Em destaque

NGK acelera vendas na reposição

O volume de vendas da NGK já é maior no segmento de reposição do que no de peças originais, segmento no qual a empresa foi cativa durante anos como importante fornecedora de sistemas de ignição de General Motors, Honda e Toyota. No caso das velas especiais, que chegam para ampliar o portfólio do carro-chefe da empresa, o componente representa atualmente uma fatia de 5% das vendas da empresa no Brasil e pode chegar a 8% com o aquecimento do aftermarket nacional. Não é pouco se for levado em consideração a gama de componentes da empresa, que também atende a outros segmentos, como usinagem e construção.

As oportunidades na reposição motivaram a empresa a trazer para o Brasil a produção de uma linha de velas então exclusivas dos mercados originais europeu e asiático. A estratégia por trás da nacionalização era atender a demanda criada por modelos que estavam sendo lançados aqui, como o Volkswagen up! e as novas versões do Toyota Corolla e do Hyundai HB20.

Diretor de marketing da NGK Marcos Mosso contou que o que a empresa fez, em linhas gerais, foi se antecipar a um movimento do mercado:

“Percebemos que os novos modelos criariam, no futuro, uma demanda no segmento de reposição por velas de ignição que não estavam disponíveis no mercado interno. Ou seja, antecipamos a produção nacional das velas para atender à demanda atual, pois estes veículos vivem o período de suas primeiras paradas para manutenção”.

O que a empresa nacionalizou foi a linha G-Power. As peças possuem ponta de platina, material que aumenta sua resistência. A aplicação do material também torna viável a queda de seu preço final: fica mais barata do que as velas da linha Iridium.

Desenvolvimento de novas velas de ignição para o mercado de reposição tem sido uma aposta das suas principais fabricantes. Para a Bosch, principal concorrente, o faturamento global da divisão de aftermarket alcançou € 6 bilhões em 2016, e as vendas do segmento de reposição e serviços na América Latina vêm crescendo ao ritmo de 5% a 7% por ano desde 2013. As oportunidades na reposição fizeram até a Delphi, que não é um competidor tradicional no segmento de velas, importar o componente de fornecedores europeus para vendê-los no Brasil. A Delphi quer aumentar sua fatia de 18% no mercado de reposição na América do Sul competindo no segmento de velas de ignição.

fiat

Notícias relacionadas

whb
whb

Receba as principais notícias do setor automotivo diretamente no seu WhatsApp.

Receba diariamente as principais notícias do setor automotivo, análises de mercado e tendências da indústria no seu e-mail corporativo.

whb