
Após crescer 26,5% em 2014, atingindo venda de 2,5 mil unidades, a Mini prevê estabilidade para este ano, mesmo com o lançamento da versão cinco portas, apresentada na quarta-feira, 11, em Bragança Paulista, SP. De acordo com o diretor-geral da Mini no Brasil, Julian Megri, um crescimento mais expressivo da marca deve se dar a partir do início de produção do modelo Countryman, em Araquari, SC, previsto para o terceiro trimestre deste ano.
A estabilidade das vendas da marca prevista para 2015 não guarda relação direta com comportamento do mercado brasileiro que, no geral, apresenta queda. A empresa também enfrenta limitação no volume que trará da Inglaterra, visto que a demanda lá fora pelo modelo cinco portas, principalmente, está elevada.
De qualquer forma a previsão é a de que a nova versão, que começa a ser vendida esta semana com preços de R$ 106 mil a R$ 140 mil, responda por 25% do total de Mini vendido por aqui. O modelo de maior demanda é o hatch três portas, que deverá responder por 43% das vendas este ano, e o próprio Countryman, que no ano passado teve participação de 22% e deve chegar a 30% justamente em função de sua produção local a partir do segundo semestre.
De acordo com Megri a rede de concessionárias Mini iniciou o ano com trinta pontos de venda e encerrará com 34: “Estamos presentes em todos as principais Capitais e em algumas grandes cidades do Interior. Nossa prioridade agora é estreitar o relacionamento rede-consumidor e investir na qualidade do atendimento”.
A rede Mini conta com algumas lojas exclusivas e outras compartilhadas com a BMW, da qual faz parte do Grupo. Os showrooms estão no mesmo espaço, lado a lado, mas com identidades distintas. A Mini é caracterizada pela cor preta e a marca alemã pela branca.
Argentino, Megri assumiu a direção geral da Mini no Brasil em janeiro. Ao analisar o atual momento do mercado local, em baixa desde o ano passado e com agravo da retração registrada no mesmo período de sua chegada ao País, disse já estar acostumado com este tipo de cenário: “Afinal, vim da Argentina. Todos sabem como o mercado está por lá”.
Em função da situação atual do mercado brasileiro o executivo preferiu não fazer projeções de venda para 2016. Mas deixou claro que a Mini quer dar um salto a partir da produção local do Countryman na fábrica catarinense – já são fabricados lá o Série 3 e o X1 e ainda este mês será iniciada a produção do Série 1, seguido do X3, deixando o Mini como último da lista.
O modelo cinco portas oferece mais espaço e conforto interno do que o hatch três portas, e com isto a empresa quer conquistar um público diferente, já com família. No comprimento é 161 mm maior do que a versão três portas, sendo ainda 11 mm mais alto e com entreeixos alargado em 72 mm. Seu porta-malas comporta 67 litros.
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