A produção de veículos na Argentina apresentou crescimento na comparação anual pela segunda vez em 2015, de acordo com informações do Tiempo Motor, parceiro editorial da Agência AutoData naquele país, com base nos dados da Adefa, a associação das montadoras locais. Foram produzidas 49 mil 48 unidades em agosto, volume 7,1% superior às 45,8 mil unidades fabricadas no mesmo mês de 2014.
O momento positivo do mercado doméstico argentino contribuiu para o crescimento da produção das fábricas locais, uma vez que o principal parceiro comercial do país vizinho, justamente o Brasil, passa por crise econômica e política. De janeiro a agosto o mercado brasileiro caiu 21,4%, ou 476,2 mil unidades com relação ao mesmo período do ano passado – volume superior ao produzido pela indústria automotiva argentina.
De janeiro a agosto as montadoras instaladas na Argentina entregaram 364,5 mil unidades, um recuo de 9,7% com relação aos primeiros oito meses do ano passado, quando a produção alcançou 403,5 mil unidades.
As exportações recuaram 21,3% no período, para 175,5 mil unidades – nos primeiros oito meses do ano passado foram enviados a mercados no Exterior 222,9 mil veículos. Em agosto a queda foi de 22,2%, para 21,4 mil unidades.
O Brasil é o principal comprador dos veículos argentinos, com 77,3% do total as exportações. México, com 4,7%, e Austrália e Nova Zelândia, com 3,5%, são outros mercados relevantes para as montadoras locais.
Em agosto as vendas de veículos no atacado cresceram 16,6% na comparação anual, para 59,6 mil unidades – foi o quarto mês consecutivo de avanço. No acumulado do ano, porém, registra-se recuo de 1%, para 407,7 mil unidades comercializadas.
No varejo o cenário muda um pouco: em agosto a queda chegou a 6,4%, para 54,7 mil veículos. Comparado com julho, recuo de 9,9% – a média diária de licenciamentos, porém, subiu para 2 mil 733 unidades/dia em agosto, contra uma média de 2 mil 686/dia em todo o ano.
No acumulado do ano os argentinos compraram 432,4 mil veículos, queda de 14% com relação ao mesmo período de 2014.
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