O primeiro semestre foi ruim para quase todas as montadoras de caminhões no País, mas das grandes MAN e Ford podem se queixar um pouco menos dos resultados: foram as únicas das líderes a cair menos do que a média do mercado e, assim, conseguiram avançar um pouco em participação apesar da redução contundente de volumes.
A MAN conseguiu reforçar a liderança ao ver seus números reduzidos em 40%, resultado levemente melhor que a média de mercado, em queda de 42,3%. Assim conseguiu abrir maior distância para a vice-líder Mercedes-Benz, que caiu 42,8%: a distância que as separa ficou em 1,9 ponto – 27,4% a 25,5% –, sendo que há um ano era de apenas 0,6 p.p.
A Ford, por assim dizer, é a que tem mais a comemorar: com redução de 15,3% em seus números, um índice muito melhor que a média graças à Série F, de caminhões leves, solidifica rapidamente seu retorno à condição de terceira maior montadora do segmento no País, posto perdido para a Volvo no ano passado.
O avanço é tamanho que a marca do oval azul já se vê 7,6 pontos à frente da Volvo em participação de mercado, sendo que no primeiro semestre de 2014 estava 2 p.p. atrás – a rival sueca sofre por centrar portfólio nos pesados, justamente o segmento de maior baixa nos caminhões neste ano: amargou 55,7% de queda no semestre, ainda assim um pouco melhor que a conterrânea Scania, que viu números 63,5% menores na primeira metade deste ano.
Em dois extremos chama a atenção os índices de Hyundai Caoa e International. A Hyundai positivamente, com nada menos do que 652% de crescimento, apesar da base baixa – saltou de 105 unidades há um ano para 790 neste, o que já lhe confere 2% do mercado de caminhões e o sétimo posto do ranking. Já a International lida com a maior queda porcentual da tabela, de impressionantes 94%, saindo de 773 unidades na primeira metade do ano passado para somente 47 nesta, caindo da então sétima colocação para a décima.

ÔNIBUS – Por sua vez nos chassis de ônibus a situação na ponta se repete, mas com Mercedes-Benz e MAN invertendo posições: a líder caiu menos que o mercado e a vice-líder mais e, assim, a diferença aumentou.
A marca da estrela de três pontas fechou o primeiro semestre com queda de 14,2% nos volumes de venda, índice bem melhor que o da média do mercado de chassis de ônibus, que caiu 27,7% no período. Desta forma retomou o patamar histórico de 50% do mercado, deixando para a MAN, que viu resultado 39,2% inferior, com 22% – vantagem de 28,4 p.p., que há um ano era de 16,5 p.p.
A Iveco continua a ser destaque no segmento, com 76,5% de crescimento, ainda que a partir de base relativamente baixa, o que de qualquer forma lhe deu 6,8% de mercado e a quarta posição do ranking, logo atrás da Agrale – no primeiro semestre de 2014 era a quinta, perdendo para a Volvo, que neste ano desceu um degrau pela diminuição de 32,7% nas suas vendas. A Scania, na sexta posição, vê queda ainda maior, de 74%. A International pode comemorar evolução de quase 23%, nada desprezível diante do cenário de mercado, ainda que em volume represente apenas cinco unidades a mais que a primeira metade de 2014.

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