São Paulo – Recentemente Peng Hu assumiu novas responsabilidades dentro do Grupo Chery. O antes responsável pela Omoda Jaecoo agora é o presidente da Chery International no Brasil, movimento que antecede um passo mais ambicioso da companhia chinesa, uma das pioneiras em operar na indústria automotiva brasileira dentro do mercado local.
O plano faz cair o queixo de quem acompanha de perto a indústria: o objetivo é vender pelo menos 500 mil veículos no mercado brasileiro em 2031. Você não leu errado, caro leitor: chegar a volume anual de meio milhão de unidades daqui a cinco anos.
Desta forma algumas medidas podem ser imaginadas. É mandatório ter uma ou duas fábricas para garantir tamanho volume, bem como posicionar modelos na base da cadeia, o segmento A00. Ambos estão nos planos de Mr. Hu, como é conhecido o presidente da Chery, embora ele não entre nos pormenores.
Mais marcas
Parte importante deste planejamento é a expansão da operação. Todas as marcas da Chery International virão para o Brasil: no ano que vem, para fazer companhia a Omoda Jaecoo e Jetour, chegam Icaur e Lepas, mais generalistas, e em 2028 está previsto o desembarque das premium Exeed, Luxeed e Freelander, esta última uma joint-venture com a JLR.
Cada marca terá sua rede e estrutura própria, o que significa que a Chery, com sua house of brands, planeja manter mais de 1 mil concessionárias no Brasil a partir de 2031.

Com exceção da Chery e da Jetour todas as marcas ficarão sob o guarda-chuva de Mr. Hu. A Jetour tem, dentro da companhia, estrutura independente de distribuição, que será mantida no Brasil. E a marca Chery continua sob responsabilidade da Caoa, mantendo a parceria estabelecida há quase dez anos.
Com relação a modelos todos os carros lançados pelas marcas lá fora são candidatos a chegar ao Brasil. Com opções de motorização flex, HEV, PHEV e BEV. É portfólio completo para buscar a liderança do mercado.
O plano para em pé?
Meio milhão de unidades é muita coisa para o mercado brasileiro. Mas estamos falando de que tamanho de mercado?
Roger Corassa, vice-presidente executivo da Omoda Jaecoo do Brasil, disse que a empresa projeta crescimento das vendas, embora não tenha mostrado números: “São muitas as variáveis, tem a questão eleitoral deste ano, mas o mercado crescerá”.
Quando questionado se passaria a 3 ou 4 milhões de unidades, Corassa assentiu. “É por aí.”

Mr Hu, em seu discurso, mencionou “seis modelos no segmento A00”. São carros ainda desconhecidos do público mas que estão dentro do planejamento, ainda em segredo, da Chery para o futuro.
Quando a reportagem da Agência AutoData esteve em Wuhu, China, sede da Chery, foi apresentado um plano de produtos, da Omoda Jaecoo, com o Omoda 2, que seria menor do que o Omoda 4 já confirmado, e Jaecoo 3, também inferior ao Jaecoo 5, que tem porte de T-Cross. A lógica da marca é a numeração fazer uma escadinha com o porte dos veículos.
A Icaur e a Lepas também podem ter os seus A00. E, por que não, um Omoda 1?
O fato é que o plano de vender 50 mil unidades em 2026, divulgado pela Omoda Jaecoo no fim do ano passado, deverá ser alcançado. De janeiro a julho foram 22,5 mil, só em julho 5,7 mil. Mais lançamentos importantes chegarão nas próximas semanas, incluindo o Jaecoo 5.
A rede alcançou cem pontos e chegará a 150 até o fim do ano. E Corassa fez um adendo:
“Tudo isso sem vender um carro para PcD, para taxista ou para locadora. Ainda não estamos competindo em metade do mercado.”





















