São Paulo – Mais de 200 mil unidades separam as revisadas projeções da Anfavea para mercado interno e para a produção em 2026. Caso se realize, embora as vendas voltem a superar as 3 milhões de unidades, será a maior diferença encontrada nos últimos anos a favor dos emplacamentos.
Em 2024 o saldo foi de 84 mil unidades a mais para as vendas. Ano passado pouco mais de 45 mil. Em 2023 foi a última vez em que a produção superou o mercado doméstico, em pouco mais de 15 mil veículos.
Segundo divulgou a entidade na terça-feira, 7, as expectativas agora são de aumento de 12,1% nas vendas, para 3 milhões 14 mil unidades. Em janeiro a expectativa era bem mais modesta: alta de 2,7%, somando 2 milhões 762 mil.
A produção também teve revisão para cima: 5,8% de avanço, mas somando 2 milhões 798 mil veículos. A projeção de janeiro chegou a 2 milhões 741 mil unidades, 3,7% de crescimento.

“Existe um descolamento cada vez maior”, disse Igor Calvet, presidente da Anfavea. “Muitos importados estão chegando e não estamos conseguindo crescer as exportações. Talvez, se a Argentina estivesse com melhor desempenho, a diferença poderia ser menor.”
As exportações também foram revisadas. Se em janeiro a previsão era de 536 mil unidades, 1,3% acima de 2025, agora a expectativa passou a ser de queda de 12,8%, para 462 mil.
Segundo Calvet é a demanda por veículos eletrificados que sustentam o crescimento do mercado. O problema é que, atualmente, a maior parte dos modelos com essa tecnologia ainda são importados.
Comportamentos diferentes
O desempenho positivo é puxado pelo segmento de veículos leves. Com projeção de 13% de aumento nas vendas e 6,5% na produção, faz com que o total seja positivo, pois nos pesados a expectativa é a de recuo de 6% na produção e nas vendas.
Os recursos direcionados para o Move Brasil ajudaram a estancar a queda, disse Calvet. Mas os novos números são mais pessimistas do que aqueles divulgados como projeção em janeiro: 0,5% de queda nas vendas e 1,4% de alta na produção.







