AutoData - Vendas de caminhões seguem em queda drástica
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06/01/2016

Vendas de caminhões seguem em queda drástica

Por Décio Costa

- 06/01/2016

De maneira diferente com que analisa o segmento de automóveis e comerciais leves, no qual as vendas deixaram de cair para se manterem estáveis pelo menos até a chegada do quarto trimestre de 2016, segundo estimativas da Anfavea, os negócios no mercado de caminhões continuam em queda.

Em novembro o mercado absorveu 4 mil 735 unidades, o que representou declínio de 61% na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando foram negociados 12 mil 153 veículos.

De acordo com Luiz Moan, presidente da associação, durante apresentação dos resultados da indústria na sexta-feira, 4, em São Paulo, o mercado, que já estava fragilizado, “foi ainda mais prejudicado com a decisão do governo de antecipar a suspensão do PSI no fim de outubro. Antes as vendas apresentavam ritmo de 6 mil unidades/mês, pelo menos”.

O vice-presidente Luiz Carlos Moraes concordou e acrescentou que tal decisão, somada ao fato de posteriormente o governo mudar de ideia e estender o programa de financiamento até o fim de dezembro provocou uma turbulência no próprio BNDES.

“Em novembro foram protocolados muitos pedidos de financiamento, acima da capacidade do banco, o que resultou em quatro semanas de processos parados. Tanto assim que de outubro para novembro a queda nas vendas foi 18%.”

O resultado no acumulado do ano registra uma queda menor que a mensal, mas ainda assim os números não se mostram nada animadores. De janeiro a novembro foram licenciados 66 mil 37 caminhões, recuo de 46,5% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Com a demanda interna retraída também o ritmo nas linhas de produção recebeu um banho de água fria: no acumulado dos onze meses foram 71 mil 484 caminhões fabricados no País, volume 47,5% menor do que no mesmo período de um ano antes.

Apenas em novembro a produção do segmento somou 5 mil 350 unidades, queda de 54,6% com relação ao mesmo mês de 2014.

Ao menos as exportações se apresentam como um canal de vendas forte, ainda que não o suficiente para preservar o ritmo de produção. De janeiro a novembro embarcaram para fora do País 19 mil 967 caminhões, alta de 18,2% na comparação com o mesmo período de 2014.

O desempenho mensal é ainda mais relevante. Somente em novembro foram enviadas 2 mil 518 unidades, 61,4% a mais do que o registrado em novembro do ano passado, 1 mil 560 caminhões.

Moraes entende que “é fundamental para o segmento de caminhões a previsibilidade, e não foi o que ocorreu. Pelo terceiro ano consecutivo houve mudança nas regras, mas a boa notícia é que já sabemos o que será a realidade daqui para diante: a vida deve seguir com base no Finame TJLP”.


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