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07/04/2016

Configuração do ranking de leves muda muito no bimestre

Por André Barros

- 07/04/2016

Uma nova líder, japonesas avançando, a perda de um confortável quarto lugar… a configuração do ranking de vendas de automóveis e comerciais leves reservou boas surpresas ao fim desse primeiro bimestre, comparando com o resultado do mesmo período do ano passado. A queda de 31% nas vendas do segmento contribuiu para acirrar a competição do mercado e as marcas com produtos que caíram no gosto do brasileiro colhem os louros, avançando degraus.

Começa pela liderança: a GM, que havia encerrado janeiro na ponta, resistiu ao fim do bimestre – e até ampliou em cerca de quarenta unidades sua distância para a Fiat, agora vice-líder em vendas no mercado nacional. São mais de 4 mil veículos de diferença de uma para a outra.

Não é possível, porém, cravar que o mercado tem uma nova líder. No mês passado a Fiat lançou a picape Toro, que, caso sejam confirmados os objetivos da marca, adicionará 4 mil unidades mensais ao volume. E em abril será a vez do compacto Mobi, cujo volume adicional certamente será superior.

Do primeiro bimestre do ano passado para o de 2015 a Fiat perdeu 5,5 pontos de participação, ao amargar uma queda de 47,9%. No mesmo período a GM caiu 34,8% e viu sua participação reduzir em 1,5 ponto porcentual, suficiente para comemorar a liderança de mercado.

Em terceiro, com queda de 42,4% nas vendas, ficou a Volkswagen. A marca espera recuperar um pouco do mercado nos próximos meses, após lançar um facelift do Gol e do Saveiro com preços mais atrativos.

Outra mudança importante no ranking foi a perda da quarta colocação da Ford, que aparentava estar confortável no posto. Pois a queda de 43,3% nas vendas da marca no bimestre fez com que a Hyundai, cujos licenciamentos reduziram apenas 6,3%, tomasse o posto, tirando uma diferença de mais de 13 mil unidades de um ano para o outro.

Quase que a Ford cai mais uma posição: por apenas trezentas unidades a marca conseguiu ficar à frente da Toyota, sexta no ranking. Os japoneses cresceram 2,2% no bimestre e subiram um degrau, mesma situação da Honda, que manteve o resultado de janeiro e fevereiro de 2015 e ficou na sétima posição.

Ambas superaram a Renault, agora oitava do ranking – no ano passado brigava pela quinta posição com a Hyundai. As vendas da marca francesa cederam 27,2% no primeiro bimestre. O lado positivo foi que a empresa ganhou 0,2 ponto de participação.

As mudanças não pararam por aí: a Chrysler, com o sucesso do Renegade, assumiu a nona posição. Superou muitas marcas, dentre elas a Nissan, que agora fecha o ranking das dez marcas mais vendidas no mercado brasileiro – no período suas vendas caíram 15,8%, sua participação cresceu 0,4 ponto, mas não foi suficiente para manter a nona posição.


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