AutoData - Setor de motos não reage
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12/08/2016

Setor de motos não reage

Por Redação AutoData

- 12/08/2016

O calvário da indústria brasileira de motocicletas seguiu firme no mês passado. Produção e vendas fecharam novamente no vermelho e adicionaram números ainda mais amargos para o acumulado do ano, aponta levantamento da Abraciclo, a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares.

No mês passado foram produzidas 75,2 mil motocicletas, recuo de 7,6% com relação ao volume registrado em junho e verdadeiro tombo de 26,6% frente ao apurado um ano antes, quando das linhas de montagem saíram quase 102,5 mil unidades. Com 539,6 mil unidades, o acumulado do ano aponta produção 32,6% menor do que nos primeiros sete meses de 2015, quando foram fabricadas 800 mil motos.

Se dentro das fábricas o ritmo continuou lento, nas revendas o quadro não foi nada diferente. Ao contrário, seguiu rigorosamente a mesma batida das linhas de montagem, com 71,8 mil unidades egociadas no mês e queda de 7,2% na comparação com os números de junho, quando foram vendidas quase 77,4 mil motocicletas. A comparação com julho do ano passado mostra recuo de 23,4% e no acumulado a queda é de 30,4%.

Os negócios no varejo foram ligeiramente melhores em julho na comparação com junho. Foram licenciadas 74,4 mil motos no mês passado, 1,5% a mais do que no mês anterior. Um indicador ainda melhor, contudo, foi o crescimento da média diária de emplacamentos, que chegou a 3,5 mil unidades, 6,3% a mais do que em junho. No acumulado do não, contudo, as vendas no varejo foram 27,4 % menores do que nos primeiros sete meses de 2015, com somente 544 mil emplacamentos.

“O segmento ainda sofre com os impactos da crise político-econômica. De qualquer forma, a tendência aponta para certa estabilidade nos próximos meses, considerando que, historicamente, trata-se de um período mais favorável para os negócios com motocicletas”, analisa Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo.

Os fabricantes de motocicletas, porém, têm encontrado algum alento no movimento dos portos. Se em julho os embarques recuaram para 3,8 mil unidades – metade do alcançado no mês anterior – no acumulado de janeiro a julho já foram exportadas 34,9 mil, 30,3% a mais do que em igual período do ano passado.


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