O início do aguardado programa nacional de renovação de frota foi mais uma vez postergado.
Segundo fonte ligada às negociações com o governo federal, ouvida com exclusividade pela Agência AutoData, o projeto estava “à beira do anúncio” no fim do ano passado.
Este anúncio traria novidades: além dos caminhões, segmento pelo qual o plano se iniciaria, a proposta incluía, em fase subsequentes, outros setores da indústria automotiva, como ônibus, máquinas agrícolas e até automóveis – estes, três anos depois.
De acordo com a fonte a ideia é que o plano de renovação ocorra em longo prazo e seja destinado a todos os segmentos, contemplando uma renovação completa de toda a frota nacional. Entretanto, revelou, as novas equipes ministeriais, que assumiram seus cargos no início do ano, junto ao segundo mandato da presidente Dilma Rousseff, solicitaram que a proposta fosse reavaliada – mesmo tendo sido aprovada por todos os ministérios envolvidos no primeiro mandato e ainda por quinze associações ligadas diretamente ao setor automotivo.
“A nova estimativa para início do plano, pelas atuais tratativas com o governo, é de seis a oito meses.”
Ainda segundo a fonte o projeto aprovado previa substituição de cinco mil caminhões no primeiro ano, quinze mil no segundo e, posteriormente, trinta mil ao ano, até que se renove a frota de 230 mil caminhões com mais de trinta anos que atualmente roda no País.
Aos poucos, então, entrariam os veículos de outros segmentos.
De acordo com o projeto que tramita em Brasília, DF, após entrega do veículo antigo para sucateamento será emitido um certificado de baixa e um certificado de crédito fiscal, destinado à montadora, caso a opção seja por um caminhão 0 KM, ou para a concessionária, caso o cliente opte por um veículo usado – com no máximo dez anos de uso.
O valor do crédito fiscal seria de R$ 30 mil, independente do estado do veículo entregue, revelou a fonte. “A montadora ou a concessionária poderiam, pelas regras aprovadas, utilizar esse valor no abatimento de impostos.”
Uma linha de financiamentos do BNDES, exclusiva para a renovação de frota, também está prevista no projeto, com taxas de juros inferiores às do Finame PSI.
“O valor das parcelas do financiamento do caminhão seria debitado mensalmente do cartão-frete do motorista, ferramenta utilizada para pagamentos do serviço de transporte. Isso garantiria que o trabalho seja revertido em pagamentos, reduzindo os riscos de inadimplência.”
O projeto encontra-se novamente em análise em especial nos ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e da Fazenda, segundo a fonte. “Nos resta mais uma vez aguardar. Esperamos que o trabalho realizado e aprovado em 2014 não seja perdido e a estimativa para o segundo semestre seja cumprida.”
O plano é discutido desde 2013 e foi lançado oficialmente na Fenatran, no fim daquele ano, em um pacto que reuniu diversas associações da indústria automotiva e de transporte de cargas. Ali a expectativa era a de que este fosse anunciado no primeiro semestre de 2014, que depois passou à segunda metade do ano.
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