Puxada pela retração nas vendas internas e externas, a produção de veículos caiu 15% em julho, comparado com o mesmo mês do ano passado. De acordo com dados divulgados pela Anfavea na quinta-feira, 6, saíram das linhas de montagem 215,1 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e chassis de ônibus no mês passado, ante 252,7 mil unidades em julho de 2014.

Com relação a junho houve avanço de 17,8% no volume produzido nas fábricas brasileiras. A comparação, porém, tem algumas distorções, conforme lembrou o presidente da Anfavea, Luiz Moan, em entrevista coletiva à imprensa: “Em junho o movimento de férias coletivas foi mais intenso”.
Segundo a Anfavea no fim de junho havia cerca de 37 mil trabalhadores em férias, lay off, licença remunerada e outros mecanismos aplicados pela indústria para ajustar a produção ao mercado. Moan afirmou que ao fim de julho esse número alcançava 7 mil pessoas.
“Sem dúvida existe um excedente de trabalhadores nas fábricas. Estamos produzindo no nível de 2006, com maior número de funcionários. Os lay offs , férias coletivas, mostram claramente que existe essa diferença”.
De janeiro a julho foram produzidos 1,5 milhão de veículos, ante 1,8 milhão de unidades no ano passado. De um ano para cá mais de 14,5 mil trabalhadores foram desligados das fábricas de automóveis, caminhões, chassis de ônibus e máquinas agrícolas. Somente em julho foram 1,2 mil demissões.

“Algumas montadoras já estão trocando ideia com centrais sindicais a respeito de possível adesão ao PPE [Programa de Proteção ao Emprego, criado no mês passado pelo governo federal]”, disse Moan. Ele acredita que essa medida pode ajudar a evitar demissões no setor.
Nos últimos doze meses foram produzidos nas fábricas brasileiras 2,8 milhões de veículos, 15,4% abaixo da produção dos doze meses imediatamente anteriores. A Anfavea projeta 2,6 milhões de unidades produzidas este ano, queda de 10% com relação ao resultado de 2014.

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