AutoData - Participação das vendas diretas chega a 37%
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14/07/2016

Participação das vendas diretas chega a 37%

Por Alzira Rodrigues

- 14/07/2016

Como é comum em períodos de varejo retraído as vendas diretas vêm ganhando espaço mês a mês no mercado total de veículos. Dados da Fenabrave indicam que em junho a participação dos negócios feitos diretamente pelas montadoras junto a frotistas e pessoas jurídicas em geral atingiram 37,6%, o maior índice deste ano. No acumulado do semestre as vendas diretas responderam por 31,2%, índice que no mesmo período do ano passado foi de 27,1%.

No primeiro mês deste ano as vendas diretas foram responsáveis por 23,4% do total de veículos comercializado no País. Esse índice subiu para 26,9% em fevereiro, atingindo 29,5% em maio, 32,3% em abril e 34,4% em maio.

Se considerado separadamente o segmento de comerciais leves, a participação das vendas diretas é ainda mais gritante. No acumulado do semestre chegou a 47,8%, ou seja, do total de 140,5 mil comerciais leves emplacados no período nada menos do que 67,1 mil unidades foram feitas diretamente pelas montadoras.

Considerando automóveis e comerciais leves juntos, do total de 951,2 mil unidades comercializadas nos primeiros seis meses do ano perto de 296 mil envolveram vendas diretas, ou seja, quase 1/3 do total vendido internamente. As concessionárias, em geral, reclamam do alto volume de vendas diretas, mas é certo que são elas que têm evitado queda maior do mercado ao longo deste ano.

A marca que tem maior participação nas vendas diretas realizadas pelo setor automotivo brasileiro é a Fiat, com fatia de 23,5%. Ou seja, quase ¼ de tudo que é vendido diretamente aos frotistas e demais pessoas jurídicas envolve automóveis e comerciais da Fiat. A GM é responsável por 17,3% das vendas diretas e a Volkswagen por 14,7%. Renault, Ford e Hyundai vêm na sequência com 11,4%, 8,4% e 7,5%, respectivamente.

Balanço – A indústria automobilística brasileira encerrou o semestre com total de 983,5 mil veículos vendidos internamente, incluindo automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões, o que representou queda de 25,4% em relação aos primeiros seis meses de 2015. Particularmente em junho houve pequena recuperação no comparativo com maio – alta de 2,6% –, o que sinaliza, na análise do presidente da Anfavea, Antônio Megale, uma tendência de estabilização do mercado a partir de agora, com perspectiva de retomada a partir do final do ano.

Se confirmada a projeção da entidade de o mercado interno terminar 2016 com total de 2 milhões 80 mil veículos emplacadas, o equivalente a uma queda de 19% em relação às 2,57 mil unidades comercializadas em 2015, os números do segundo semestre do ano serão ligeiramente melhores do que os do primeiro. A indústria venderá 1 milhão 96 mil veículos no período de julho a dezembro, alta de 4,4% em relação aos 983,5 mil licenciados entre janeiro e junho.


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