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Série F terá motor Cummins nacional em 2018

A partir de outubro a Cummins fornecerá motores 2.8 litros produzidos no Brasil para os caminhões F350 e F4000 da Ford. Hoje, a montadora equipa os veículos com motores feitos pela Cummins na China. O pedido, segundo Maurício Rossi, diretor de vendas da divisão de motores da Cummins, é visto pela empresa como uma oportunidade de voltar a ocupar a capacidade instalada da linha de motores diesel ISF 2.8 e 3.8, que passaram a ser fabricados no Brasil em 2016:

“Produzimos hoje 2 mil e 500 motores, com um turno, numa linha que tem capacidade para 25 mil por ano. Em outubro vamos fornecer a versão 2.8 litros para a Ford, que o importava da China. A esperança é que esta demanda nos faça atuar com dois turnos nesta linha especificamente”.

Além da Ford, a linha de semileves da MAN Latin America e da Agrale também é equipada com os motores mid range, cujas potências variam de 18 hp a 380 hp. No caso da Ford, o executivo da Cummins diz que houve uma preocupação da fabricante sobre flutuação cambial nas negociações de fornecimento, uma vez que poderia encarecer o custo do equipamento importado, em dólar, nos veículos da série F: “Por um tempo foi mais interessante para eles trazer o motor Cummins da China, mas hoje estão receosos com uma eventual elevação do dólar e isso pesou na decisão de nacionalizar o equipamento”.

A série F, historicamente o caminhão mais vendido da Ford, voltou a ser vendida no Brasil em 2014, após a linha ter a produção interrompida em 2011 por causa das exigências da lei de emissões Proconve P7, que obrigava a utilização de motores Euro 5. O projeto da nova Série F fez parte do ciclo de investimento de R$ 670 milhões anunciados pela empresa para o período 2011-2015.

Aposta – As fichas da Cummins estão depositadas nas oportunidades no mercado de caminhões semileves e leves, segundo Neuraci Carvalho, responsável pela divisão de negócios de motores. Ela disse que a empresa detém 62% deste mercado, e que este ano serão contratados funcionários temporários para as linhas de motores 2.8 litros e 3.8 litros: “Vamos contratar até o final de abril 40 funcionários por três meses, com possibilidade de se estender por mais três dependendo da demanda”.

Segundo dados da Anfavea, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, houve queda nos licenciamentos de caminhões leves e semileves. No primeiro trimestre, foram emplacados 720 unidades de semileves, menos 10,3% com relação ao trimestre do ano passado. Os leves, por sua vez, foram 2 mil 236 veículos, queda de 31,5% no comparativo com o mesmo período de 2016.

fiat

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