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19/06/2017

Michelin já sabe o que fazer com a Levorin

Por Bruno de Oliveira

- 19/06/2017

Após nove meses do anúncio da compra da Levorin, fabricante de pneus e câmaras de ar para motos e bicicletas, a Michelin já demonstra o que pretende fazer. A princípio manterá a marca Levorin e aumentará a produção de pneus para motos urbanas nas fábricas de Guarulhos, SP, e de Manaus, AM, para atender ao mercado interno e às exportações. Produzir pneus de moto com a marca Michelin só em 2018, segundo o presidente da companhia para a América Latina, Nour Bouhassoun: “Muita dificuldade para se conseguir autorizações neste País”.

As metas destacam os esforços em ganhar mercado no segmento de duas rodas, sobretudo na reposição. Ainda que a Levorin tenha um contrato de fornecimento com a Honda em vigência, seu foco, nesse mercado, estará direcionado ao consumidor final:

“Nosso cliente número 1 não é a montadora, mas o cara que passa ali na rua de moto. Trazer a produção de Manaus para São Paulo? Não sei, estamos estudando isso”.

Segundo Bouhassoun o que está sendo visto como principal critério para a transferência da produção para São Paulo é o grande potencial do mercado de motos de baixa cilindrada. Feita esta avaliação, que deverá estar finalizada no ano que vem, a Michelin decidirá onde manter a produção da Levorin:

“Em São Paulo estão as oportunidades de negócio em volume e estaríamos mais perto delas. Mas a produção do Amazonas é importante por questões de escoamento pelos portos”.

Pesa ainda, nesta balança, o fato de a fábrica de Manaus ser a maior e mais nova da companhia. Fruto de investimento de R$ 120 milhões, possui 252 mil m² e foi inaugurada em 2011. Há também a questão do fornecimento da borracha, principal insumo dos pneus e câmaras. Bouhassoun disse também que há espaço para ampliação da produção em Manaus caso a empresa verifique uma demanda que justifique a construção de outros prédios dentro do terreno.

Na semana passada a Michelin começou a exportar os pneus de motos fabricados pela Levorin. Os primeiros embarques foram para Argentina e México, e a empresa deverá buscar mais mercados como uma resposta à baixa demanda no mercado de componentes originais, segundo o executivo da Michelin. Ainda que, em maio, a produção de motos tenha crescido 20,7% com relação abril, no acumulado do ano, em comparação com 2016, houve recuo de 2,5% no volume de produção, segundo dados da Abraciclo, a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas e Similares.


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