O negócio de som automotivo da PST Electronics, empresa que detém a marca Pósitron, passou por uma verdadeira revolução nos últimos anos. Os aparelhos, que antes eram basicamente importados desmontados da China e outros países asiáticos e montados na Zona Franca de Manaus, AM, agora possuem mais conteúdo nacional. E foram desenvolvidos localmente.
Desde 2013, quando o segmento de som automotivos da companhia completou cinco anos de existência e superou a marca de 1 milhão de unidades comercializadas, a PST começou sua reestruturação. Segundo Nelson Godoy, gerente de varejo da Pósitron, a toda a nova linha que começou a entrar no mercado este ano foi aplicado o conceito 3P, de “Projeto, Produção e Pósitron”.
O projeto foi 100% desenvolvido pela equipe de engenharia dedicada ao segmento, independente de fatores externos. Com isso as especificações dos aparelhos de som automotivo se aproximaram mais do gosto e necessidade do consumidor brasileiro.
A produção, o segundo P, também foi concentrada no Brasil, ampliando o nível de exigência de qualidade dos insumos e do produto e também da oferta de peças de reposição. “É claro que alguns componentes não podem ser encontrados aqui e precisamos importar. Mas toda a parte impressa é nacional e estamos no processo de migração de peças injetadas para fornecedores locais.”
O terceiro P, Pósitron, refere-se à própria marca: o conhecimento do varejo automotivo brasileiro acumulado nos anos de experiência no País, o suporte do marketing às ações dos varejistas e, nas palavras de Godoy, “a melhor relação custo benefício do mercado”.
Ele argumenta que “justamente pela proximidade do mercado e conhecimento do consumidor brasileiro conseguimos entender qual será a próxima tendência no segmento de sons automotivos. Por isso nossa linha 2015, a primeira a ser desenvolvida inteiramente sob o conceito 3P, traz a tecnologia bluetooth em todos os produtos”.
Segundo Godoy a transmissão remota de dados remoto por meio do sistema é a mais forte tendência do segmento. “Em curtíssimo prazo todos os consumidores deverão migrar para um aparelho com a tecnologia.”
Ele aponta fatores como o crescimento de serviços de música por streaming e a necessidade de acessar aplicativos e demais funções do celular por meio de viva-voz como justificativas pelo aumento da demanda por rádios com bluetooth. “O consumidor quer o celular integrado com o carro.”
A linha Pósitron 2015 será oficialmente apresentada na feira Eletrolar, voltada à indústria e varejo de eletrodomésticos e eletrônicos. Há modelos de rádios e DVDs, todos com entrada USB e bluetooth e dois anos de garantia, e diferentes especificações, como funções de acesso por voz, áudio streaming, telas de 3 a 7 polegadas etc.
O objetivo da companhia é ampliar em 10% as vendas do negócio, que corresponde a um quarto do faturamento da PST, que chegou a R$ 500 milhões no ano passado. Godoy estima que de 85% a 90% das vendas seja no mercado de reposição, com o restante no mercado OEM – duas montadoras vendem o equipamento como original em sua rede de concessionárias e uma instala os modelos dentro da linha de montagem.
Os modelos, porém, atendem a todos os modelos produzidos e vendidos no mercado nacional.
A SEGUIR – Quase atropelando o agora mandatório bluetooth chegam algumas tecnologias que, dentro de poucos anos, poderão tomar o mesmo caminho da transmissão de dados remota. A necessidade de espelhar o celular nas centrais de entretenimento dos carros – que é o que estão virando os sons automotivos – exigirá que os aparelhos sejam compatíveis a tecnologias como CarPlay, da Apple, e Android Auto, do Google.
“Alguns de nossos aparelhos dessa linha já estão prontos para usar essa tecnologia. Mas sabemos que em poucos anos ela estará em todos os produtos.”
Aos celulares com Windows Phone ou BlackBerry, que ainda não possuem tecnologia automotiva, surge a opção do Mirror Link – que nada mais é do que a opção de espelhar o celular na tela, mas sem integração com os sistemas operacionais móveis.
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