A safra recorde de 232 milhões de toneladas contribuiu decisivamente para o desempenho positivo das fabricantes de máquinas agrícolas. Durante o Seminário AutoData Revisão das Perspectivas 2017, que aconteceu na segunda-feira, 3, em Sorocaba, SP, as empresas John Deere, CNH Industrial – que controla Case e New Holland – e JCB afirmaram em uníssono que o momento é de aproveitar o bom momento para crescer em áreas ainda pouco exploradas e buscar oportunidades com novos modelos de negócio.
Roberto Marques, diretor de vendas de construção e florestal da John Deere, disse que a empresa atualmente desenvolve produtos e serviços para “além da porteira”, ou seja, no campo do transporte e armazenamento: “Muito produtores colheram a super safra com o maquinário que já tinha em mãos. O problema foi no decorrer do processo, pois ocorreu perda na produtividade. O Brasil ainda enfrenta problemas com gargalos e estamos vendo como explorar melhor está área”. O executivo citou desenvolvimento de silos e outros serviços de rastreamento como produtos que possuem “aderência a uma demanda nacional”.
Alisson Brandes, diretor comercial da JCB, atentou durante o debate a um possível aumento da demanda no Brasil e na região, e como isso pode significar um alerta às fabricantes de máquinas agrícolas. Segundo ele, a capacidade instalada das empresas daqui consegue atender uma safra que, eventualmente, seja maior do que a registrada em julho deste ano. O problema, ele apontou, é se houver de forma paralela um crescimento da demanda no mercado latino americano, como Argentina e Chile:
“Não há dúvidas de que a capacidade instalada é suficiente para atender a demanda brasileira, instalamos uma fábrica aqui por causa disso, e não para ser uma plataforma essencialmente exportadora. Para isso precisamos aumentar os investimentos e nos prepararmos para atender outros países”.
Para a próxima safra, o governo anunciou que o Moderfrota, programa de modernização da frota de tratores agrícolas e implementos, passará a contar com R$ 9,2 bilhões. A compra de máquinas e implementos agrícolas terá o limite de financiamento de 90% do valor do bem, com prazo de pagamento de sete anos.
Christian Gonzalez, diretor de planejamento da CNH Industrial, disse que o investimento do País para o setor deverá aumentar as vendas internas, mas, também a empresa busca crescimento nos países vizinhos, como é o caso da Argentina e por isso, estrutura a sua produção por aqui: “Aproveitamos o momento para crescer em outros países fora o Brasil”.
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