As vendas de implementos rodoviários caminham para a queda de 45% projetada pela Anfir. De janeiro a novembro foram comercializados 81,8 mil reboques, semirreboques e carrocerias sobre chassis, volume 43,6% inferior às 144,9 mil unidades vendidas no mesmo período do ano passado.
Na linha leve a queda foi menor, embora também acentuada: 41,6%, com 54,5 mil carrocerias sobre chassis comercializadas. A linha pesada, de reboques e semirreboques, acumula 47,1% de retração, para 27,2 mil unidades.
Em nota o presidente Alcides Braga lamentou o resultado: “Infelizmente a previsão de queda de cerca de 45% deverá ser cumprida”.
Mas há uma possibilidade, embora remota, de que a queda nas vendas seja um pouco suavizada. Segundo a Anfir durante a Fenatran a indústria de implementos rodoviários registrou 5,7 mil oportunidades de negócios, um conceito que reúne vendas e pedidos firmes de aquisições. Se elas forem concluídas ainda este ano, o impacto da retração poderá ser reduzido.
“Mas, pela natureza da comercialização de implementos rodoviários, é provável que a maioria desses negócios entre apenas nas estatísticas do ano que vem”, afirmou o diretor executivo da Anfir, Mário Rinaldi, no comunicado.
Para 2016, o presidente Alcides Braga deseja que, antes de tudo, seja definido o cenário de financiamentos para o setor. Ele acredita que a linha Finame TJLP, que era a mais usada antes da criação da Finame PSI – que não deverá ser renovada – poderá oferecer taxas de até 12% ao ano. Falta, porém, a definição oficial da taxa e qual porcentagem do bem que o BNDES financiará.
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