Desenvolvimento tem investimento de 80 milhões de yuans e a Bosch como parceira estratégica. Além disso GWM prepara motores 1.0, 1.5 e 3.0 de alta eficiência para o país, que terá “localização profunda da produção”, de acordo com seu chairman
Pequim, China – Durante a coletiva de imprensa da GWM no primeiro dia do Salão de Pequim o CEO Mu Feng anunciou uma iniciativa que está diretamente ligada ao Brasil: a empresa produzirá primeiro híbrido plug in flex fuel do mundo. A foto com Feng ao lado do Tank 300 sugere ser este o modelo escolhido.
Ainda não está claro quando começa a produção, que será inicialmente na China, mas a julgar pelas conversas com outros executivos da GWM ao longo do dia, falta muito pouco. Até porque seu CEO está dizendo que será o primeiro híbrido plug in flex fuel do mundo e alguns concorrentes também têm projetos de desenvolvimento desta tecnologia em curso.
A iniciativa tem como fornecedora a Bosch para tudo o que diz respeito ao desenvolvimento da tecnologia flex fuel adaptada ao conjunto híbrido. Segundo Wu Huixiao, responsável pela engenharia global da GWM, o investimento da empresa apenas para a Bosch aportar sua expertise neste desenvolvimento de 20 milhões de yuans, ou US$ 2,9 milhões. O investimento total neste projeto de desenvolvimento foi de 80 milhões de yuans, ou US$ 11,7 milhões, e inclui calibrações específicas para o motor 1.5 flex do Haval H6, tanto HEV e PHEV.
Durante uma conversa com a imprensa brasileira, Huixiao contou que depois de 21 anos atuando em diversas áreas da engenharia global da GWM, como em tecnologias autônomas e desenvolvimento de produtos, passou a ser a primeira mulher a liderar a engenharia global da GWM. “Com a aposentaria do meu antecessor a companhia me deu a oportunidade de liderar essa área tão importante”.
A estratégia da GWM é oferecer todas as tecnologias de propulsão considerando as características dos mercados em que atua. Nesse sentido, está em curso o desenvolvimento de motores a combustão interna mais modernos e eficientes, alguns deles com possível aplicação em produtos que terão o destino o Brasil. “Vamos atender as exigências de legislação brasileiras e também teremos motores flex fuel. Especificamente estamos trabalhando em novos motores 1.0 turbo, 1.5 turbo e 3.0 de alta eficiência para o Brasil”.
Foco grande no Brasil
Em conversa com jornalistas brasileiros Jack Wey, já sem o seu tradicional paletó azul com linhas discretas em marrom por causa do calor, afirmou: “O Brasil é uma operação estratégica para o futuro da GWM”.
Questionado pela reportagem sobre a mensagem que deixou durante o Congresso Megatendências 2026, no início do mês, Wey reforçou que a verdadeira globalização não é importar carros feito na China, mas produzir nos locais ou regiões. “Teremos que fazer uma localização mais profunda da nossa produção para atingir a lucratividade. E vamos aproveitar todas as oportunidades que a cadeia automotiva brasileira tem para oferecer nesse sentido”.