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Flex, picape e QQ: os planos da Omoda Jaecoo para o mercado brasileiro.

Tecnologia bicombustível aliada à eletrificação está em fase final de desenvolvimento e entrada em compactos e picapes, dois segmentos com alta competição, dependem de produção local
Zhang

Wuhu, China – A Omoda Jaecoo promete um salto importante para a sua operação brasileira a partir de 2027. Durante o primeiro semestre a tecnologia flex fuel, aliada a sistemas híbridos, começa a ser incorporada aos modelos das duas marcas. Em paralelo serão lançadas Icaur e Lepas, duas marcas de nicho, enquanto segue a busca por uma fábrica para iniciar a produção local, movimento considerado fundamental por Guibing Zheng, vice-presidente da Chery Auto e presidente da Chery International.

Mr Zheng conversou com alguns jornalistas brasileiros durante o International User Summit, evento global organizado pelo Grupo Chery, proprietário da Omoda Jaecoo Brasil, na cidade chinesa de Wuhu, sua sede. À AutoData confirmou o que foi prometido em abril: três modelos ganharão o sistema flex ainda no primeiro semestre e outros quatro até o fim do ano. A ideia é estender a tecnologia a todo o portfólio com motor a combustão, incluindo modelos Lepas e Icaur. Ela está em fase final de desenvolvimento pela equipe de engenharia chinesa.

“Eu sei que o mercado brasileiro precisa do flex”, disse Zheng. “Temos um plano completo. Sete modelos serão flex ainda em 2027.”

O Omoda 4, um dos principais lançamentos programados para 2025, que será posicionado na entrada da gama – mas não espere preços agressivos – chegará já com o flex. Ele deverá chegar no segundo semestre.

Em busca de uma fábrica

Zheng não entrou nos pormenores da produção local. Oficialmente a Omoda Jaecoo conversa com a JLR a respeito da fábrica de Itatiaia, RJ, mas não há nada definido. Roberto Gomide de Barros Filho, secretário de desenvolvimento econômico do Estado do Rio de Janeiro, estava presente ao evento em Wuhu.

O presidente da Chery International deixou claro, porém, que ter produção no Brasil é fundamental para as ambições da empresa no País. Somadas todas as marcas o objetivo é vender meio milhão de carros em 2031.

“De fato precisamos produzir localmente. O Brasil é um grande mercado e precisa nos ajudar com este plano de localização.”

Dois produtos que integram o portfólio chinês do Grupo Chery só são viáveis no mercado brasileiro, na visão de Zheng, caso sejam produzidos localmente: o compacto QQ e a picape a diesel Himla.

Zheng reconhece que são dois segmentos importantes do mercado brasileiro e que atendê-lo por meio de importações não seria viável, seja pelo baixo volume seja pelos elevados impostos de importação, que tirariam a competitividade dos dois produtos.

O compacto QQ, que teve uma de suas gerações anteriores vendida no Brasil no passado com o logotipo Chery, já foi visto em testes de homologação nas ruas brasileiras: “Estamos avaliando. Acredito que em importação CBU não seja tão atrativo, a fabricação local seria importante para este produto, que compete em um segmento muito disputado do mercado”.

O mesmo das picapes: “Precisamos encontrar uma boa equação. Sem a produção local será muito difícil entrar de forma competitiva neste segmento”.

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