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Enquanto tradicionais patinam, marcas chinesas dominam os híbridos plug-in flex

Changan CS55 combina tecnologia chinesa e conhecimento nacional. Já é o terceiro chinês produzido no Brasil, atropelando marcas tradicionais que não conseguem se equiparar à oferta e à velocidade das novas competidoras.

Curitiba, PR – Em meio a centenas de bilhões de reais em investimento na indústria automotiva nacional, grande parte deste valor anunciado pelas fabricantes mais tradicionais do País para promover uma transição à eletrificação combinando com os biocombustíveis, são as novatas de origem chinesa que saíram na frente. E continuam ampliando esta vantagem, demonstrando que é possível produzir tecnologia que o consumidor espera no momento em que ele deseja.

Depois de a GWM abrir a porteira e anunciar o primeiro sistema híbrido plug in flex do mundo em um veículo produzido na China, o Tank 300, e logo após trazer esta tecnologia para sua operação nacional fabricando em Iracemápolis, SP, o Haval H6 híbrido plug in flex, a BYD fez o mesmo com o Song Pro Flex montado em Camaçari, BA.

Pois a Changan, em parceria com a Caoa, também anunciou o desenvolvimento e a produção nacional do seu CS55 Blue Core Ultra Hybrid PHEV Flex. É o terceiro modelo nacional com esta tecnologia, que demorou 24 meses para ser aplicada na produção em escala, demonstrando o rápido resultado da cooperação da Changan com a Caoa.

Design moderno e faróis de led integrados são atributos do CS55

O CS55 chega não apenas com a missão de buscar a liderança do segmento de SUVs médios no Brasil. Sua versão topo de linha, Blue Core Ultra Hybrid PHEV Flex, passou pelo programa de desenvolvimento que reuniu 140 engenheiros do Brasil e da China e teve mais de 3,3 milhões de quilômetros de testes para validar a primeira aplicação global desta nova tecnologia nos produtos da Changan.

O sistema utiliza o motor 1.5 TGDI Flex e um propulsor elétrico acoplados à transmissão dedicada para híbridos DHT, com uma marcha. Este conjunto oferece 286 cv de potência combinada e 47,0 kgfm de torque. A autonomia pode chegar a 1,2 mil quilômetros combinando a bateria de 18,4 kWh e o combustível, que pode ser etanol ou gasolina em qualquer proporção.

Toda esta tecnologia foi construída no que a Caoa Changan chama de arquitetura iDE-H, Intelligent Hybrid Architecture with Deep Electrification. De acordo com a fabricante um dos elementos mais avançados deste sistema híbrido é o iE-M, Intelligent Energy Management. Trata-se da utilização de inteligência artificial para ir além do gerenciamento convencional de energia.

Motor 1.5 TGDI de 143 cv e 21,9 kgfm de torque

O sistema iE-M aprende continuamente o padrão de condução do motorista e, a partir das informações coletadas durante a utilização do CS55, classificá-lo automaticamente em um de seis diferentes arquétipos de condução. A partir desta informação o sistema adapta automaticamente quatro características fundamentais do comportamento do veículo: resposta dinâmica, regeneração de energia, modo de frenagem e estilo de direção.

Na prática o sistema cria uma configuração de condução personalizada para cada perfil de motorista, ajustando continuamente o comportamento do veículo de acordo com a maneira como ele é conduzido. O sistema iE-M também coordena a atuação dos motores elétrico e a combustão, a entrega de torque e o gerenciamento da energia disponível, buscando a melhor combinação de desempenho com eficiência e conforto.

O CS55 é um SUV médio com 4m55 que tem consumo combinado de 42,2 km/l na cidade e de 33,5 km/l na estrada, segundo o Programa Brasileiro de Etiquetagem de Veículos.

BYD Song Pro flex: único concorrente direto montado no Brasil.

Sua versão topo de linha pode ser reservada pelos potenciais interessados por R$ 189 mil 990. Apenas a versão intermediária do CS55, a Infinity, está disponível para pronta entrega.

O CS55 Blue Core Ultra Hybrid PHEV Flex não tem concorrentes ofertados pelos tradicionais fabricantes nacionais, apenas os novatos de marcas de origem chinesa, como o Jetour S06, o Jaecoo 7, o Geely EX5 e o Leapmotor C10 REEV. A exceção é o BYD Song Pro Flex, cujo preço está R$ 10 mil acima do Changan híbrido plug in flex. Todos os outros modelos citados têm preços acima dos R$ 200 mil.

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