AutoData - Produção na Argentina cai 13,9% no ano
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09/08/2016

Produção na Argentina cai 13,9% no ano

Por Redação AutoData

- 09/08/2016

A produção de veículos na Argentina atingiu 37,7 mil unidades em julho, registrando queda de 9,5% em relação a junho e de 13,3% no comparativo com o mesmo mês de 2015. No acumulado do ano a indústria automobilística daquele país produziu um total de 261,7 mil veículos, resultado 13,9% inferior ao do mesmo período do ano passado, quando 303,9 mil unidades saíram das linhas de montagem.

As vendas internas também caíram em julho. Foram comercializados 52,7 mil veículos, 16,6% a menos do que os 63,2 mil emplacados em junho e 2,4% abaixo do dos 53,9 mil vendidos em julho de 2015. No acumulado do ano, no entanto, o mercado argentino registra alta em relação ao ano passado. As montadoras entregaram às concessionárias um total de 398,8 mil unidade nos primeiros sete meses de 2016, aumento de 20,3% em relação ao volume negociado entre janeiro e julho de um ano atrás.

A queda na produção, assim, deve-se principalmente ao desempenho negativo nas exportações da indústria argentina. Foram exportados em julho 12,9 mil veículos, queda de 10,6% sobre junho e de 38,3% na comparação com idêntico mês de 2015. Entre janeiro e julho as vendas externas da Argentina atingiram 101,6 mil unidades, 31,9% a menos do que a 149,3 mil embarcadas nos primeiros sete meses do ano passado.

De acordo com a Adefa, a associação que representa as montadoras argentinas, esses resultados refletem o impacto da retração nas vendas dos mercados externos atendidos por suas associadas, em especial o seu principal parceiro, o Brasil.

“Nós estamos monitorando permanentemente a situação do mercado automotivo no Brasil”, comentou Enrique Alemany, presidente da Adefa. “Uma retomada lá contribuirá decisivamente para puxar a produção e a exportação da Argentina”, complementou o executivo, destacando ainda ser necessário que a indústria local abra novos mercados na região, como Colômbia e Paraguai, para ter condições de voltar a crescer.

De acordo com Alemañy, o setor automobilístico é um dos principais pilares da economia argentina e, por isso, continua empenhado em trabalhar com o governo e outros elos da cadeia para melhorar questões estruturais que permitam a sua recuperação. “Só assim vamos melhorar nossa competitividade para poder ampliar exportações e vendas internas”, conclui o presidente da Adefa.


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