O mercado interno de ônibus não para de cair. Agosto foi mais um mês de números no vermelho e de lamentações por parte dos fabricantes de chassis. Afinal foram negociadas somente 1 mil 338 unidades de urbanos e rodoviários no mês, 39% menos do que em igual período do ano passado e 6,6% abaixo do registrado em julho.

Não há outra razão para a continuidade da curva declinante, segundo os executivos da indústria, a não ser o ambiente econômico desfavorável e a baixa confiança dos principais agentes do segmento, que preferem adiar as compras enquanto aguardam sinais mais positivos, horizonte menos conturbado no curto prazo.
O fraco número de chassis negociados em agosto agravou o já debilitado desempenho no transcorrer de 2015. Nos oito primeiros meses do ano o setor registrou 12 mil 435 unidades negociadas ante 17 mil 746 de igual período do ano passado, ou 30% menos. São mais de 5 mil unidades de diferença – o equivalente a cerca de três meses de vendas no ritmo mensal atual.
Até mesmo a previsão inicial da Anfavea de que o setor negociaria cerca de 20 mil chassis ao longo do ano já não passa de mera referência: seria necessária uma mudança drástica no último quadrimestre para se chegar próximo disso, com a média mensal negociada subindo para cerca de 2 mil unidades até o fim do ano.

Sem fluxo de negócios em melhor ritmo e com o horizonte incerto no curto prazo, naturalmente os fabricantes trataram de aliviar a velocidade das linhas de montagem mais uma vez em agosto. A produção de chassis, assim, despencou 41% na comparação com o mês anterior: de quase 1,9 mil em julho para exatas 1 mil 120 unidades. Dessa maneira a produção acumulada no ano novamente declinou e chegou a 16 mil 880 nos primeiros oito meses, 32,5% menos do que em igual período do ano passado.
Parte mais representativa do segmento em termos de volume, os ônibus urbanos seguem como os principais vilões sem o incentivo de programas específicos, como o de escolares. A produção de urbanos ficou em meras 653 unidades em agosto, quase a metade do que o setor registrara em julho e 72% menos do que no mesmo mês de 2014.
Ao longo dos oito primeiros meses de 2015 a produção de urbanos encolheu 40,2%, para 16 mil 880 unidades.
Quadro muito diferente dos chassis rodoviários, cuja produção acumulada chegou a 4 mil 452 unidades no período, 5% mais do que em 2014: um mínimo alento para os fabricantes.

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