Os trabalhadores da unidade Volkswagen da Anchieta, em São Bernardo do Campo, SP, rejeitaram em assembleia geral realizada às 15h da terça-feira, 2, proposta da montadora de revisão do acordo coletivo, que seria alongado em mais três anos, ou até 2019.
Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC a montadora alegou que não conseguiria manter o acordo firmado em 2012 e válido até 2016, que garante estabilidade e reajustes pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor, INPC, mais 2% de aumento real todos os anos.
De acordo com o sindicato pouco mais da metade dos 13,5 mil trabalhadores da Anchieta não aceitou as mudanças propostas durante a assembleia.
Procurada, a Volkswagen optou por não se pronunciar sobre o assunto.
A proposta da montadora incluía estabilidade de emprego até 2019 e troca da reposição salarial por abonos em 2015 e 2016, o que, segundo porta-voz do sindicato, foi visto de forma impopular pelos funcionários.
Em lugar do aumento de salários haveria abono fixo de R$ 6 372 em 2015 e outra bonificação de R$ 1 643, paga junto à segunda parcela da Participação nos Lucros e Resultados, PLR, em dezembro do próximo ano. Para 2016 haveria abono de R$ 3 374 em maio e mais R$ 1,5 mil em dezembro, também complementar à PLR.
Na nova proposta a Volkswagen também se comprometia a fabricar na Anchieta dois novos modelos, produzidos sobre uma plataforma global, além de um terceiro – que poderia ser o Jetta, desde que sua produção fosse completa na unidade da Anchieta e não apenas montagem final. A introdução de uma plataforma global na fábrica já faz parte do acordo firmado em 2012.
Antes da votação da proposta a fabricante informou ao sindicato que sua produção na unidade do ABCD deve ser 25% menor em 2014, o que em volume representará cerca de 90 mil unidades a menos na comparação com 2013 – quando a unidade era responsável pela produção da Kombi e do Gol G4, substituído pelo Up!, que é fabricado em Taubaté.
O excedente de funcionários na unidade é de 2,1 mil, relatou a montadora ao sindicato. A empresa abriria um PDV a partir de janeiro, também dentro do pacote do novo acordo.
O sindicato afirmou que espera posicionamento da companhia quanto à decisão dos funcionários e que, neste momento, o acordo coletivo de 2012 a 2016 vigora normalmente.
Notícias Relacionadas
Últimas notícias