Estética global com ajuste exclusivo para o Brasil, mais tecnologia intuitiva e preços competitivos são os atributos desse SUV ainda fabricado na China
Itu, SP – O GWM Haval H6, que ainda não é, mas será nacional, incorporou diversas atualizações estéticas e de tecnologia presentes na geração recém-apresentada no Salão de Xangai, em abril, passando a adotar um novo visual na dianteira, melhorias importantes na interação dos ocupantes com os sistemas de infoentretenimento, motorização térmica atualizada e uma calibração específica de todos os conjuntos mecânicos para o usuário brasileiro.
O resultado é um SUVs que evoluiu, sem perder sua identidade e os pontos fortes que já fazem de algumas de suas versões as mais vendidas no mercado nacional. O H6 2026, ainda fabricado na China até o fim do ano com todas essas especificações para o Brasil, tem tudo para continuar a ganhar mercado, pois o posicionamento e os preços seguem competitivos.
“De 2022 até hoje as marcas tradicionais não fizeram nada sobre eletrificação com híbridos como os produtos da GWM. A concorrência não mudou nada, não se atualizou desde que chegamos com essa proposta de eletrificação que não é marketing nem com interesses para adquirir vantagem fiscal”, afirmou André Leite, diretor de marca e produtos.
Por isto o portfólio do novo Haval H6 tem por objetivo ser opção a produtos como o Jeep Compass, Volkswagen Taos e Toyota Corolla Cross em sua versão de entrada com tecnologia híbrido fechada, brigar com concorrentes como o BYD Song Plus e Premium, além de Toyota RAV 4, nas versões PHEV, e disputar até segmento de alta gama premium com os Lexus UX 300h, BMW X1 e Audi Q3 com sua versão esportiva, a GT.
Considerando as atualizações que veremos a seguir os preços do H6 tiveram poucas alterações, sobretudo nas versões mais vendidas. Por isto seguem com boa relação de custo de aquisição e de manutenção sobre toda a tecnologia oferecida, além das atualizações estéticas, enquanto a concorrência, de fato, pouco fez a respeito.
“Perseguimos maiores volumes e clientes de Volkswagen, Toyota e Jeep”, disse André Leite justificando o aumento de R$ 3 mil nas versões HEV2 e PHEV19. As outras duas opções do H6 tiveram seus preços mantidos.
Haval H6 2026
A maior mudança do H6 está na dianteira, com o novo desenho da enorme grade e os conjuntos óticos. É uma estratégia de marketing chamar essa alteração estética de galática, por causa das 87 peças que formam a grade dianteira. Mas é possível dizer que essa nova grade segue um padrão de design que os chineses vêm perseguindo e que, realmente é bem interessante, pois preenche toda a dianteira ao mesmo tempo em que envolve o novo conjunto ótico e destaca a luz diurna, posicionadas na vertical.
Ao contrário do H6 para o mercado chinês, a versão nacional não adotou as lanternas separadas em formato de bumerang na traseira. Segundo Rodrigo Leite, head de design, essa é uma das vantagens da operação brasileira: identificar as preferências do consumidor local e demonstrar para a matriz a importância para o sucesso do produto.
“As lanternas conectadas na traseira formam um dos elementos mais reconhecidos da identidade visual do H6. Mostramos isso para os responsáveis pelo design na China que concordaram em manter na versão 2026 para o Brasil”.
O logotipo GWM na tampa do porta-malas será preto no novo H6 em vez de cromado.A versão topo de linha, H6 GT, não muda seu visual. Recebe somente as alterações no interior.
Por dentro há uma série de novidades que aparentemente podem não refletir uma mudança mais radical. Descrevendo em uma palavra, o interior do Haval H6 está muito mais intuitivo.
Visualmente o volante tem novo desenho, minimalista, mais encorpado e com a base achatada. Há agora apenas dois comandos giratórios que controlam diversas funções, uma das novidades desse conceito mais intuitivo. No console central o carregador de smartphone por indução ficou mais potente, passando de 15W para 50W, e foi posicionado mais próximo do motorista.
A central multimídia passou de 12,3 polegadas para 14,6 com resolução full HD, e respostas mais rápidas e sensíveis ao toque. Agora, uma barra fixa de menu permite configuração de acordo com as preferências do motorista.
Importante novidade para tornar o uso de todas as funções mais intuitiva é a plataforma digital Coffee OS 3, um sistema operacional inteligente desenvolvido pela própria GWM. Segundo a autotech a interação digital é mais rápida porque os menus foram reorganizados. A experiência é mais intuitiva pois reduziram o número de toques necessários para comandos cotidianos, tornando o uso do veículo mais direto e natural.
Muitos desses itens, como o cluster do motorista de 10,25 polegadas e o head up display de 9 polegadas, assim como o próprio sistema operacional Coffee OS3, vieram dos veículos da marca Wey, a divisão mais luxuosa da GWM. Claro, todos passaram por atualizações específicas para o público brasileiro. Por exemplo, os comandos por voz. São mais de trezentas palavras e entendimento individualizado, considerando a posição da pessoa que conversa com o sistema. Se alguém que está no banco de trás e pede para abrir a janela o sistema reconhece se o comando vem de voz atrás do banco do motorista ou do passageiro da frente.
A principal mudança no trem de força é a adoção, também extraída de produtos da Wey, da última geração do motor térmico 1.5 litro de 150 cv e torque de 240 Nm.
Nas versões PHEV35 e GT a tração é integral com dois motores elétricos, sistema híbrido conhecido como Hi4. Esse conjunto trabalha associado a uma bateria de 35 kWh, resultando em uma potência combinada de 393 cv e torque total de 772 Nm, 10 Nm a mais que a versão anterior, segundo a GWM. A autonomia no modo elétrico é de 170 km pelo padrão WLTP e 119 km no padrão Inmetro.
Na versão plug-in PHEV19, não há motor elétrico traseiro, e a bateria de 19 kWh, em conjunto com o motor 1.5, produz 326 cv de potência combinada e 540 Nm de torque, novamente 10 Nm a mais que na versão anterior. A autonomia no modo elétrico é de 115 km segundo o padrão WLTP e 73 km conforme o padrão Inmetro.
Na versão autorrecarregável HEV2, a bateria de 1,6 kWh e o powertrain 1.5 produzem 243 cv de potência combinada e 540 Nm de torque.
Todos os Haval H6, tanto os feitos na China e que estarão disponíveis para pronta entrega a partir de terça-feira, 18, quanto os modelos que já estão sendo montados no Brasil mas só estarão nas revendas em 2026, receberam uma revisão completa na suspensão, com amortecedores recalibrados, resultando em melhor conforto e absorção de irregularidades, segundo a autotech. Foram adotados batentes mecânicos nesse conjunto, para a redução de impactos secos, especialmente em lombadas e valetas. Essas melhorias foram realizadas sem comprometer a estabilidade, mantendo o veículo firme em velocidades mais altas.
2026
Ainda é cedo para dizer qual será o desempenho de mercado da GWM no ano que vem. É certo, porém, que o Haval H6 seguirá como seu campeão de vendas. E a expectativa é que a liderança dentre os híbridos plug-in com a versão PHEV19 seja mantida.
Recentemente houve a chegada ao mercado nacional do primeiro modelo da marca Wey, o 07, um SUV de seis lugares luxuoso e com bastante tecnologia. E as novidades não param por aí. Segundo Ricardo Bastos em 2026 além do primeiro ano completo dos três produtos montados no Brasil a GWM terá “doze novidade dentre versões especiais dos produtos que já estão no portfólio e novos veículos”.
Espera-se que a partir daí o slogan de boas-vindas ao amanhã faça ainda mais sentido para esta novata chinesa no País.