: saltou de 4,3 mil instalações para 12,1 mil, com a perspectiva de mais duzentos pontos de recarga inaugurados até o fim do ano. Destes 1,5 mil são rápidos ou ultrarrápidos, segundo levantamento da ABVE, Associação Brasileira do Veículo Elétrico. Seu presidente, Ricardo Bastos, estimou que em 2025 o ritmo de crescimento de instalações cairá mas será focado em carregadores mais velozes:

“Os carregadores rápidos e ultrarrápidos estão chegando com mais força agora porque demandam um investimento maior, que precisava de uma frota maior. Em 2025 teremos avanço muito grande na capacidade de recarga instalada no Brasil e mediremos este dado para mostrar a qualidade dos eletropostos que estão sendo inaugurados”.

O executivo contou que, mesmo que o crescimento no número de eletropostos com mais capacidade de carga seja menor, o avanço na qualidade do serviço prestado será muito grande, assim como na capacidade de recarga, uma vez que um eletroposto de 200 kW equivale a quase dez unidades do de 22 kW. Considerando o número total de unidades de recarga disponíveis no País a projeção da ABVE para 2025 é de expansão de 50% sobre 2024, chegando a cerca de 18 mil 450 pontos.

A Kinsol investirá R$ 150 milhões em um ano para instalar 1 mil eletropostos de 60 kW na cidade de São Paulo, de acordo com o seu CEO, Maurício Crivelin. É onde a empresa enxerga maior demanda por carregadores. Todos eles serão da própria Kinsol, que mantém produção em Vacaria, RS. Ao longo do ano que vem parte dos pontos terá sua capacidade ampliada para 80 kW.

Outra empresa que anunciou investimento para 2025 é a Circuito, que destinará R$ 35 milhões para instalar mais cem eletropostos ultrarrápidos, de 120 kW, também em São Paulo, da marca Autel. Segundo o seu CEO, Alexandre Miyahara, é apenas o início do projeto e, conforme a demanda avançar, a empresa também investirá mais para chegar a até 1 mil eletropostos rápidos na cidade.

Postos de combustível se movimentam

Bastos, da ABVE, lembrou que as redes de postos de combustíveis estão investindo em recarga para veículos eletrificados, instalando pontos de abastecimento em suas instalações e aproveitando sua estrutura no local e a capilaridade. É o caso da Raízen, que representa a Shell, da Vibra, representante dos postos Petrobrás, e Ipiranga, rede que está no processo de associação à ABVE.

A expectativa da associação é a de que 170 mil veículos eletrificados sejam emplacados no Brasil até o fim de dezembro, sendo que 72% desse volume deverão ser de modelos elétricos e híbridos plug-in, algo em torno de 122 mil unidades. Bastos acredita que com a projeção de crescimento dos eletropostos para o ano que vem, principalmente dos rápidos e ultrarrápidos, a expansão está sendo realizada de forma saudável.

Mas a entidade trabalha para melhorar: “É necessário ter uma política pública que incentive este crescimento que, até agora, foi impulsionado com investimentos privados. Não queremos incentivos mas uma linha de financiamento para projetos via BNDES, com condições atrativas. Isto seria interessante”.

O presidente Ricardo Bastos disse que a ABVE está trabalhando o tema junto a alguns ministérios para que também ajudem a guiar parte dessa expansão.

José Maurício Andreta Júnior recebe o prêmio Personalidade do Ano Especial de AutoData

São Paulo – O presidente da Fenabrave, José Maurício Andreta Júnior, foi homenageado por AutoData com o Prêmio de Personalidade do Ano Especial. A entrega do troféu foi realizada na terça-feira, 17, na sede do Grupo Andreta, em Jundiaí, SP, pelo diretor da AutoData Seminários e Editora, Márcio Stéfani.

Andreta Júnior encerra sua gestão à frente da Fenabrave no final de 2024 após três anos marcados por importantes conquistas. Dentre elas destaca-se a participação decisiva na negociação com o governo federal da medida provisória 1 175, que, em junho de 2023, proporcionou um significativo incentivo ao mercado de automóveis no Brasil. Também foi Andreta o primeiro empresário a prever que o mercado brasileiro de veículos retornaria ao patamar de 2 milhões 650 mil de unidades em 2024.

Andreta Júnior também lidera o Grupo Andreta, um dos maiores conglomerados de distribuição de veículos do Brasil. Fundado há mais de trinta anos o grupo multimarcas conta com 34 concessionárias, distribuídas em um raio de 100 quilômetros a partir de Jundiaí, consolidando-se como um nome de referência no setor.

O reconhecimento por AutoData celebra não apenas a trajetória de Andreta Júnior mas, também, o impacto de suas ações na recuperação e no desenvolvimento do mercado automotivo brasileiro nos últimos anos.

Sabotagem econômica barra mercado de 3 milhões de veículos

Apesar de toda a festa em torno de resultados bem melhores do que era esperado no início deste ano, neste fim de 2024 completa-se dez anos que o mercado nacional não ultrapassa a barreira de 3 milhões de veículos emplacados, e também há uma década a indústria automotiva instalada no Brasil não produz este volume, que todos dizem ser o mínimo ideal para o País que tem fábricas com capacidade de produzir mais de 4 milhões/ano.

Nestes dez anos os volumes de vendas domésticas variaram do mínimo de pouco mais de 2 milhões de unidades, em 2016, ao máximo de quase 2,8 milhões, em 2019. O período atravessou uma crise política seguida de recessão econômica, com forte retração do PIB em 2015 e 2016, entremeada por recuperação pífia da economia em governo de exceção até novo e expressivo tombo do PIB causado pela pandemia de covid, em 2020. Logo depois faltaram chips eletrônicos e a produção não conseguiu atender toda a retomada da demanda.

Um novo caminho de crescimento mais sustentado só começou a ser traçado a partir do ano passado, mas em velocidade ainda insuficiente para o País voltar a ter mercado acima de 3 milhões de veículos por ano.

BC rebaixa expectativas

Segundo a Anfavea, que representa os fabricantes instalados no País, a barreira psicológica dos 3 milhões tinha tudo para ser atingida em 2025, dois a três anos antes do que previam os analistas. E isto aconteceria, na visão da entidade, se o juro básico da economia, a taxa Selic, fosse de 9,25% ao ano, como estava previsto no início de 2024 por economistas que respondem toda semana ao Boletim Focus, do Banco Central.

Mas no dia anterior à divulgação das projeções da Anfavea o BC deu mais um cavalo-de-pau na economia, com um chute para o alto de 1 ponto na Selic, aumentando a taxa anual a 12,25%, prometendo novas elevações para o próximo trimestre, podendo chegar a 14,25% já em março, e assim jogou água na fervura do mercado.

Com isto a entidade baixou sua expectativa para 2,8 milhões de veículos vendidos em 2025, um bom número dadas as condições, diga-se, mas uma alta porcentual modesta de 5,6% sobre o fechamento projetado de 2024 – que terminou surpreendendo com crescimento de 15%, índice maior que o dobro do esperado no início do ano pela Anfavea, só acertado pela Fenabrave, que representa os concessionários.

E poderia ser ainda mais do que isto se os consumidores fossem adequadamente irrigados com crédito mais farto e mais barato. As vendas financiadas representaram só 45% dos negócios, ainda muito abaixo do índice normal de 70% verificado até 2019 – e que a Anfavea esperava que voltasse a acontecer a partir de 2025.

Sabotagem

Enquanto o mercado financeiro seguir sabotando o desenvolvimento do País, vendendo crise para colher lucros com juros pagos pelo governo, com a ajuda fundamental do BC nesta tarefa, fica difícil sustentar qualquer crescimento econômico por muito mais tempo.

O Brasil é um país de muitas demandas reprimidas, faltam recursos para mais da metade da população para comprar muitas coisas. Por isto quando o dinheiro começa a fluir na economia, na forma de pleno emprego e aumento de renda – dois fatores que o BC parece execrar em suas explicações sobre necessidade de aumentos da Selic – é normal uma corrida às compras que fomentam picos inflacionários, que deveriam ser melhor digeridos com metas mais realistas para evitar juros estratosféricos que condenam o País ao desaquecimento econômico, ao desemprego e ao empobrecimento da população.

O BC deve explicações plausíveis aos viventes nacionais sobre o porquê precisa combater inflação na casa dos 5% com a maior taxa de juros do mundo. E o mercado financeiro deveria também explicar porque continua encarteirando títulos do Tesouro, que pagam os melhores rendimentos do mundo, se existe tanta desconfiança e risco sobre a capacidade de o Estado honrar sua dívida pública – algo que jamais aconteceu neste século e ninguém em pleno juízo acredita que acontecerá.

Estariam os agentes financeiros manipuladores do mercado, portanto, exercendo gestão temerária ou arbitrando o quanto querem ganhar ao jogar dúvidas sobre o pagamento da dívida que estão comprando?

Dominância do mercado financeiro

Não à toa as nações mais desenvolvidas do planeta são chamadas de países industrializados porque é a indústria que agrega valor aos bens, o que gera desenvolvimento, empregos melhor remunerados e evolução tecnológica. Quanto mais bens de alto valor agregado a população pode comprar significa que melhor é a distribuição de renda e o desenvolvimento social de um país.

É precisamente por este motivo que países civilizados dão mais importância ao desenvolvimento industrial e social do que à dominância do mercado financeiro.

No Brasil, embora o atual governo federal seja claramente pró-indústria, o mercado financeiro é contrário a esta lógica, quer para si todos os ganhos e consolida desigualdades sociais.

Ainda que seja difícil livrar o País desse círculo vicioso que há mais de três décadas puxa seu desenvolvimento para baixo, após dois anos consecutivos de crescimento que foge às expectativas dos mercadores do mau agouro, resta para 2025 a esperança de que a economia real, aquela que acolhe demandas reprimidas com aumento do emprego e da renda, siga superando a sabotagem do mercado financeiro.

Uma pausa até 2025

Esta é a última coluna Observatório Automotivo de 2024. Este colunista fará uma pausa para recarregar as energias até a segunda semana de janeiro. Agradeço os veículos de comunicação que publicam e a leitura qualificada de todos os leitores, desejando boas festas e um ano novo repleto de realizações. Feliz 2025!

Nissan e Honda conversam para ampliar parceria

São Paulo – A Honda e a Nissan estão discutindo ampliar sua parceria, formada inicialmente para o desenvolvimento de veículos elétricos, que pode chegar a uma fusão, segundo informou o jornal japonês Nikkei, ou à criação de uma holding que ficaria acima das duas empresas, afirmaram fontes familiarizadas com o assunto para a Agência Reuters.

Na terça-feira, 17, as duas empresas confirmaram haver conversas em nota, sem falar em fusão: “Conforme anunciado em março deste ano a Honda e a Nissan estão explorando várias possibilidades de colaboração futura, aproveitando os pontos fortes uma da outra”.

A Nissan enfrenta delicada situação financeira. Seu CEO, Makido Ushida, chegou a colocar em dúvida o futuro da empresa, que registra vendas e lucros abaixo da expectativa e deverá realizar corte global de funcionários e de produção.

A Renault, principal acionista da Nissan, deu sinal verde para que as conversas com a Honda avancem, segundo a Bloomberg. 

Trabalhando em conjunto Honda e Nissan, que vendem mais de 3 milhões de veículos por ano cada, poderiam criar uma das maiores montadoras do mundo e a segunda maior do Japão depois da Toyota. O cenário é delicado para a indústria automobilística no geral, que passa por transição tecnológica e tem seus principais competidores ameaçados por empresas novatas chineses.

Congresso aprova reforma tributária e mantém veículos no Imposto Seletivo

São Paulo – Aprovado na noite da terça-feira, 17, pela Câmara dos Deputados, em Brasília, DF, o projeto de lei complementar que regulamenta a reforma tributária sobre o consumo frustrou as expectativas da indústria automotiva, que desejava a exclusão dos veículos da lista de itens a serem sobretaxados com o Imposto Seletivo.

Não havia muita possibilidade de sucesso uma vez que, no Senado, a categoria foi mantida na lista, sendo retirada, apenas, a de bebidas açucaradas – que acabou sendo recolocada na lista após a votação da Câmara. O texto agora segue à sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo a Agência Brasil o Imposto Seletivo sobre veículos obedecerá uma lista de critérios, que ainda serão estabelecidos por lei ordinária futura: potência, densidade tecnológica, etapas de fabricação no País e categoria do veículo. A tendência é que a regulamentação do IPI Verde, criado junto com o Mover, Programa Mobilidade Verde e Inovação, seja usada como base para a tributação após a reforma.

Cabe agora ao governo balizar a alíquota do Imposto Seletivo, que será complementar à tarifa-base do IVA, Imposto de Valor Agregado, que é uma soma do IBS, Imposto sobre Bens e Serviços, e CBS, Contribuição sobre Bens e Serviços. Segundo o relator do texto, deputado Reginaldo Lopes, afirmou à Agência Brasil, a alíquota deverá chegar a 27,84%, a maior do planeta.

A Anfavea fez campanha contra a inclusão dos veículos na lista dos itens taxados no IS alegando que poderia encarecer os produtos e prejudicar a geração de empregos. Argumentou, também, que veículos 0 KM contribuem com a descarbonização porque atendem a normas mais exigentes de emissões e são menos poluentes. Renovando a frota, portanto, a tendência é emitir menos CO2 na atmosfera.

Horse inicia produção de transmissão para veículos eletrificados

São Paulo – A Horse iniciou a produção da nova transmissão DB49 em sua fábrica de Sevilha, Espanha, a primeira projetada internamente para ser usada em veículos híbridos, elétricos e a combustão. Ela será aplicada, pela primeira vez, na versão híbrida plug-in do SUV Renault Rafale.  

A caixa de câmbio DB49 é uma unidade sem embreagem, com quinze marchas, que produz torque máximo de 470Nm e potência de pico de 35kW ou 47,6 cv. Seu peso é de 99 quilos.

Com mais de 1 mil técnicos e engenheiros a unidade de Sevilha é a principal da Horse para a produção de transmissões híbridas e para a de unidades críticas para a cadeia de valor de motores a combustão. Mais de 60% da produção da fábrica, que já produziu 32 milhões de unidades em seis décadas de história, são exportados.

Automob abre capital na B3

São Paulo – A Automob, grupo de concessionárias integrante da Simpar, estreou no Novo Mercado da B3 e tornou-se a primeira de seu segmento a abrir capital no País. A listagem permitirá à empresa ter acesso diferenciado a financiamentos a custos menores e a utilizar ações com liquidez para realizar movimentos estratégicos a fim de potencializar seu crescimento.

Com portfólio de 35 marcas de carros, motos, caminhões, máquinas e equipamentos e 188 lojas em doze estados a Automob é a quarta pertencente à Simpar a abrir capital, juntando-se, desta forma, à JSL, Movida e Vamos na B3.

Na avaliação de Antônio Barreto, CEO da Automob, a listagem é consequência do trabalho de consolidação realizado pela Simpar nos últimos dois anos: “Este processo incluiu a forte determinação de gerar valor e resultados diferenciados, vantagens competitivas únicas oriundas dos ganhos de escala, capilaridade e sinergias e que, associados ao crescimento orgânico, criaram grupo com grande potencial de desenvolvimento sustentável”.

Considerando os resultados financeiros e operacionais do terceiro trimestre a Automob vendeu 180 mil veículos, entre leves e pesados, e registrou receita líquida de R$ 12,1 bilhões e EBITDA de R$ 439 milhões.

Marcopolo entrega ônibus urbanos a Porto Alegre

São Paulo – A Marcopolo forneceu ao sistema de transporte público de Porto Alegre, RS, ao longo deste ano, 137 ônibus, dos quais oito unidades do Attivi Integral 100% elétrico. Segundo a empresa o volume total fornecido representa 70% de todos os novos veículos urbanos adquiridos para renovar a frota que roda na cidade.

As unidades do Attivi Integral foram vendidas para as operadoras Nortran e VTC, Viação Teresópolis Cavalhada, sendo quatro para cada uma delas. Em nota a Marcopolo observa, como outra novidade, a introdução de seis ônibus super articulados do modelo Viale Express para a empresa Carris.

Os 123 ônibus urbanos convencionais do modelo Torino foram encomendados pelas operadoras Carris, Sopal, Navegantes, Nortran, VTC, Belém Novo, Viação Auto Petrópolis e Presidente Vargas.

Fever Mobilidade forma parceria com o Senai para mão de obra

São Paulo – A Fever Mobilidade, que comercializa soluções de mobilidade elétrica no Brasil e estuda ter uma fábrica local, formou parceria com o Senai de Santa Catarina para formar profissionais para o futuro da eletrificação. A parceria envolve um triciclo Fever Rap FR250 Box, que foi entregue ao Senai SC para ser usado nas aulas práticas. 

Serão dois cursos: um de treinamento personalizado para formar mão de obra para trabalhar na rede de assistência técnica da Fever, que inclui concessionárias e oficinas como a rede Bosch Car Service. O segundo terá foco na mobilidade elétrica para formar mão de obra técnica neste segmento em geral.