São Paulo – A Anfavea optou por não levar à Justiça as novas cotas concedidas pelo Gecex, órgão da Camex, do MDIC, para importação de kits CKD e SKD com imposto zerado. Segundo o presidente Igor Calvet a tendência seria a questão se arrastar por anos e não ter efeitos práticos.
“As cotas são válidas por seis meses. Uma decisão poderia vir em três, quatro anos, e poderia ser sem eficácia”, afirmou ao ser questionado por jornalistas na terça-feira, 7, em coletiva de imprensa de balanço do primeiro semestre. “Tomaremos outro caminho, para melhorar a governança do próprio Gecex”.
Segundo o presidente da Anfavea uma representação será encaminhada ao TCU nos próximos dias, pedindo algumas mudanças. “Queremos mais transparência, não só para a Anfavea, para toda a indústria, em temas futuros do Gecex”.
São questões já reclamadas por Calvet durante a discussão do tema. Na ocasião ele afirmou que os pedidos foram feitos sem transparência, sem comunicação prévia e sem espaço para questionamentos.
“Pediremos que as próximas reuniões tenham a agenda divulgada com antecedência, com espaço para o contraditório”.
Calvet tornou a afirmar que caso seja uma política de Estado, as empresas associadas da Anfavea podem tomar a decisão de montar kits CKD e SKD, desequilibrando a cadeia automotiva formada no País.
“As empresas vão continuar vendendo, independentemente de onde venha o carro. A minha luta é para que ele venha do Brasil”.







