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18/11/2016

Média diária de vendas sobe para 9,2 mil

Por Alzira Rodrigues

- 18/11/2016

As vendas de veículos totalizaram 83,4 mil unidades nos primeiros dezesseis dias do mês, com média diária de emplacamentos no País acima de 9,2 mil unidades no período. A expectativa para novembro, segundo fontes do varejo, é de o mercado absorver entre 180 mil e 190 mil veículos, o que representaria crescimento de 13% a 19% com relação aos 159 mil comercializados em outubro.

No comparativo dos primeiros nove dias úteis de outubro com idêntico intervalo do mês passado, quando a média diária estava em 6,9 mil unidades, o crescimento é ainda mais expressivo, chegando a 33%. Vale notar, contudo, que a primeira quinzena de outubro foi muito fraca. A reação veio nas duas últimas semanas, tanto que a média diária no mês ficou próxima de 8 mil unidades.

Se em novembro houver maior equilíbrio entre os dois períodos e for mantida a média diária de 9,2 mil unidades registrada até o dia 16, o mercado ficaria na faixa de 184 mil veículos. Caso haja melhorias nesta segunda quinzena, como é tradicional no mercado brasileiro, é bem factível a projeção de 190 mil unidades feita por representantes da área de distribuição.

Distorção – Apesar dos números favoráveis do mercado como um todo, as vendas diretas continuam em índices elevados, distorcendo em parte a tão esperada recuperação das vendas, na análise de algumas fontes do varejo. Em outubro, por exemplo, os negócios envolvendo pessoas jurídicas atingiram 37,3%, índice que deve ser repetido ou até mesmo superado este mês, mantendo tendência que se verifica desde janeiro, quando as vendas diretas ficaram em 23,4%.

No acumulado dos primeiros dez meses do ano a participação das vendas diretas chegou a 33,4%, cinco pontos porcentuais acima dos 28,4% registrados no mesmo período de 2015. De acordo com dados da Fenabrave, a empresa que mais efetua negócios com pessoas jurídicas é a Fiat – a participação da marca no total das vendas diretas no período de janeiro a outubro é de 23,4%, seguida da GM, com 18,3%, Renault, 11,8%, e Volkswagen, 11,7%.

Em entrevista que concedeu no Salão do Automóvel, que acontece até o próximo domingo no São Paulo Expo, na capital paulista, o presidente da FCA, Fiat Chrysler Automobiles, Stephan Ketter, admitiu que o ideal seria ter uma participação maior do varejo nas vendas totais do mercado:

“O importante para o próximo ano não é visar quantidade, mas sim qualidade. É importante voltarmos para o mercado real. Este ano as vendas diretas caminham para os 37%, o que significa que a retração no varejo foi maior do que a dos emplacamentos totais. O ideal seria que o varejo voltasse a responder por pelo menos 70% das vendas”.


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