São Paulo – A Scania anunciou a venda de 382 ônibus para o Grupo JCA, a maior realizada pela montadora em 2025. A negociação foi fechada em torno de R$ 674 milhões e faz parte de um investimento de R$ 1,4 bilhão que o grupo promove até 2026 para renovar a frota de suas três operadoras de transporte, Cometa, 1001 e Catarinense.
A maior parte dos veículos será entregue até o primeiro trimestre de 2026, todos encarroçados pela Marcopolo. No ano que vem a empresa pretende comprar mais 250 ônibus Scania, porém, com um novo investimento, uma vez que a diferença aporte de R$ 1,4 bilhão já foi investida em compras anteriores, totalizando 650 veículos novos.
Os chassis que serão encarroçados pela Marcopolo são dos modelos K450 e K320, ambos rodoviários, que usarão a linha de carrocerias G8, a mais atual da empresa. Dos 382 ônibus, 153 são Double Decker e representam 40% do volume comprado pelo Grupo JCA.
Quando receber todos os ônibus novos da Scania, o Grupo JCA chegará a 1,1 mil unidades equipadas com motor Euro 6 em sua frota e fará um movimento importante: venderá no mercado de seminovos todos os modelos Euro 3 que ainda são usados, dando um salto importante na redução de emissões geradas pelas suas operações de transporte de passageiros.
Os veículos Euro 6 que já fazem parte da frota do grupo e os que serão entregues percorrerão 176 milhões de quilômetros pelas estradas brasileiras nos próximos cinco anos, deixando de emitir 72,8 mil toneladas de CO2:
“Este investimento reforça nosso compromisso com segurança, conforto e inovação e também faz parte de uma estratégia de melhoria da experiência dos nossos clientes, que inclui além disso investimentos em digitalização, inteligência artificial e um atendimento cada vez mais simplificado e humanizado”, disse o CEO do Grupo JCA, Gustavo Rodrigues.
Itu, SP – O GWM Haval H6, que ainda não é, mas será nacional, incorporou diversas atualizações estéticas e de tecnologia presentes na geração recém-apresentada no Salão de Xangai, em abril, passando a adotar um novo visual na dianteira, melhorias importantes na interação dos ocupantes com os sistemas de infoentretenimento, motorização térmica atualizada e uma calibração específica de todos os conjuntos mecânicos para o usuário brasileiro.
O resultado é um SUVs que evoluiu, sem perder sua identidade e os pontos fortes que já fazem de algumas de suas versões as mais vendidas no mercado nacional. O H6 2026, ainda fabricado na China até o fim do ano com todas essas especificações para o Brasil, tem tudo para continuar a ganhar mercado, pois o posicionamento e os preços seguem competitivos.
“De 2022 até hoje as marcas tradicionais não fizeram nada sobre eletrificação com híbridos como os produtos da GWM. A concorrência não mudou nada, não se atualizou desde que chegamos com essa proposta de eletrificação que não é marketing nem com interesses para adquirir vantagem fiscal”, afirmou André Leite, diretor de marca e produtos.
Por isto o portfólio do novo Haval H6 tem por objetivo ser opção a produtos como o Jeep Compass, Volkswagen Taos e Toyota Corolla Cross em sua versão de entrada com tecnologia híbrido fechada, brigar com concorrentes como o BYD Song Plus e Premium, além de Toyota RAV 4, nas versões PHEV, e disputar até segmento de alta gama premium com os Lexus UX 300h, BMW X1 e Audi Q3 com sua versão esportiva, a GT.
Considerando as atualizações que veremos a seguir os preços do H6 tiveram poucas alterações, sobretudo nas versões mais vendidas. Por isto seguem com boa relação de custo de aquisição e de manutenção sobre toda a tecnologia oferecida, além das atualizações estéticas, enquanto a concorrência, de fato, pouco fez a respeito.
“Perseguimos maiores volumes e clientes de Volkswagen, Toyota e Jeep”, disse André Leite justificando o aumento de R$ 3 mil nas versões HEV2 e PHEV19. As outras duas opções do H6 tiveram seus preços mantidos.
Haval H6 2026
A maior mudança do H6 está na dianteira, com o novo desenho da enorme grade e os conjuntos óticos. É uma estratégia de marketing chamar essa alteração estética de galática, por causa das 87 peças que formam a grade dianteira. Mas é possível dizer que essa nova grade segue um padrão de design que os chineses vêm perseguindo e que, realmente é bem interessante, pois preenche toda a dianteira ao mesmo tempo em que envolve o novo conjunto ótico e destaca a luz diurna, posicionadas na vertical.
Ao contrário do H6 para o mercado chinês, a versão nacional não adotou as lanternas separadas em formato de bumerang na traseira. Segundo Rodrigo Leite, head de design, essa é uma das vantagens da operação brasileira: identificar as preferências do consumidor local e demonstrar para a matriz a importância para o sucesso do produto.
“As lanternas conectadas na traseira formam um dos elementos mais reconhecidos da identidade visual do H6. Mostramos isso para os responsáveis pelo design na China que concordaram em manter na versão 2026 para o Brasil”.
O logotipo GWM na tampa do porta-malas será preto no novo H6 em vez de cromado.A versão topo de linha, H6 GT, não muda seu visual. Recebe somente as alterações no interior.
Por dentro há uma série de novidades que aparentemente podem não refletir uma mudança mais radical. Descrevendo em uma palavra, o interior do Haval H6 está muito mais intuitivo.
Visualmente o volante tem novo desenho, minimalista, mais encorpado e com a base achatada. Há agora apenas dois comandos giratórios que controlam diversas funções, uma das novidades desse conceito mais intuitivo. No console central o carregador de smartphone por indução ficou mais potente, passando de 15W para 50W, e foi posicionado mais próximo do motorista.
A central multimídia passou de 12,3 polegadas para 14,6 com resolução full HD, e respostas mais rápidas e sensíveis ao toque. Agora, uma barra fixa de menu permite configuração de acordo com as preferências do motorista.
Importante novidade para tornar o uso de todas as funções mais intuitiva é a plataforma digital Coffee OS 3, um sistema operacional inteligente desenvolvido pela própria GWM. Segundo a autotech a interação digital é mais rápida porque os menus foram reorganizados. A experiência é mais intuitiva pois reduziram o número de toques necessários para comandos cotidianos, tornando o uso do veículo mais direto e natural.
Muitos desses itens, como o cluster do motorista de 10,25 polegadas e o head up display de 9 polegadas, assim como o próprio sistema operacional Coffee OS3, vieram dos veículos da marca Wey, a divisão mais luxuosa da GWM. Claro, todos passaram por atualizações específicas para o público brasileiro. Por exemplo, os comandos por voz. São mais de trezentas palavras e entendimento individualizado, considerando a posição da pessoa que conversa com o sistema. Se alguém que está no banco de trás e pede para abrir a janela o sistema reconhece se o comando vem de voz atrás do banco do motorista ou do passageiro da frente.
A principal mudança no trem de força é a adoção, também extraída de produtos da Wey, da última geração do motor térmico 1.5 litro de 150 cv e torque de 240 Nm.
Nas versões PHEV35 e GT a tração é integral com dois motores elétricos, sistema híbrido conhecido como Hi4. Esse conjunto trabalha associado a uma bateria de 35 kWh, resultando em uma potência combinada de 393 cv e torque total de 772 Nm, 10 Nm a mais que a versão anterior, segundo a GWM. A autonomia no modo elétrico é de 170 km pelo padrão WLTP e 119 km no padrão Inmetro.
Na versão plug-in PHEV19, não há motor elétrico traseiro, e a bateria de 19 kWh, em conjunto com o motor 1.5, produz 326 cv de potência combinada e 540 Nm de torque, novamente 10 Nm a mais que na versão anterior. A autonomia no modo elétrico é de 115 km segundo o padrão WLTP e 73 km conforme o padrão Inmetro.
Na versão autorrecarregável HEV2, a bateria de 1,6 kWh e o powertrain 1.5 produzem 243 cv de potência combinada e 540 Nm de torque.
Todos os Haval H6, tanto os feitos na China e que estarão disponíveis para pronta entrega a partir de terça-feira, 18, quanto os modelos que já estão sendo montados no Brasil mas só estarão nas revendas em 2026, receberam uma revisão completa na suspensão, com amortecedores recalibrados, resultando em melhor conforto e absorção de irregularidades, segundo a autotech. Foram adotados batentes mecânicos nesse conjunto, para a redução de impactos secos, especialmente em lombadas e valetas. Essas melhorias foram realizadas sem comprometer a estabilidade, mantendo o veículo firme em velocidades mais altas.
2026
Ainda é cedo para dizer qual será o desempenho de mercado da GWM no ano que vem. É certo, porém, que o Haval H6 seguirá como seu campeão de vendas. E a expectativa é que a liderança dentre os híbridos plug-in com a versão PHEV19 seja mantida.
Recentemente houve a chegada ao mercado nacional do primeiro modelo da marca Wey, o 07, um SUV de seis lugares luxuoso e com bastante tecnologia. E as novidades não param por aí. Segundo Ricardo Bastos em 2026 além do primeiro ano completo dos três produtos montados no Brasil a GWM terá “doze novidade dentre versões especiais dos produtos que já estão no portfólio e novos veículos”.
Espera-se que a partir daí o slogan de boas-vindas ao amanhã faça ainda mais sentido para esta novata chinesa no País.
Itu, SP – Em agosto, quando inaugurou sua fábrica em Iracemápolis, SP, a expectativa da GWM era de que em algum momento do quarto trimestre de 2025 os três modelos de veículos montados lá em regime peça a peça chegariam à rede, abastecida até então com os mesmos modelos importados da China. Esta programação não se confirmou e a novata nacional adiou para o início de 2026 a venda de seus modelos nacionais.
O diretor de assuntos institucionais, Ricardo Bastos, disse ser um bom problema: “Ainda em aceleração de produção não conseguiríamos atender a demanda do mercado, então decidimos importar mais um lote para não perder estes negócios enquanto aumentamos o ritmo da fábrica”.
Desde julho o volume de negócios da GWM vem crescendo. De 3,9 mil unidades vendidas em julho passou para mais de 4 mil em setembro, chegando a 5,3 mil unidades em outubro. Segundo Bastos tende a ser ainda maior nos próximos dois meses: “Só o Haval H6 representa mais de 3 mil unidades, e com a chegada da nova versão a expectativa é muito positiva”.
Haval H6 2026
Desta forma a empresa importou um lote maior do seu campeão de vendas para atender aos pedidos. Trata-se do Haval 2026, a versão atualizada, que foi produzida na China com todas as especificações para o mercado brasileiro.
Este planejamento demonstra algo novo para a indústria tradicional, que é a agilidade de empresas com origem na China. O Haval H6 brasileiro difere bastante da versão comercializada lá. A traseira é completamente outra: no Brasil manteve as lanternas conectadas, como na versão atual, enquanto para outros mercados são dois conjuntos separados em formato de bumerangue.
Além disto, tanto o ajuste de suspensão como a configuração dos softwares de controle do motor considerando o combustível nacional e todo o complexo sistema de infoentretenimento em português, são incorporados na linha de montagem da China. De acordo com Rodrigo Leite, chefe do design no Brasil, “os carros chegam aqui e estão prontos para serem distribuídos no Brasil”.
Fábrica em transição
Esta agilidade e a boa comunicação da operação brasileira com a matriz chinesa permitem que os na produção nacional possam seguir um ritmo mais lento. Por exemplo: neste momento foi validado todo o procedimento de produção da linha de produção do Haval H6. De acordo com Bastos nos últimos meses o ritmo de produção tem aumentado dia a dia e está em formação estoque para atender a esperada crescente demanda pelos SUVs já na versão 2026.
Além disto as linhas da picape Poer P30 e do SUV de sete lugares H9 passam neste momento pelo processo de validação final para que o ramp up, ou aceleração da produção, também possa formar estoque para o início do ano. Assim como o Haval H6 estes dois modelos, já disponíveis nas revendas, foram produzidos na China com a configuração para o Brasil.
“Temos uma fábrica com capacidade limitada a 50 mil unidades. Este ano estamos numa crescente no mercado que pode nos levar próximos a 42 mil unidades. E em 2026 teremos um ano completo dos três modelos nacionais. Então, todos estes procedimentos visam a garantir um desempenho ainda melhor para nossa operação.”
Outra novidade para a produção no Interior de São Paulo é que foram incorporados novos fornecedores nacionais. Agora, além dos dezoito já conhecidos, a saber, Basf, Bluar, Bosch, Chemetall, Chemours, Clarios, Continental, Dupont, Eftec, Goodyear, L&L, PPG, Petronas, Saint Gobain, Sika, Toro, Total e Unipac, outras duas empresas passam a fazer parte da produção nacional da GWM. Mas por questões estratégicas e de concorrência com outros fabricantes desta vez a empresa optou por ainda não divulgar quem são.
São Paulo – Sete em cada dez empresas de transporte já sofreram perdas financeiras decorrentes de eventos climáticos nos últimos cinco anos. E um quarto delas ultrapassou o valor de R$ 1 milhão em prejuízos, sendo que 9,9% reportaram danos superiores a R$ 5 milhões. Foi o que apontou a Sondagem CNT de Resiliência Climática do Setor de Transporte, realizada pela Confederação Nacional do Transporte.
De acordo com o estudo 74,6% das transportadoras sofreram impactos operacionais, incluindo interrupções no fluxo de transporte, mudança de rotas, falta de insumos, e, em alguns casos, até a necessidade de demissão de funcionários.
Das empresas que sofreram algum dano operacional 72,2% tiveram de paralisar as atividades – 9% ficaram paradas por um mês ou mais, o que compromete gravemente a sustentabilidade financeira.
O levantamento ouviu 317 empresários de diferentes modos de transporte de 18 de junho a 20 de julho, de todas as regiões do País. A publicação demonstra que o conceito de resiliência climática no transporte se traduz, principalmente, na capacidade da infraestrutura de resistir, adaptar-se e recuperar-se diante de enchentes, secas, deslizamentos, vendavais, ondas de calor e outros eventos adversos, que tem se tornado cada vez mais frequentes.
Segundo a CNT, portanto, o transporte é duplamente vulnerável às mudanças do clima: ao sofrer não só com deteriorações mais rápidas da infraestrutura física e interrupções de fluxo mas, também, com o aumento dos custos operacionais e logísticos por parte das empresas para manter suas atividades e mitigar os efeitos destes eventos climáticos na operação.
Ocorrências em 2024
Ao longo do ano passado o Brasil registrou 170 bloqueios em 79 rodovias da Região Sul, enfrentou secas severas em mais de 1,3 mil municípios do País, incêndios florestais no Centro-Oeste, mais de 250 mil estabelecimentos ficaram sem energia na região Sudeste em função de tempestades e, na Região Norte, estiagem histórica nos rios Negro e Solimões isolou comunidades na Amazônia e comprometeu o abastecimento regional.
“O estudo reforça que as mudanças climáticas já fazem parte da realidade do transporte brasileiro”, disse Fernanda Rezende, diretora executiva da CNT. “Por isto é preciso investir, com urgência, em infraestrutura resiliente, planejamento estratégico e capacidade de resposta rápida, para que o setor continue operando com segurança e eficiência, mesmo diante de eventos climáticos extremos.”
Percalços por modal
No modal rodoviário, que representa 84,5% das empresas ouvidas, as temperaturas elevadas provocam trincas e deformações no asfalto, enquanto que chuvas intensas e enchentes comprometem pontes, túneis e rodovias. As enchentes no Rio Grande do Sul em 2024, por exemplo, destruíram trechos de rodovias e a CNT estimou que seriam necessários investimentos de R$ 18,9 bilhões para recuperação da malha rodoviária.
No ferroviário os impactos mais conhecidos são deslizamentos, erosões e flambagem, ou empenamento, de trilhos causados pelo calor extremo, comprometendo sua estabilidade. Em chuvas intensas o lastro pode sofrer aterramento com material carreado de deslizamentos, aumentando o risco de descarrilamento.
Outra consequência é o superaquecimento de equipamentos elétricos por causa das ondas de calor, que reduzem a eficiência energética, podendo causar falhas ou alterações na rede de alimentação.
No aquaviário a estiagem na Amazônia reduziu drasticamente os níveis de água nos rios. As vias economicamente navegáveis perdem a sua capacidade de deslocamento, afetando a movimentação das embarcações. Isso gerou impacto negativo na Região Norte, que depende altamente do transporte fluvial para o transporte de mercadorias e de passageiros.
No modo aéreo tempestades e ciclones aumentam a incidência de descargas elétricas e turbulências, gerando atrasos e cancelamentos de voos. Chuvas e neblina exigem maior distanciamento de uma aeronave para outra e impactam a regularidade das operações.
Operação fica mais onerosa
A CNT ressaltou que os efeitos das mudanças climáticas elevam os custos de operação. Das companhias com prejuízos financeiros 63,4% reportaram despesas adicionais com reparos e manutenção de ativos e 47,9% com armazenamento comprometido, atrasos logísticos e perda de prazos.
Para agravar ainda mais a situação das empresas que tiveram de recorrer a medidas financeiras 76,9% precisaram utilizar recursos próprios para lidar com os prejuízos e apenas 7,7% receberam algum tipo de auxílio governamental, evidenciando a urgência de fortalecer políticas de apoio emergencial em situações de crise decorrentes de eventos climáticos extremos.
São Paulo – A Clarios, dona das baterias Heliar, anunciou a aquisição da Maxwell Technologies, fabricante de células e módulos de supercapacitores usados em aplicações de mobilidade, redes elétricas e energia local, incluindo data centers.
Segundo a Clarios a movimentação, classificada como estratégica, fortalece sua posição em soluções de armazenamento de energia de alto desempenho e curta duração. Diferentemente das baterias convencionais os supercapacitores carregam e liberam energia quase que instantaneamente, sendo ideais para armazenar energia excedente e sustentar sistemas durante picos repentinos de demanda.
Embora os termos do acordo ainda não tenham sido divulgados a Clarios operará a Maxwell Technologies como uma unidade de negócios independente sediada nos Estados Unidos.
São Paulo – Em pouco mais de três anos no Brasil a BYD alcançou a marca de 100 mil veículos elétricos emplacados. O número supera em mais de sete vezes a segunda colocada no ranking de veículos a bateria, segundo a empresa, além de ser quase o triploda soma dos veículos comercializados no mesmo período pelos concorrentes até a décima posição da lista, segundo dados da Fenabrave.
Para a empresa um dos acertos foi a chegada dos modelos de entrada BYD Dolphin e BYD Dolphin Mini, que abriram as portas da mobilidade elétrica para novos públicos em todo o país. Não à toa o pódio dos mais vendidos da marca é dominado por eles: o mais comercializado foi o Dolphin Mini, com 48,3 mil unidades, seguido do Dolphin GS, com 26,9 mil, e do Dolphin Plus, com 7,4 mil.
O quarto lugar dos 100% elétricos da marca foi do Seal, com 7,1 mil unidades. O Yuan Plus, com 4,9 mil, foi o quinto.
A empresa, que recentemente inaugurou fábrica em Camaçari, BA, para inicialmente realizar a montagem de veículos em SKD, já conta com duzentas concessionárias em todos os estados, número que subirá para 250 dentro nos próximos meses
São Paulo – A Komatsu, fabricante de equipamentos para mineração, construção e para uso florestal, prevê a inauguração de sua nova sede em Contagem, MG, para o segundo semestre de 2026. O objetivo da empresa é preparar-se para atender à expansão prevista do setor de mineração nos próximos anos.
O espaço, composto por três prédios principais, substituirá as operações hoje localizadas em Belo Horizonte e Lagoa Santa, MG: o administrativo, já em construção, o almoxarifado, com início de obras previsto para ainda este ano, e o prédio fabril, que abrigará o Centro de Recondicionamento de Componentes.
Com mais de 50 mil m² de área total o novo endereço reunirá cerca de 750 trabalhadores. Para tanto foi anunciada em 2024 a injeção de R$ 168 milhões. Durante a fase de construção a empresa estima a geração de até 350 vagas temporárias.
Também estão sendo aportados outros R$ 42 milhões para a ampliação do Centro de Remanufatura, o que inclui a duplicação do galpão de workshop para cerca de 10 mil m² e a incorporação da remanufatura de motores e transmissões, atualmente realizada na fábrica da Komatsu em Suzano, SP.
A ideia é permitir a reforma de componentes de tratores de esteira, escavadeiras hidráulicas e outros equipamentos fabricados no Japão, aproximando a operação dos clientes, reduzindo custos logísticos e facilitando visitas técnicas e reuniões presenciais.
São Paulo – O lucro líquido da Localiza&Co avançou no terceiro trimestre 7,3% na comparação com o mesmo período do ano anterior, totalizando R$ 871 milhões. A receita líquida, R$ 10,7 bilhões, cresceu 11% de julho a setembro com relação a igual período de 2024.
As divisões de negócios de aluguel de carros e gestão de frotas também aumentaram seus faturamentos líquidos, respectivamente, 6,2% para R$ 2,6 bilhões e 6% para R$ 2,2 bilhões.
O EBITDA ajustado consolidado, de R$ 3,5 bilhões, apresentou alta de 6,8%. No EBIT o crescimento foi de 11,2%, para R$ 2,3 bilhões. O ROIC anualizado do terceiro trimestre alcançou 15,4%, com spread de 5,3 pontos porcentuais, em linha com o objetivo da companhia de recomposição dos níveis de retorno.
Segundo o CFO da Localiza&Co, Rodrigo Tavares, os resultados do período, quando ajustados aos efeitos da redução do IPI, demonstram o progresso consistente: “Seguimos implementando nossa estratégia com disciplina e foco na transformação contínua”.
A venda de carros seminovos registrou receita líquida de R$ 5,8 bilhões, 14,6% acima do período de julho a setembro do ano passado. A rede soma 247 lojas em 132 cidades e o foco, a partir de agora, estará na gestão de produtividade, com o objetivo de avançar no processo de escalada diminuir a idade média da frota da divisão de aluguel de carros.
São Paulo – O BNDES, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, voltou a ocupar posição central no financiamento da indústria automotiva brasileira, consolidando desde 2023 volume de recursos que supera R$ 10 bilhões – mais do que o dobro dos três anos anteriores. Todo o planejamento do banco para o setor foi apresentado por Bruno Plattek de Araújo, seu gerente do Departamento de Indústrias Intensivas em Tecnologia e Conectividade, durante o Congresso AutoData Perspectivas e Tendências 2026.
Os investimentos estão fortemente alinhados com a política de neoindustrialização do governo federal, que coloca o setor automotivo como fundação estratégica do desenvolvimento industrial do País. Do valor total aprovado pelo menos R$ 2 bilhões estão destinados especificamente a projetos de hibridização, desenvolvimento de novos veículos e máquinas agrícolas movidas a etanol.
“Estamos muito em contato com as empresas. Além da Volkswagen outras estão fazendo financiamento pelo Programa Mais Inovação para desenvolvimento de tecnologias híbridas, ligadas à descarbonização.”
O Programa Mais Inovação emerge como um dos principais instrumentos do banco para o setor. Além do apoio direto às montadoras o programa oferece R$ 10 bilhões para a linha Bem de Capital 4.0, dedicada à modernização do processo produtivo por meio da aquisição de máquinas e equipamentos.
A taxa oferecida é a TR, Taxa Referencial, significativamente mais competitiva do que as linhas tradicionais de mercado. “Importante dizer que isto não é crédito direto apenas. Ele está rodando mais no indireto do que no direto”, destacou Araújo, referindo-se ao acesso via agentes financeiros, fundamental para micro, pequenas e médias empresas da cadeia de autopeças.
Linhas de crédito
Outro destaque é o Fundo Clima, que saltou de uma operação de R$ 300 milhões a R$ 400 milhões para uma escala de R$ 10 bilhões em 2024, com projeção de dobrar em 2025. O fundo, lastreado em captação externa do Tesouro Nacional, tornou-se veículo essencial para financiar projetos relacionados à descarbonização. O banco também registra carteira recorde no apoio a ônibus elétricos e sistemas de mobilidade urbana em municípios brasileiros.
Bruno Plattek de Araújo. Fotos: Bruna Nishihata.
No campo da pesquisa e desenvolvimento o BNDES lançou chamada para centros de P&D que recebeu mais de R$ 1 bilhão em propostas do setor automotivo. Paralelamente o banco mantém ativo o FNDIT, Fundo Nacional de Desenvolvimento Industrial e Tecnológico, vinculado ao Programa Mover, que gerencia cerca de R$ 600 milhões anuais para projetos de P&D automotivo com recursos não reembolsáveis.
“Isto não é crédito: isto é recurso não reembolsável.”
O BNDES coordena especificamente o Programa Prioritário de Descarbonização da Mobilidade e Logística, com carteira superior a R$ 100 milhões em projetos atualmente em análise.
Acelerar a descarbonização
A entrada de montadoras com origem na China e o possível Acordo Mercosul-União Europeia são movimentos que podem acelerar os planos de descarbonização das montadoras aqui já estabelecidas e demandam qualificação da cadeia produtiva local. O banco mantém regras de conteúdo local para veículos pesados, incluindo normas específicas para eletrificação e hibridização, constantemente revisadas para direcionar demanda à cadeia nacional.
O financiamento de veículos pesados, historicamente uma fortaleza do BNDES, chegou a responder por 70% das vendas de caminhões e ônibus no País. O custo elevado do Finame tradicional, baseado na TLP, afetado pela Selic e perspectivas inflacionárias, limita atualmente essa atuação: “Hoje não se tem uma discussão concreta para a revisão da TLP”.
Como alternativa, o banco oferece o Fundo Clima e a recém-lançada LCD, com isenção de imposto de renda e custo abaixo da TLP.
O banco também estruturou o programa Brasil Mais Soberano, voltado a exportadores impactados por tarifas, com mais de trinta operações em andamento só no departamento de Araújo. Há ainda retomada significativa do financiamento pré-embarque para exportação de veículos pesados.
O BNDES também possui linhas de crédito para a produção de componentes para veículos elétricos, especialmente baterias. O desafio, segundo ele, está em “fechar o gap de investimento para conseguir adensar um pouco a parte de cadeia de eletrificação no Brasil”. O banco lançou chamada específica para minerais estratégicos, incluindo terras raras, tema que Araújo classifica como “bem quente” do ponto de vista de investimento.
“Aprendemos com os principais industriais, com o Sindipeças e com a Anfavea que o futuro, aqui, passa pelo uso da bioeletrificação. Ele é elétrico, mas ele também é biocombustível”, concluiu o executivo, deixando claro o direcionamento estratégico do banco para os próximos anos.
São Paulo – O presidente e diretor geral da General Motors América do Sul, Santiago Chamorro, decidiu deixar a companhia para buscar uma nova oportunidade profissional, de acordo com comunicado divulgado na segunda-feira, 17. Ele permanece até 31 de janeiro de 2026 e terá seu sucessor anunciado em breve.
O colombiano está há três décadas na GM e ocupa o posto de liderança na região desde 2021, quando sucedeu a Carlos Zarlenga. Foi também presidente da GM do Brasil, da Colmotores, na Colômbia, e passou por outros cargos na região e na matriz, em Michigan.
“Tenho grande satisfação por ter assegurado o apoio corporativo necessário para anunciar novos investimentos, introduzir veículos com tecnologias avançadas, como híbridos e elétricos, firmar acordos trabalhistas estratégicos para ampliar a eficiência, fortalecer a liderança da GM em conectividade com o OnStar e defender a reindustrialização no Brasil e na Argentina.”