O saldo da carteira de financiamento de veículos voltou a apresentar retração em janeiro, tanto com relação ao mês anterior quanto ao resultado de um ano atrás. De acordo com dados da Anef, associação que representa os bancos de montadoras, a soma dos saldos de CDC e leasing chegou a R$ 181,5 bilhões, recuo de 1% na comparação mensal e de 13,9% na anual.
A liberação de recursos apresentou queda ainda maior: os R$ 6,2 bilhões de janeiro representam baixa de 28,4% com relação ao mesmo mês do ano passado, quando os bancos liberaram R$ 8,8 bilhões em novos financiamentos.
“O cenário conturbado da economia segue afetando fortemente a concessão de crédito para o setor automotivo”, afirmou a Anef, em comunicado. “Na visão da entidade não é possível projetar retomada da economia nacional até que o desemprego estabilize e o mercado volte a ter poder de compra”.
Os atrasos nos pagamentos superiores a noventa dias na carteira de CDC subiu 0,7 ponto porcentual, para 4,2% em pessoas físicas, enquanto para pessoa jurídica chegou a 5%, também avanço de 0,7 ponto porcentual – ambos em doze meses. “A associação reconhece que a inadimplência decorre diretamente da perda de renda familiar e redução de volume de negócios para as empresas, ambos agravados nos últimos meses”.
O prazo médio dos financiamentos permaneceu 42 meses, mesmo índice registrado de 2013 a 2015. Os planos máximos também não sofreram alteração e seguem sendo de 60 meses.
Já as taxas praticadas pelos bancos de montadoras continuam mais atraentes: em janeiro a média foi de 1,8% ao mês, ou 23,8% ao ano, enquanto os bancos independentes ficaram em 2% ao mês e 27,5% ao ano para pessoas físicas.
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