Hidrogênio verde pode ser solução para eletrificar veículos pesados

São Paulo – O projeto da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo para produzir hidrogênio verde a partir do etanol pode colocar o Brasil na rota global da descarbonização. Para Júlio Meneghini, diretor científico do Centro de Pesquisa para Inovação em Gases de Efeito Estufa, RCGI, da Escola Politécnica, que participou do seminário Brasil Elétrico + ESG, é solução interessante para veículos pesados, que, ao rodarem com célula de combustível de hidrogênio produzida a partir de biomassa, poderão usar um número menor de baterias, reduzindo seu peso.

O País é pioneiro no desenvolvimento da tecnologia e poderá exportar o desenvolvimento no futuro, e já têm países como Estados Unidos e Holanda interessados no projeto e visitando o Brasil para conhecer mais sobre o assunto. “É uma solução muito interessante, principalmente para os veículos pesados que rodam longas distâncias porque reduz de forma significativa o volume necessário de baterias e o tempo de abastecimento”.

Inicialmente o projeto, que a Agência AutoData divulgou em agosto, recebeu investimento de R$ 50 milhões da Raízen, parceira que será a responsável por produzir  etanol de segunda geração que será usado para gerar hidrogênio. Marcopolo e Toyota também são parceiras: a primeira forneceu um ônibus movido a célula de hidrogênio e a segunda um veículo leve, o Mirai. Ambos serão usados em testes de abastecimento e rodagem. 

A startup Hytron será responsável pela operação da unidade de produção, que está em fase de construção e deverá ficar pronta nos próximos dois meses, de acordo com Meneghini. Para transformar o etanol em hidrogênio a empresa desenvolveu no Brasil um reformador a vapor de etanol, que por meio de processo químico converte o etanol em hidrogênio. A capacidade inicial de produção será de 5 quilos de hidrogênio por dia. 

O projeto, ainda em fase de testes, tem a intenção de produzir o hidrogênio no ponto de final de abastecimento, usando a rede de transporte do etanol, já instalada no Brasil, para distribuir a matéria-prima necessária para a produção. Outra vantagem citada por Meneghini é que o nível de emissão de CO2 no ciclo todo de produção do hidrogênio a partir do etanol pode ser até negativo caso as máquinas usadas no plantio e na colheita abandonem o diesel e utilizem algum biocombustível.

Projetos com captura de carbono e redução de emissões serão prioridade para o BNDES

São Paulo, SP – O BNDES, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, está olhando com atenção o seu nível 3 de emissões, chamadas de emissões financiadas, que envolvem os projetos com participação financeira do banco, fundamental para descarbonização das operações no futuro. Cláudia Prates, responsável pelo departamento de clima do banco, disse que o foco será maior em projetos verdes, que fazem captura de carbono e reduzem emissões.

A executiva revelou que o BNDES está criando métricas de redução de emissões para toda a sua carteira de financiamentos, que envolve diversas linhas para projetos de novas tecnologias que reduzam emissões. É possível financiar por meio de linhas que envolvem recursos do Rota 2030, linhas de parceria com a Embrapii e financiamentos direto com o BNDES, como para fábricas pioneiras de algum novo desenvolvimento.

Algumas empresas cadastradas para utilizar linhas de financiamentos dedicadas a projetos de baixo carbono foram apresentadas por Prates, como BYD, WEG, Randon, Eletra e BorgWarner, que possuem oito projetos para o desenvolvimento nacional de baterias de lítio. A Volkswagen Caminhões e Ônibus possui dois projetos no segmento de caminhões, enquanto Mercedes-Benz, BYD, Eletra, Marcopolo e Caio possuem projetos no segmento de ônibus elétricos. Outros quinze desenvolvimentos da WEG, Eletra e BorgWarner também estão cadastrados com foco em powertrain, componentes e equipamentos de recarga. 

Para o futuro da mobilidade no Brasil, Cláudia Prates acredita que o caminho para a descarbonização será os biocombustíveis combinados com a eletrificação, caso dos híbridos flex que deverão se popularizar nos próximos anos. A utilização de biodiesel e, mais adiante, o diesel verde para veículos pesados também deverá ser uma realidade, assim como o gás e hidrogênio. 

O fato de o Brasil ser o segundo maior produtor mundial de etanol e o quarto de biodiesel traz ainda mais força à indústria local para investir nestas tecnologias, que levam o País ao mesmo objetivo de outros mercados, que é reduzir as emissões dos veículos.

Metade do valor das empresas do setor automotivo está no capital intangível obtido pelo ESG

São Paulo – Foi-se o tempo em que, se dizia, a agenda ESG era a moda da vez, a vedete das estratégias de marketing. A preocupação com as emissões de CO2 da atividade produtiva e os riscos ao meio ambiente, com isonomia de salários, diversidade e inclusão, e com o entorno, o que inclui ajudar a reduzir diferenças socioeconômicas e gerar oportunidades, é condição fundamental para a sobrevivência das empresas.

Nelmara Arbex, sócia líder de ESG da KPMG, e Felipe Salgado, diretor de descarbonização da KPMG, contextualizaram o cenário diante de uma agenda em aceleração e que vai tirar do jogo quem não se adaptar a ela, durante o primeiro dia do Seminário Brasil Elétrico + ESG, realizado de forma online por AutoData até terça-feira, 24.

Diferencial competitivo ainda é ponto que atrai quando o assunto é investir e organizar pontos positivos nos âmbitos ambiental, social e governamental da companhia. Os bônus, porém, vão além. É possível obter também redução nos custos das operações, maior acesso a capital, atração de novos clientes e investidores e melhores reputação e relacionamento com stakeholders.

A adoção a práticas ESG define a qualidade da liderança do negócio dentro desse novo contexto. E traz, como recompensa, capital intangível que as torna muito bem avaliadas e com reputação elevada: “Estudo recente mostra que, no caso do setor automotivo, de 45% a 50% do valor das empresas do setor automotivo estão no capital intangível”.

A agenda ESG também funciona como espécie de régua para fabricantes que exportam para a União Europeia, que dentro do compromisso de reduzir 55% das emissões até 2030 estabeleceu mercado regulado de carbono.

Regra em prazo de adequação chamada CBAM, na tradução para o português, mecanismo de ajuste de fronteira do carbono, tem o objetivo de regular a emissão de gases de efeito estufa embutida em determinados bens, como matérias-primas.

Ou seja: quem exporta para a Europa tem de informar a pegada de carbono de seus produtos. Se os produtos estiverem em um limite superior terão de pagar por esse excedente, cuja tonelada de CO2 é estimada em US$ 80, contou Salgado. Nessa primeira fase estão enquadrados os setores de eletricidade, ferro e aço, cimento, alumínio e fertilizantes.

Arbex citou que mesmo fornecedores que não exportam, ou exportam, mas não para a União Europeia, precisam ficar atentos, pois serão afetados: “Acho perigoso quem diz que não tem nada com isso e que verá depois pois isto tudo está acontecendo agora”.

Por exemplo: quem embarca para a China insumo que será processado e enviado para a União Europeia será incluído. Além disso quem não souber sua pegada de carbono corre o risco de perder espaço para o concorrente. Salgado disse que no intervalo de um ano esta regra será completamente adotada e que todas as empresas dessa cadeia terão de se movimentar.

Além disso destacou que o Brasil está em vias de aprovar um mercado regulado de carbono que está em linha com o mercado da União Europeia: “Estamos caminhando para fixar limite para que as empresas mantenham emissões abaixo dele. Se o ultrapassarem precisarão negociar”.

Arbex completou dizendo que o Brasil traz vantagens a quem produz localmente por causa das opções de biocombustíveis, incluso o etanol, a possibilidade de gerar energia limpa com as vertentes de hidrelétrica, eólica e solar, e os estudos com hidrogênio: “Isto tudo contribui para que as empresas se posicionem bem neste jogo”.

Verticalização da cadeia de baterias depende de apoio do governo

São Paulo – O desenvolvimento de uma cadeia completa de produção de baterias para veículos elétricos no Brasil dependerá, muito, do apoio do governo, especialmente na área de financiamento e subsídio para pesquisas. O tema foi debatido no painel do Seminário AutoData Brasil Elétrico + ESG com representantes de três empresas que estão investindo, no primeiro momento, na montagem de packs: Moura, BorgWarner e Suspensys, da Randoncorp.

Luiz Mello, diretor de baterias e de redes de serviço da Moura, afirmou que a produção local de baterias é um sonho, mas a realidade ainda é distante: “Não vejo espaço para a produção de células de baterias no Brasil nos próximos dez anos. O governo precisaria participar, definindo políticas públicas para financiamento e subsídios para a produção. O setor cresce na Europa e nos Estados Unidos, mas quando você observa de perto percebe que existem subsídios”.

Carlos Eduardo Beraldo, chefe de eletromobilidade da Suspensys, lembrou que a indústria de baterias para elétricos começou a se desenvolver há mais de dez anos na China, hoje o local mais desenvolvido e com mais escala de produção – e, por isto, é complicado competir.

Mas para Marcelo Rezende, diretor de sistemas de baterias da BorgWarner, é fundamental que o setor se desenvolva no Brasil: “Ou sofreremos, como recentemente sofremos, no caso dos semicondutores. Precisamos pensar em algo diferente, um esforço conjunto de toda a cadeia para que possamos ter a produção local de um item que é fundamental para a eletromobilidade”.

Promissor nos comerciais

Os investimentos públicos em ônibus elétrico para mobilidade urbana direciona os negócios dos três fornecedores, que dizem estar prontos para atender a demanda que está por vir. A ideia, agora, é passar a participar com as montadoras do desenvolvimento dos produtos, segundo Beraldo:

“Precisamos passar a oferecer a solução sob medida para o projeto. O veículo nos é apresentado e desenvolvemos o produto que se encaixe nele. Não o contrário, com baterias de prateleira para se colocar nos veículos”.

Mello concorda e acrescenta que, “assim nacionalizamos, também, a engenharia”.

O diretor da Moura acredita, também, que no caso dos leves a produção das baterias não será terceirizada: as próprias montadoras ficarão responsáveis por isto, assim como vem acontecendo no Exterior.

Rezende disse que o mercado de comerciais elétricos é promissor: a BorgWarner projeta que, nos próximos cinco anos, crescerá 400%.

Veículos eletrificados representarão 75% do mercado brasileiro até 2035

São Paulo – A era da eletrificação está em pleno movimento, embora cada mercado tenha uma velocidade diferente de adesão. No Brasil a evolução da eletrificação como uma das soluções para a descarbonização se dará de forma gradual, mas crescente. E, até o fim desta década, veículos híbridos e elétricos deverão representar de 25% a 35% das vendas de 0 KM no País e, em 2035, de 65% a 75%.

Foi o que afirmou Masao Ukon, líder da Boston Consulting Group para o setor automotivo durante a abertura do Seminário Brasil Elétrico + ESG, realizado por AutoData de forma online até a terça-feira, 24.

Prova do avanço dessas tecnologias no País é que a participação dos híbridos e elétricos, de agosto do ano passado ao mesmo mês em 2023, mais do que dobrou, cresceu 2,2 vezes, ao passar de 2,2% com 4,2 mil unidades, para 4,7%, com 9,3 mil.

“Esta transição começou nos últimos meses no Brasil. E, apesar de o País estar um pouco atrás nesse movimento, o momento da mudança é esse. A matriz energética brasileira é uma das mais limpas do mundo, com 92% de energia renovável, e as empresas têm investido em lançamentos com a nova tecnologia, principalmente de híbridos, o que é fundamental ao processo.”

Segundo Ukon em 2030 de 5% a 10% dos emplacamentos serão 100% elétricos e híbridos plug-in, e de 20% a 30% híbridos e híbridos leves que, no total, representarão de 25% a 35%. Cinco anos depois, em 2035, a expectativa é que de 15% a 25% sejam elétricos e híbridos plug-in e de 40% a 50% híbridos e híbridos leves, perfazendo 65% a 75% das vendas no Brasil.

O especialista da BCG para o setor automotivo reconhece que o portfólio será diferente para cada segmento, tendo maior adesão no de veículos premium, carros de aplicativo, ônibus e caminhões urbanos, principalmente pela maior facilidade em adquirir e também de carregar, além da redução de custos para quem roda bastante.

A primeira onda de vendas, avaliou, tende a ser para o consumidor que faz a recarga da bateria em casa ou que são clientes corporativos e carregam no estacionamento da empresa ou na garagem do ônibus. Mas, conforme a penetração da frota aumenta, crescem também os desafios, como o de fazer a recarga fora desses locais, na rua, no varejo, em viagem.

“Toda grande mudança traz dores e desafios de adaptação. E, no caso da eletrificação, a infraestrutura de carregamento é a principal dor. Mas estas soluções de infraestrutura e software estão sendo desenvolvidas e ampliadas. Estamos no meio da revolução e, imagino, agora será mais doloroso do que daqui a alguns anos.”

Ukon destacou, no entanto, que o híbrido é um atalho para a descarbonização e porta de entrada para veículos que poluem menos, e que deverá ser a opção principal no País até por conta do custo e da questão da infraestrutura de recarga.

“O motor híbrido compartilha muitas tecnologias com o elétrico. Ele tem um motor elétrico, todo sistema de alta voltagem, chicotes de alta voltagem, inversor de potência e, inclusive, baterias. De certa forma, investir em tecnologias para o híbrido é um passo importante para o elétrico. É uma ponte.”

O especialista lembrou estudo de BCG, Anfavea e Sindipeças, já apresentado por AutoData, com a cadeia de fornecedores, em que 69% disseram que devem diversificar ou expandir seus portfólios e 81% demonstraram propensão para investimento na transição de tecnologias.   

Hyundai entra em joint-venture para produzir carros na Arábia Saudita

São Paulo – Em um movimento que visa ao desenvolvimento de uma indústria automotiva a Arábia Saudita, por meio do PIF, Fundo de Investimento Público, criou uma joint-venture com a Hyundai para produzir carros elétricos e a combustão no país, um dos maiores produtores de petróleo do mundo. Com 70% os sauditas terão controle da joint-venture, tendo a Hyundai os outros 30%. Os investimentos no projeto superam os US$ 500 milhões, segundo comunicado divulgado no domingo, 22.

A intenção é construir uma “fábrica altamente automatizada” com capacidade para 50 mil veículos por ano, gerar “milhares de empregos”, e “permitir transferência de conhecimento e experiência”. O início das obras está previsto para 2024 e o da produção em 2026.

Fiat Mobi chega a 500 mil unidades produzidas em Betim

São Paulo – Lançado em 2016 no Brasil o Fiat Mobi chegou à marca de 500 mil unidades produzidas em Betim, MG. A maior parte deste volume foi vendida no Brasil, mas o modelo também foi enviado a outros doze mercados da América Latina. A unidade de Minas Gerais é a única que produz o Mobi no mundo. 

Em 2023, de janeiro a setembro, o Fiat Mobi somou 51,6 mil unidades comercializadas, o segundo modelo da Fiat mais vendido no Brasil e o sexto mais vendido no ranking geral. Um dos seus grandes pontos positivos é o consumo de combustível, que chega a 15 km/l quando abastecido com gasolina, permitindo que o hatch rode mais de 700 quilômetros com apenas um tanque.

Operação da Volvo Car América Latina agregará países orientais

São Paulo – Mais 45 países passarão a integrar, a partir de janeiro, a operação da Volvo Car América Latina. Chefiada por Luiz Rezende, com sede em São Paulo e uma unidade de negócio no México, a região se chamará Global Importers + Latam e ganhará uma unidade de negócios nova, na África do Sul, para países asiáticos, africanos e do Leste europeu.

De acordo com a empresa a nova unidade passará a representar 7% do volume total comercializado no mundo, em torno de 60 mil unidades. Atualmente a América Latina responde por cerca de 3% das vendas globais da Volvo Car.

A Rezende passarão a responder Jesus Fernandez, responsável pelos importadores Emea, Europa, Oriente Médio e África, Ying Yu Xu, chefe dos importadores APeC, Ásia Pacífico e cooperação econômica, e Greg Maruszewski, presidente da Volvo Car África do Sul.

Além de Brasil, México e África do Sul a nova divisão representa Albânia, Angola, Arábia Saudita, Argentina, Armênia, Azerbaijão, Bahrein, Bósnia Herzegovina, Bulgária, Camboja, Catar, Chile, Chipre, Colômbia, Costa Rica, Croácia, Egito, Emirados Árabes Unidos, Eslováquia, Eslovênia, Estônia, Filipinas, Geórgia, Guatemala, Ilhas Maurício, Indonésia, Islândia, Israel, Jordânia, Kosovo, Kuwait, Letônia, Líbano, Lituânia, Macedônia do Norte, Malta, Marrocos, Mianmar, Moldávia, Montenegro, Omã, Panamá, Paquistão, Paraguai, Peru, Porto Rico, República Dominicana, Romênia, Sérvia, Singapura, Sri Lanka, Trinidad e Tobago, Tunísia, Ucrânia, Uruguai, Uzbequistão e Vietnã.

Frasle Mobility avança na oferta de produtos sem cobre

São Paulo – Devido à restrição, inicialmente, em dois estados dos Estados Unidos, Washington e Califórnia, do uso de cobre em no máximo 5% de pastilhas de freio desde 2021 – material que deverá ser banido a partir de 2025 –, a Frasle Mobility vem avançando no desenvolvimento de produtos Copper Free naquele mercado.

Diante do desafio de reduzir a presença do metal, usado na fabricação de materiais de fricção por ser eficiente na dissipação térmica e na redução da formação de trincas nos discos de freio e, ao mesmo tempo, manter as boas propriedades térmicas, de lubrificação e de resistência a desgaste que proporciona às pastilhas de freio, a companhia tem investido no desenvolvimento de novas matérias-primas e combinações que possam compensar a retirada do cobre das formulações de fricção. 

Somente no último ano foram investidos cerca de US$ 4 milhões em uma nova linha produtiva na unidade de Prattville, Alabama, uma vez que estas restrições deverão ser ampliadas, impactando o país e, provavelmente, também o Canadá. Também há expectativa de que a limitação do uso do cobre seja adotada, gradualmente, em outros mercados internacionais.

Segundo o diretor de pesquisa, desenvolvimento e inovação da Frasle Mobility, Alexandre Casaril, a tecnologia Copper Free, que ainda em 2019 ganhou seus primeiros produtos, garantidos pelo selo Fras-le GRN Tech, já vem sendo requisitada por clientes OEM na Europa e na China.

 “A Frasle Mobility continuará investindo nos próximos anos no desenvolvimento e no aperfeiçoamento da tecnologia Copper Free em todas as linhas de produtos, beneficiando também outros mercados, como Brasil e América Latina. Além da eliminação do cobre os produtos têm apresentado excelentes resultados de durabilidade de discos e pastilhas, um desempenho superior à nossa tecnologia atual, trazendo ainda mais valor para os nossos clientes.”

Volvo iniciará em novembro testes do BZL em São Paulo

São Paulo – A Volvo iniciará em novembro, junto com a Viação Santa Brígida, os testes com o ônibus elétrico BZL na Capital paulista. Por dois meses, em rotas das regiões Noroeste e Central, o ônibus, com 12m50 de comprimento e capacidade para transportar até oitenta pessoas, circulará em operação real.

Será, São Paulo, a segunda cidade do Brasil a ter os testes em operação real: a primeira foi Curitiba, PR, onde se localiza a Volvo. São Paulo divulgou recentemente planejamento para a compra de mais de 2 mil ônibus elétricos até o fim de 2024 e a Volvo é uma das empresas habilitadas a fornecê-los.