
Ao apresentar o novo EcoSport com motor 1.6 TIVCT e transmissão sequencial de seis velocidades a Ford divulgou nova tabela de preços, adequando seus valores aos que já vinham sendo praticados no mercado, o que representou redução média de 3% de acordo com o gerente geral de marketing, Oswaldo Ramos:
“Decidimos materializar nas tabelas os descontos que o consumidor encontrava nas lojas. Como a primeira pesquisa de preços hoje é feita na internet, havia uma distorção entre o valor oficial e o efetivamente cobrado na rede”.
Segundo Ramos, os preços foram reduzidos em uma faixa de R$ 1,8 mil a R$ 2 mil e, garante o executivo, a medida não gerou redução na margem do concessionário, ficando a diferença a cargo exclusivamente da montadora. O modelo agora custa a partir de R$ 65,9 mil na versão com transmissão manual. Ramos
Na nova linha com transmissão sequencial de seis marchas, lançada na quinta-feira, 1, em Bento Gonçalves, RS, a versão mais barata é a 1.6 AT SE Direct, com ar-condicionado, direção elétrica e sistema de conectividade Sync, dentre outros itens de série, com preço a partir de R$ 68 mil 690.
O nome Direct, segundo Ramos, foi escolhido exatamente para marcar o produto como sendo prioritariamente destinado às vendas diretas: “O consumidor final também pode solicitar essa versão via internet para buscá-la na concessionária, mas em geral ela se destina a frotistas e, principalmente, portadores de deficiências físicas, que têm incentivos na hora da compra”.
Nessa mesma linha com transmissão sequencial de seis marchas há a versão 1.6 AT SE, que custa R$ 71,9 mil e incorpora, além dos itens da Direct , rodas de liga leve de 15”. Mais acima vêm a 1.6 AT FreeStyle, com rodas de liga leve 16” e sensor de estacionamento traseiro, com preço a partir de R$ 76,9 mil, e a AT FreeSstyle Plus, por R$ 80,3 mil, que acrescenta seis airbags e bancos de couro em relação à versão anterior.
De acordo com Ramos a nova linha EcoSport com transmissão sequencial tem preço bastante competitivo em relação aos concorrentes, como por exemplo o Jeep Renegade: “Em faixa similar de preço que estamos oferecendo o EcoSport o modelo da Jeep só é disponível com câmbio manual”.
O EcoSport vem agora com o motor 1.6 Flex TIVCT, da família Sigma, o mesmo que equipa a linha Fiesta e tem bloco, cabeçote e cárter de alumínio. Gera 131 cv com etanol e 125 cv com gasolina e, segundo o gerente de produto da Ford, Daniel Camargo, é 10% mais econômico do que a linha 2015: “Recebemos a classificação A de eficiência energética do Inmetro.”
MERCADO – Dominado pelo Ford EcoSport durante anos o segmento de SUVs compactos não para de ganhar novos concorrentes e mais do que dobrou de tamanho nos últimos doze meses. A participação do segmento nas vendas totais de automóveis e comerciais leves saltou de 4% em outubro de 2014 para 9,7% em agosto desde ano, revela o gerente geral de marketing da Ford, Oswaldo Ramos:
“O segmento está explodindo. Chegará a 10% em setembro. Alguns SUVs compactos estão roubando vendas de carros médios na faixa de R$ 90 mil, o que indica uma migração do consumo com a conquista de um público novo para esse tipo de produto”.
Dentre os principais concorrentes do EcoSport incluem-se hoje o Jeep Renegade, Renault Duster, Honda HR-V, Peugeot 2008 e Chevrolet Tracker. Com tantos modelos novos o da Ford certamente perdeu espaço no segmento, mas Ramos garante que o EcoSport vem mantendo sua participação no total de automóveis e comerciais leves vendidos no País
“Estamos conseguindo manter nossa fatia nas vendas totais em 1,4%, o que é importante para a marca considerando a chegada recente de modelos totalmente novos”, diz o executivo, destacando que o segmento de SUVs compactos abrange público menos afetado pela crise atual e, por isso, seu desempenho de vendas tem sido melhor do que a média do mercado.
Quando lançou o EcoSport global em 2012 a Ford vendia cerca de 6 mil unidades do modelo por mês, com fila de espera nas concessionárias. Hoje, com a chegada de uma série de novos concorrentes e a retração do mercado, as vendas estão estabilizadas em 3 mil unidades/mês, segundo o gerente geral de marketing.
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