São Paulo – Anfavea, Adefa, Sindipeças e Afac abriram negociações para aprofundar o trabalho, no âmbito integrado público-privado, para atualizar a fortalecer o ACE 14, acordo comercial bilateral do setor automotivo do Brasil e Argentina. Em nota as entidades afirmaram que “diante da sobreoferta global e da disrupção tecnológica tornou-se mais importante que o Mercosul se posicione como plataforma exportadora” e deixe de ser “administrador do comércio para se tornar um administrador da produção”.
Os dois países, que têm produção integrada e complementar no setor automotivo, buscam se defender do avanço de empresas com origem na China. sobretudo, para não perder participação na atração de investimentos nas plataformas globais. O mercado envolve 350 milhões de consumidores com potencial de produção de 5 milhões de unidades, com investimentos que superaram US$ 22 bilhões nos últimos três anos.
O setor automotivo representa 20% do PIB industrial brasileiro e 8,4% do argentino. Mais: o comércio intrarregional representa de 55% a 70% das exportações da indústria dos dois países, que emprega quase 2 milhões de trabalhadores, direta e indiretamente.
“Trabalhar com visão pragmática é uma condição necessária para impulsionar a competitividade do bloco. O objetivo é claro: assegurar que, antes de 2029, sejam estabelecidas novas regras que criem um ambiente favorável ao fluxo de investimentos equilibrados de que a região necessita.”