Apesar das incertezas econômicas, aumentos dos preços e restrição de crédito, o automóvel segue como um dos principais alvos de quem pretende fazer um financiamento no Brasil. Essa é a conclusão da pesquisa trimestral da Acrefi, a Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento, referente ao período julho-setembro, que avalia as perspectivas para a economia brasileira.
O levantamento da entidade mostra que o automóvel está na mira de 59% das pessoas ouvidas no terceiro trimestre, à frente dos imóveis, objeto de 58% dos entrevistados. O índice, inclusive é crescente. Na pesquisa feita no trimestre anterior o automóvel foi indicado por 56% dos entrevistados.
Apesar dessa curva favorável, 83% dos entrevistados disseram que ainda não se sentem propensos a fazer um financiamento este ano, número, porém, que caiu desde a última avaliação, quando, 85% dos consultados manifestaram que preferiam aguardar momento mais oportuno.
A decisão de evitar novos empréstimos está diretamente ligada a três fatores, conclui a pesquisa realizada em conjunto com a Kantar TNS, empresa global de pesquisa de mercado: inflação alta, endividamento elevado e o desemprego – ou o medo dele.
Para 93% dos entrevistados, a inflação influencia a decisão de tomar crédito. E 68% não estão seguros de que manterão o emprego.
Do universo 1 mil pessoas de 18 a 65 anos ouvidas pela pesquisa de 20 a 28 de outubro, 63% se disseram endividados – principalmente com cartão de crédito
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