A Honda irá aumentar seu volume de produção em 7,7% neste ano. Segundo Sérgio Bessa, diretor comercial da montadora, para que 140 mil veículos deixem as linhas de montagem da fábrica de Sumaré, SP, a unidade irá trabalhar próxima de 17% além de sua capacidade nominal.
O limite teórico da fábrica do Interior paulista, que emprega 3,5 mil funcionários, é de 120 mil veículos por ano. A Honda negociou horas extras com o sindicato local e os dois turnos de produção terão de dar conta de ampliar o volume de veículos.
“Tudo será feito dentro dos limites das leis trabalhistas. Negociamos com o sindicato e achamos que as horas extras eram a melhor solução.”
Segundo Bessa, o excedente produtivo programado para este ano na unidade de Sumaré não justifica a abertura de um terceiro turno. “Se optássemos por essa solução os funcionários poderiam ficar ociosos. Precisamos de um volume um pouco maior, mas temporariamente, o que não justifica a contratação de mais pessoal.”
Em 2014 a unidade já trabalhou além de sua capacidade e respondeu por 130 mil unidades. Neste ano o volume ainda maior deve-se ao recém-lançado HR-V, que demandará 43 mil unidades de Sumaré, ou pouco mais de um terço da capacidade produtiva local.
“Para iniciar a produção do novo SUV reduzimos os volumes de City e Civic em Sumaré. Além disso ainda vamos trazer mais sete mil unidades do HR-V da Argentina, para garantirmos que não faltarão veículos em oferta no Brasil.”
Ainda este ano a Honda inaugura a fábrica de Itirapina, SP, o que aliviará sua restrição de capacidade, levando-a ao dobro da atual. A unidade começará a produzir, em fase de testes, no mês de novembro. “Em dezembro a produção já começa para valer e vamos destinar o Fit para a unidade. Desta forma a planta de Sumaré ficará com mais espaço disponível.”
Atualmente Sumaré produz os modelos Fit, City, Civic e o recém-lançado HR-V, que começa ser comercializado ainda neste mês. Em um primeiro momento a nova fábrica será responsável apenas pelo Fit, mas Bessa não descarta que ela receba outros modelos.
“As duas unidades são flexíveis e podem produzir todos os modelos. Portanto, caso haja necessidade, poderemos levar outros produtos para lá”.
Em Itirapina a capacidade anual também será de 120 mil veículos, porém a unidade empregará menos funcionários: dois mil. Segundo Bessa isso se justifica porque a unidade é mais automatizada. “Já iniciamos as contratações e vamos começar em breve a fase de treinamento.”
O diretor afirma que a fábrica de Itirapina já começou a receber os equipamentos. “As obras estão bem adiantadas. Parte do maquinário vindo do Japão já chegou e também há equipamentos nacionais sendo instalados.”
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