AutoData - Novo Cobalt: em busca de refinamento.
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06/01/2016

Novo Cobalt: em busca de refinamento.

A General Motors do Brasil apresenta a segunda geração do Cobalt, um dos seus sedãs intermediários – ao lado do Prisma, fica posicionado entre o Classic e Cruze. A renovação no design externo foi bem profunda, com dianteira e traseira amplamente modificadas ante o modelo original.

O objetivo da fabricante foi dar um toque de maior requinte ao modelo, caminho semelhante ao traçado pela Renault com o novo Logan e pela Fiat com o Grand Siena. Além do próprio desenho – bem mais equilibrado, especialmente na dianteira –, chega nova versão de topo de gama, batizada não à toa Elite: refinamentos como interior em couro combinando tons de preto com marrom, sensores de chuva e crepuscular, câmera de ré, volante multifuncional, rodas de alumínio, sistema de entretenimento a bordo MyLink de segunda geração e também o OnStar, até então oferecido apenas no Cruze.

Outra alteração está na ponta oposta: deixa de existir a versão de entrada LS, papel que agora cabe à LT, que já vem de fábrica com ar-condicionado, direção hidráulica, retrovisores e travas elétricos, alarme e chave canivete. Um item que chama a atenção está nos vidros traseiros, agora também elétricos de série – o que por sua vez eliminou a necessidade do espaço para a larga área circular percorrida pelo movimento da manivela nos painéis de porta traseiros, deixando-os visualmente bem mais limpos e elegantes.

O painel de instrumentos quase não mudou, assim como o conjunto mecânico, que conta com as opções 1,4 litro com câmbio manual e 1,8 litro manual ou automático de seis marchas.

Para Carlos Barba, diretor de design, “a primeira geração do Cobalt apontava para o aspecto racional, de um carro espaçoso internamente mas com medidas compactas. Esta segunda fase já traz um apelo emocional maior”.

Esta característica está presente também na estreia do sistema MyLink de segunda geração, agora mais amigável: deixam de existir os aplicativos cativos, exclusivos do dispositivo, que agora trabalha totalmente a partir dos apps instalados no smartphone do usuário, a partir dos sistemas para automóveis da Apple e Android – o que também facilita a instalação das atualizações dos programas. O Waze ainda não funciona ali, apenas o Google Maps, que faz função assemelhada.

Os preços, entretanto, tiveram reajuste bem considerável: a tabela que antes abria em R$ 48 mil e ia até R$ 61 mil mudou de patamar e alcança agora de R$ 53 mil a R$ 68 mil. Parte desta mudança, de qualquer forma, está ligada à extinção da antiga versão de entrada e da criação da nova topo de gama, ambas acima das anteriores.

Em volumes a expectativa é manter os números atuais, próximos de 1,9 mil ao mês – desde o lançamento, no fim de 2011, foram 191 mil Cobalt vendidos no País segundo os cálculos de Gustavo Rotta, gerente de marketing de produto.

O que deve mudar é o mix, com a novidade Elite respondendo por 20% e deixando 40% para os 1.4 LT e LTZ e 40% para os 1.8 LTZ manual e automático. A participação nas vendas do câmbio que dispensa as trocas manuais, aliás, deve subir dos atuais 30% para 40% pelas contas dos executivos da General Motors.

Segundo o critério da Fenabrave o Cobalt é o segundo mais vendido do País na categoria de sedãs compactos, com 21 mil unidades emplacadas até novembro, perdendo para o Honda City, quase 24 mil. O Renault Logan, que pode ser considerado um concorrente indireto, está melhor que ambos, com quase 29 mil no mesmo período, mas outros estão bem atrás, como o Nissan Versa, 15 mil, e o Ford New Fiesta Sedan, 7 mil.


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