Em abril foram emplacados 4,2 mil caminhões no mercado brasileiro, um recuo de 27,4% na comparação com o mesmo mês do ano passado – e 13,2% abaixo do resultado de março. Os números divulgados pela Anfavea na quinta-feira, 4, em coletiva à imprensa em São Paulo, apontam a manutenção dos baixos volumes no segmento que, segundo o vice-presidente da associação, Luiz Carlos Moraes, vive “situação dramática, retornando a volumes de 1999”.
No quadrimestre foram licenciados 17,3 mil caminhões, volume 31% abaixo do registrado nos primeiros quatro meses do ano passado.

“Em 2011, melhor ano da indústria, registrávamos vendas médias de 14 mil unidades mensais. Estamos de volta à década de 90, sem conseguir repassar aos clientes os investimentos promovidos para nos adequar às tecnologias de emissões Euro 5 e com os custos de 2016”.
A produção acompanha a tendência do mercado doméstico. Em abril saíram das linhas de montagem 5,2 mil caminhões, 24,3% abaixo do mesmo mês do ano passado e volume 9,2% inferior ao de março. Nos primeiros quatro meses as fábricas entregaram 20,4 mil unidades, volume 32,4% inferior ao de igual período de 2015.

As exportações de caminhões ainda não reagiram, ao contrário do que vem ocorrendo nos demais segmentos da indústria. De janeiro a abril foram embarcados 5,8 mil caminhões, queda de 4,2% com relação ao primeiro quadrimestre de 2015. Já no mês passado, foram 1,7 mil embarques, alta de 1,7% na comparação e 6,9% na mensal.
“Exportação de caminhão não é um negócio que se fecha da noite para o dia. Nossos executivos estão com as malas nas mãos, procurando novos mercados, mas é complicado. Diferentemente de outros segmentos, o negócio envolve também financiamentos, que não é fácil de fechar”.

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