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Maioria dos eletrificados vendidos no Brasil ainda é importada

Híbridos e elétricos têm participação recorde nas vendas em junho, com 20,9% do total emplacado

São Paulo – Dobrou o volume de emplacamentos de veículos híbridos e elétricos no primeiro semestre, comparado com o mesmo período do ano passado. Segundo a Anfavea foram 245 mil unidades vendidas de janeiro a junho, 114,8% acima dos 114 mil registrados nos seis primeiros meses de 2025.

Mas a maior ainda é importada: 146 mil até junho. Quantidade que supera em 70,6% os 85 mil eletrificados fabricados em outros países que ingressaram no Brasil nos seis meses iniciais de 2025.

Do restante 45 mil foram produzidos localmente, alta de 57% frente aos 29 mil do primeiro semestre do ano passado, e 54 mil montados aqui em kits CKD, desmontados, ou SKD, semi desmontados, totalizando 99 mil unidades. Como no mesmo período do ano passado ainda não havia a montagem CKD e SKD de eletrificados não há base de comparação.

No entanto o presidente executivo da Anfavea, Igor Calvet, chamou atenção ao volume:

“Quando analisamos o emplacamento de eletrificados, tanto importados quanto nacionais cresceram. E, com este recorte, buscamos mostrar a expansão da modalidade de produção em CKD e SKD dentro dos nacionais”.

Risco de corte de 70% dos empregos com produção em CKD e SKD

Calvet acrescentou que a a ressalva não se dá por oposição da entidade à transformação na forma de propulsão mas pelo reflexo na cadeia, mais especificamente na geração de empregos.

“Não significa que a mudança tecnológica não virá. A maior preocupação refere-se ao sistema produtivo, e a luta da Anfavea é para que estes carros sejam fabricados no Brasil”, assinalou o dirigente.

Para ele, se houver incentivo para esta modalidade, as empresas optarão cada vez mais por produzir a partir de kits CKD e SKD. Calvet se referiu às cotas aprovadas pela Camex, isentas de imposto, por mais seis meses, algo que a Anfavea lutou contra mas desistiu de judicializar.

Sobre o impacto no emprego o presidente da Anfavea assinalou que, se para fabricar um veículo completo no Brasil são necessários dez trabalhadores, em CKD e SKD é preciso apenas de dois a três: “Se todo mundo produzisse desse jeito haveria queda de 70% nos empregos gerados”.

Eletrificados têm participação recorde nas vendas em junho

Ao analisar o movimento crescente da presença de eletrificados nas ruas brasileiras, ao longo dos primeiros seis meses do ano, Calvet apontou que houve incremento de quatro pontos porcentuais na venda de automóveis e comerciais leves com essas tecnologias, de 16,9% em janeiro para 20,9% em junho, participação recorde sobre o total de 246 mil emplacamentos.

A maior parte comercializada no mês passado foi de carros elétricos, 21,1 mil, seguido de híbridos plug-in, com 18,1 mil, e de híbridos, com 15,3 mil, totalizando 54,5 mil unidades. Para efeito de comparação em junho de 2025 foram vendidos 21,4 mil eletrificados leves, ou seja, expansão de 154,6%. Frente a maio, que contou com 51,7 mil emplacamentos, a alta é de 5,4%.

Dado que reforça o gosto do brasileiro pelos eletrificados é também a participação no crescimento das vendas de automóveis em geral, de 1 milhão 87 mil unidades. Ao comparar com os primeiros seis meses de 2025 houve alta de 23,7%, o equivalente a 208 mil unidades. Do volume 130 mil, ou 63%, são híbridos e elétricos, sendo 70 mil carros nacionais eletrificados e 60 mil importados eletrificados.

vwco

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