Venda de veículos usados avança 9% de janeiro a setembro

São Paulo – As vendas de veículos usados chegaram a 10,6 milhões de unidades no volume acumulado de janeiro a setembro, 8,8% maior do que o registrado em igual período de 2022, de acordo com dados divulgados pela Fenauto.

Com o resultado a entidade segue com a sua projeção de vendas em torno de 15 milhões de unidades até dezembro, apostando nos últimos meses do ano, que costumam ser os melhores para os lojistas, de acordo com Enílson Sales, presidente da Fenauto.

Em setembro foram vendidos 1,2 milhão de veículos, volume estável na comparação com igual mês de 2022 e 13,9% menor com relação a agosto.

Fenabrave revisa para cima a projeção para o ano: 2,2 milhões de veículos.

São Paulo – Restam três meses para o fechamento do ano e a Fenabrave revisou, pela primeira vez, suas estimativas de vendas para 2023. Agora a entidade que representa as associações de marca que representam as empresas concessionárias passou a projetar crescimento de 5,6% nas vendas de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, somando 2,2 milhões de unidades. No início do ano sua projeção era de empate com 2022: 2,1 milhões de veículos.

Desde janeiro, quando divulgou as primeiras estimativas, seu presidente José Maurício Andreta Jr,. dizia ter a sensação de que haveria crescimento: “E poderemos ter números ainda melhores caso o governo divulgue, junto com o Mobilidade Verde, medidas que alavanquem as vendas do setor”.

Segundo o presidente da Fenabrave o cenário está mais positivo neste segundo semestre, impulsionado pelos descontos gerados a partir da MP 1 175. A sua expectativa é a de que, junto com o Mobilidade Verde, a segunda fase do Rota 2030, algumas medidas sugeridas pela entidade sejam colocadas em prática: “Fizemos diversas sugestões, entregamos um estudo que mostrava que o aumento da escala, com redução do imposto, não prejudicaria a arrecadação. Algo mais para o longo prazo, não pontual como o programa”.

Resultados

As vendas de veículos avançaram 1,9% em setembro, comparado com o mesmo mês de 2022, para 207,7 mil unidades. Com relação a agosto houve recuo de 4,8%, “mas tivemos três dias úteis a menos no mês passado. Na média diária a alta foi de 10%”.

No acumulado dos três primeiros trimestres o setor registrou avanço de 8,5%, somando 1 milhão 629 mil unidades.

O segmento de automóveis e comerciais leves, o mais volumoso, puxou o crescimento no ano, com alta de 10% sobre janeiro a setembro do ano passado, 1,5 milhão de unidades. Em setembro foram 187,4 mil unidades vendidas, alta de 3,9% na comparação anual e queda de 4,8% na mensal, com os três dias úteis a menos.

Nas projeções divulgadas pela entidade quem puxa o crescimento é o segmento leve: alta de 7,3%, somando 2,1 milhões de unidades.

Caminhões para baixo e ônibus para cima nas novas projeções da Fenabrave

São Paulo – No mesmo dia em que perdeu a validade a MP 1 175, que garantiu a concessão de descontos patrocinados pelo governo na compra de veículos 0 KM, a terça-feira, 3, a Fenabrave revisou para baixo suas projeções de vendas de caminhões este ano e aumentou as estimativas para as de ônibus.

Segundo a entidade, que representa as associações de marcas presentes no mercado brasileiro, ao contrário do que aconteceu com automóveis e comerciais leves, que em dois meses consumiram todos os R$ 800 milhões em créditos tributários colocados à disposição para bancar os descontos, o efeito do programa de R$ 1 bilhão para veículos pesados foi bastante reduzido: só R$ 320 milhões, ou 32%, foram solicitados pelas montadoras e nem tudo foi efetivamente utilizado, segundo dados do MDIC, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, atualizados até 28 de setembro.

Dirigentes da Fenabrave avaliam que a complexidade do programa desenhado para veículos pesados, que previa a concessão dos descontos sob a condição de entregar para sucateamento outro veículo antigo de mesmo porte com mais de vinte anos de uso, acabou por limitar a efetividade da ação do governo.

Caminhões em queda maior do que a esperada

No início deste ano a Fenabrave previa a estabilidade do mercado de caminhões em 2023, com 124 mil vendas. Agora a projeção baixou para 96 mil unidades e queda expressiva de 23,2% sobre 2022.

De acordo com dados do Renavam consolidados pela entidade e divulgados na terça-feira, 3, em setembro foram emplacados 8,4 mil caminhões, o que representou recuo de 5,8% sobre agosto e retração de 23,8% na comparação com o mesmo mês de 2022. No acumulado de nove meses a soma é de 75,9 mil caminhões emplacados, volume 17,5% menor do que o registrado no mesmo período do ano passado.

Segundo o presidente da entidade, José Maurício Andreta Jr., “o segmento veio de dois anos muito positivos, mas o crédito restrito e o ajuste de preços dos novos modelos afetou o desempenho do mercado”.

O dirigente observou que os descontos oferecidos no programa do governo, aliado à complexidade de se entregar outro veículos em troca para sucateamento, não foram suficientes para superar os aumentos de preços dos caminhões, de 15% a 30%, devido à adoção de motorização Euro 6 para atender à fase 8 da legislação brasileira de emissões para veículos pesados, o Proconve P8, em vigor desde o início de 2023.

Dos R$ 700 milhões em créditos tributários disponíveis para bancar os descontos a caminhões apenas R$ 130 milhões, ou 18,6%, foram solicitados pelos fabricantes. Segundo a Fenabrave após o vencimento da MP que criou o programa não há qualquer indicativo de que o programa seja estendido ou de que os R$ 570 milhões que restaram para patrocinar descontos sejam dedicados a qualquer outro programa, como o Renovar, criado no fim de 2022 com objetivos parecidos de renovar a frota nacional de caminhões.

Vendas de ônibus surpreendem

DCIM100MEDIADJI_0038.JPG

Se as vendas de caminhões decepcionam mais do que o esperado este ano as de ônibus surpreendem, o que levou a Fenabrave a revisar para cima suas expectativas: a entidade projeta 26 mil unidades, em crescimento de 18,2% sobre 2022. No início de 2023 a projeção era de 23 mil unidades e leve avanço de 4,5%.

Apesar de os frotistas de ônibus e vans terem utilizado proporcionalmente bem mais os descontos da MP – R$ 190 milhões, ou 63,3% dos recursos disponíveis de R$ 300 milhões – não foi exatamente por causa do programa que a Fenabrave atualizou para cima sua projeção de vendas do segmento.

Para a entidade fez mais efeito a recuperação das vendas nos segmentos rodoviário e de fretamento e a eficiência na adoção de uma nova fase do Programa Caminho da Escola, que no próximo dia 9 de outubro deverá licitar mais 16,3 mil ônibus – e a maioria deles nem deverá ser emplacada este ano, devendo influenciar positivamente também o desempenho de 2024.

No acumulado de janeiro a setembro a Fenabrave contabilizou o emplacamento de quase 19 mil ônibus, em alta de 23,7% sobre o mesmo período de 2022. No mês passado o resultado não foi tão bom, com cerca de 1,9 mil licenciamentos e queda de 4% na comparação com agosto, bem como retração de 26,3% com relação a setembro do ano anterior.

Para o presidente da Fenabrave houve apenas um pequeno intervalo na recuperação das vendas do segmento: “Os emplacamentos de ônibus passam por um momento de consolidação da recuperação iniciada ainda em 2022. Este, que foi um dos segmentos mais impactados pela pandemia, vem se recuperando e com mais força ainda neste ano, quando foi beneficiado pelo Programa Caminho da Escola, cuja adoção foi efetiva para o setor”.

Volkswagen Caminhões e Ônibus expande negócios na Jordânia

São Paulo – A Volkswagen Caminhões e Ônibus está ampliando seus negócios da Jordânia por meio da sua representante oficial, a Integrated Automotive, que conquistou o primeiro grande cliente no país, a Pepsi. Cinco caminhões Delivery 17.280, produzidos em Resende, RJ, foram negociados para a distribuição de bebidas.

A Integrated Automotive também ampliou o seu centro de atendimento aos clientes, com uma nova estrutura de 5 mil m². A unidade possui uma equipe de especialistas que também atendem aos veículos em pós-vendas.

Mercedes-Benz inicia a construção de seu Centro Global de Peças na Alemanha

São Paulo – A Mercedes-Benz iniciou a construção da sua nova Central Global de Peças para reposição, em Halberstadt, Alemanha. O assentamento da pedra fundamental foi feito em 28 de agosto, durante evento realizado com diversos executivos e autoridades.

A intenção é garantir logística flexível, eficiente e sustentável de peças para garantir o sucesso de seus negócios no futuro e para atender às demandas dos clientes, que precisam dos caminhões operando o máximo de horas possível. A expectativa é de que o prédio comece a atender a todas as normas exigidas para operar a partir de 2025, mas ainda sem data para sua inauguração.

GWM abre concessionárias em Florianópolis e São Luís

São Paulo – A GWM anunciou a abertura de mais duas concessionárias nas capitais Florianópolis, SC, e São Luís, MA, que serão administradas pelos grupo Dimas e Carmais, respectivamente. As unidades serão inauguradas em 4 e 5 de outubro, com investimento de R$ 5 milhões em cada uma.

Com as duas novas lojas a GWM chega a 31 concessionárias e mais 34 lojas em shoppings, operando em mais de cinquenta cidades. A meta da companhia é estar, em breve, em todas as capitais. 

Os primeiros centro de distribuição da montadora, onde os veículos ficam armazenados até o faturamento, também começaram a operar e a projeção é chegar a 37 CDs até o fim de outubro.

Indústria admite que metas de adoção de veículos elétricos são inatingíveis

São Paulo – As metas estabelecidas para modificar a produção de veículos para modelos 100% elétricos não é viável dentro dos prazos legislativos atuais, previstos para ocorrer de 2030 a 2040. É o que avalia pesquisa global realizada pela ABB Robótica e pelo Automotive Manufacturing Solutions.

Segundo o levantamento 59% das empresas ponderam que há desafios que ainda não foram solucionados, como a adaptação à nova cadeia de suprimento de baterias, a escassez de matérias-primas, a infraestrutura adequada e a capacidade de rede, além das preocupações com os altos volumes de investimento necessários para a transição.

Constam ainda, no ranking de percalços rumo à adoção da nova tecnologia de propulsão, o preço elevado dos veículos movidos à bateria e a ausência de infraestrutura de carregamento em diversos lugares. A pesquisa foi realizada com cerca de seiscentos entrevistados que trabalham em fabricantes de veículos e de suprimentos, em todos os níveis de gerenciamento, engenharia e especialistas globais do setor.

Sobre o fornecimento de manufatura sustentável os participantes foram mais otimistas: 80% previram que a sustentabilidade pretendida com a mudança para a eletrificação é alcançável. Os entrevistados também ponderaram que a automação será fundamental para alcançar as metas de eficiência e prazos.

Onix e Polo disputam o posto de automóvel mais vendido do Brasil

São Paulo – Com os resultados de setembro, quando o Polo ficou na segunda posição no ranking de modelos do mercado brasileiro com mais de 1,5 mil licenciamentos de vantagem sobre o Chevrolet Onix, terceiro colocado, o modelo da Volkswagen assumiu a vice-liderança também no acumulado do ano e esquentou a disputa com o outrora líder de vendas.

Ao fim de agosto a distância do Onix sobre o Polo era de pouco mais de trezentas unidades. Agora o modelo produzido em Taubaté, SP, assumiu o posto de automóvel mais vendido no Brasil e, dentre os leves, está atrás apenas da picape Fiat Strada, líder com confortável vantagem do mercado no acumulado e em setembro.

A disputa promete ser quente até o fim do ano. Turbinado pela versão Track, que substituiu o Gol no mercado brasileiro, o Polo chegou a inclusive liderar as vendas por dois meses, em junho e julho. Já o Onix largou na frente, liderou em janeiro, mas deixou a distância diminuir.

No Top 10 do mercado o destaque fica com o Renault Kwid, compacto que voltou a este pódio. Nos SUVs no mês passado a liderança ficou com o Chevrolet Tracker, sexto mais vendido no mês no geral. Mas, no acumulado, o posto de mais vendido está com o VW T-Cross, que em setembro ficou na nona posição.

Be8 lança novo biocombustível para motores diesel

São Paulo – A Be8, empresa produtora de biodiesel do Grupo ECB, lançou na segunda-feira, 2, o BeVant, que chama de “novo biocombustível para motores diesel”. Segundo a empresa estão sendo investidos R$ 80 milhões em pesquisa, desenvolvimento e na ampliação da usina de Passo Fundo, RS, para produzir o BeVant, que deve começar a ser distribuído regularmente no País dentro de um ano.

Apesar de ser produzido a partir das mesmas matérias-primas – óleos vegetais, principalmente de soja, gordura animal e óleo de cozinha usado – que dão origem ao biodiesel e ao HVO, óleo hidrogenado que tem as mesmas características do diesel, a Be8 afirma que o BeVant não é um nem outro, pois tem processo produtivo diferente e características superiores às do biodiesel tradicional e que, por isto, tem preço 10% superior, e se assemelha ao HVO, mas custa 50% menos.

Segundo explicação enviada pela Be8 “o BeVant é um novo biocombustível que parte das mesmas especificações do biodiesel [metil éster produzido pelo processo de esterificação, a mistura de metanol com óleos vegetais ou gordura animal] e passa por um processo de bidestilação, além da aplicação de outras inovações patenteadas que o caracteriza como um metil éster bidestilado, que garante mais qualidade e maior desempenho do que o biodiesel tradicional”.

Ainda segundo a Be8 o novo biocombustível pode ser utilizado em qualquer motor diesel de veículos pesados, geradores ou máquinas agrícolas, seja 100% puro ou misturado ao diesel mineral, o que antecipa benefícios do HVO – considerado de melhor qualidade do que o biodiesel – em condições comerciais mais competitivas. A empresa realizou testes de campo em caminhões equipados com motores Euro 5, mas informa que o BeVant também atende as exigências Euro 6.

Desenvolvimento e produção

Erasmo Carlos Battistella, presidente da Be8 e fundador do Grupo ECB, revela que parte do desenvolvimento do BeVant foi feito pela empresa no Brasil e no Exterior: “Esta grande inovação é fruto da experiência que conquistamos em mais de dezoito anos de atuação e dos nossos investimentos na Europa [onde a empresa comprou uma fábrica de biodiesel em Domdidier, Suíça], dos conhecimentos adquiridos nos Estados Unidos e na fase de estudos do projeto de biocombustíveis avançados”.

Antes de lançar oficialmente o BeVant a Be8 teve a patente do novo biocombustível deferida pelo INPI, Instituto Nacional da Propriedade Industrial, “para processo de produção de novo produto”.

Inicialmente a produção do BeVant será feita na unidade de Passo Fundo, com capacidade de 150 milhões de litros/ano. Se houver demanda esta capacidade pode ser ampliada rapidamente em outra usina da empresa, em Marialva, PR, disse Battistella: “Também não descartamos estabelecer licenças de produção para que o BeVant possa atender toda a demanda que surgir”.

De acordo com a Be8 o novo biocombustível não se destina a cumprir meta de mistura obrigatória de biodiesel ao diesel fóssil, de 12%, conforme estipulado desde abril deste ano. A empresa considera que o BeVant é diferente e portanto terá melhor uso puro ou com misturas superiores, podendo ser consumido por geradores de energia, máquinas pesadas para processos nas áreas de construção civil, agronegócio e terraplenagem, setores de transportes coletivo e de cargas nos modais rodoviário, marítimo e ferroviário: “O foco são empresas que desejam antecipar o cumprimento das suas metas de descarbonização”.

Redução de emissões

Battistella sublinhou que o BeVant é uma alternativa viável para descarbonizar as emissões de motores diesel sem a necessidade de grandes investimentos: “Estamos falando de uma solução imediata com alto impacto para a despoluição dos grandes centros urbanos no curto prazo, pois não depende de investimento em infraestrutura ou troca de motor comparado com outras rotas tecnológicas como hidrogênio, biometano e veículo elétrico”.

Na fase de testes em motores Euro 5 em banco de provas, segundo a Be8, o BeVant, por ter maior teor de éster, reduz até 50% as emissões de CO, monóxido de carbono, até 85% a emissão de materiais particulados e em até 90% a fumaça preta. Também foi medido teor de enxofre inferior a 2 ppm, partes por milhão, e a quantidade de monoglicerídio ficou abaixo de 0,25%, o índice de contaminantes é inferior a 2 ppm e tem 35% menos água.

Tais especificações são superiores aos requisitos mínimos da ANP, Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, que deverá autorizar misturas do BeVant no diesel superiores a 12% para a realização de testes em parceria com fabricantes de motores e frotistas, conforme espera a Be8.

“Não descartamos oferecer o produto para exportação, mas nosso foco preferencial é o mercado nacional que precisa de uma solução 100% renovável.”

Venda de veículos desacelera na Argentina em setembro

São Paulo – As vendas de veículos na Argentina desaceleraram em setembro, com 33,3 mil unidades comercializadas, volume 4,3% menor do que o registrado em igual mês de 2022 e 15,6% menor do que o de agosto. Os dados foram divulgados pela Acara, entidade que representa os concessionários.

De janeiro a setembro o mercado local acumulou crescimento de 9,5%, com 352,7 mil unidades.

A Toyota possui 22% de market share e lidera o ranking de vendas com 73,4 mil veículos. Em segundo lugar aparece a Fiat com 13,8% de participação e 46 mil vendas, seguida pela Volkswagen com 12,4% de share e 41,4 mil unidades.

No ranking por modelos o Fiat Cronos é o líder com 39,4 mil emplacamentos. O segundo lugar é do Peugeot 208 com 30,7 mil e na terceira posição ficou a Toyota Hilux com 23,5 mil unidades. Os três modelos são produzidos na Argentina.