As fábricas mexicanas produziram mais automóveis e comerciais leves do que a indústria brasileira no ano passado. Dados divulgados pela Amia, associação das montadoras do México, apontam que em 2014 saíram das linhas de montagem daquele país 3 milhões 219 mil unidades ante 2 milhões 973 mil produzidas no Brasil, de acordo dados da Anfavea.
Ao passo que a produção brasileira cedeu 15,3%, as fábricas mexicanas aceleraram a montagem de veículos em 9,8%. Com isso as posições se inverteram e o México é, agora, o sexto maior fabricante de veículos do mundo, atrás de China, Estados Unidos, Japão, Alemanha, Coreia do Sul e Índia. O Brasil, desta forma, caiu para a sétima posição.
Boa parte do volume produzido não ficou no mercado local, ainda em tamanho bem inferior ao brasileiro. No ano passado foram comercializados 1 milhão 135 mil veículos 0 KM no país da América do Norte, avanço de 6,8% com relação a um ano antes.
No Brasil as vendas chegaram a 3,5 milhões de unidades, volume três vezes superior.
Com um mercado pequeno em comparação ao ritmo das fábricas, quem puxa a produção mexicana são os clientes externos. Em 2014 as exportações avançaram 9,1% naquele país, para 2 milhões 642 mil unidades.
O maior cliente, com 71% do volume, foram os Estados Unidos, com incremento de 13,9% das compras no ano passado, ou 1,9 milhão de veículos. Os veículos mexicanos já representam o segundo maior volume dentro do mercado estadunidense, atrás apenas dos modelos produzidos internamente. O Japão, terceiro maior fornecedor, exportou 1,6 milhão de veículos para os Estados Unidos no ano passado.
O Brasil, terceiro principal destino comercial dos veículos leves mexicanos, manteve a posição mesmo com redução de 25,2% no volume. No ano passado desembarcaram nos portos brasileiros 102,8 mil veículos produzidos no México, ou 3,9% do total das exportações daquele país.
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